O escritor pernambucano Raimundo Carrero morreu na terça-feira, 16, aos 78 anos, em Recife, em decorrência de câncer.

Durante 25 anos, Raimundo Carrero trabalhou no “Diário de Pernambuco”. Ele foi editor-chefe e crítico literário. Depois, dedicou-se à carreira literária. Mas nunca deixou de escrever em jornais, notadamente no “DP”.

“Somos Pedras Que Se Consomem” (Iluminuras, 192 páginas) é seu livro mais celebrado pela crítica literária. É apontado como uma obra-prima. O escritor Ignácio de Loyola Brandão disse sobre o romance de Raimundo Carrero: “Incestos, traições, sadismo, masoquismo, sexo, sexo, sexo, coxas molhadas, pênis artificiais, lesbianismo, homossexualismo, hetero, masturbações. amor, solidão, ternura, poesia. Carrero me lembra Henry Miller com muito mais violência”.

Ramundo Carrero capa de Somos Pedras que se consomem

Movimento Armorial de Ariano Suassuna

Numa nota, a família disse: “Ao longo de sua vida, Raimundo dedicou-se à literatura com paixão, sensibilidade e compromisso, construindo uma obra que marcou gerações de leitores e contribuiu de forma significativa para a cultura pernambucana e brasileira”.

Raimundo Carrero participou, na década de 1970, do Movimento Armorial, sob a coordenação do escritor Ariano Suassuna.