Frederico Vitor
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Jornalista goiano ganha prêmio nacional por obra sobre desaparecimento de irmão na ditadura militar

Escritor Renato Dias receberá premiação na próxima quinta-feira em Porto Alegre (RS). Pelo quarto ano consecutivo, repórter é contemplado no prestigiado concurso nacional da OAB-RS

Jornalista Renato Dias

Jornalista Renato Dias

O jornalista, sociólogo e mestre em Direito e Relações Internacionais, Renato Dias é um dos ganhadores do 32º Prêmio Nacional de Jornalismo em Direitos Humanos, promovido pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção do Rio Grande do Sul. Ele obteve a terceira colocação na categoria Grandes Reportagens. A sua obra é “O Menino que a ditadura matou”, publicada em junho de 2015.

A solenidade de entrega das premiações ocorrerá em 10 de dezembro, dia mundial dos Direitos Humanos. O ato se realizará, às 19h, na sede da seccional da OAB gaúcha, em Porto Alegre. A obra do autor goiano premiado narra o desaparecimento do estudante secundarista Marcos Antônio Dias Batista, em maio de 1970. O militante integrava a Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares (VAR-Palmares), a mesma organização clandestina de luta armada contra a ditadura civil e militar da presidente Dilma Rousseff (PT).

Marcos Chinês, como era chamado, esteve em 1968 nas revoltas estudantis em Goiânia e morreu com apenas 15 anos de idade. A sua mãe deixou a porta da casa da família aberta por exatos dez anos esperando em vão o seu retorno. Maria de Campos Baptista, Dona Santa, visitou presídios, percorreu vários estados e vasculhou pistas sobre seu paradeiro. Em vão. “Os seus restos mortais nunca foram entregues para que os Dias Batista pudessem celebrar o ritual milenar do luto, patrimônio cultural imaterial da humanidade”, observa o jornalista e escritor.

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