Morre o escritor Raimundo Carrero, autor da obra-prima Somos Pedras Que Se Consomem
16 junho 2026 às 11h07

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O escritor pernambucano Raimundo Carrero morreu na terça-feira, 16, aos 78 anos, em Recife, em decorrência de câncer.
Durante 25 anos, Raimundo Carrero trabalhou no “Diário de Pernambuco”. Ele foi editor-chefe e crítico literário. Depois, dedicou-se à carreira literária. Mas nunca deixou de escrever em jornais, notadamente no “DP”.
“Somos Pedras Que Se Consomem” (Iluminuras, 192 páginas) é seu livro mais celebrado pela crítica literária. É apontado como uma obra-prima. O escritor Ignácio de Loyola Brandão disse sobre o romance de Raimundo Carrero: “Incestos, traições, sadismo, masoquismo, sexo, sexo, sexo, coxas molhadas, pênis artificiais, lesbianismo, homossexualismo, hetero, masturbações. amor, solidão, ternura, poesia. Carrero me lembra Henry Miller com muito mais violência”.

Movimento Armorial de Ariano Suassuna
Numa nota, a família disse: “Ao longo de sua vida, Raimundo dedicou-se à literatura com paixão, sensibilidade e compromisso, construindo uma obra que marcou gerações de leitores e contribuiu de forma significativa para a cultura pernambucana e brasileira”.
Raimundo Carrero participou, na década de 1970, do Movimento Armorial, sob a coordenação do escritor Ariano Suassuna.



