Júnior Câmara vende edifício histórico de O Popular na Avenida Goiás
13 junho 2026 às 21h00

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A família Câmara vendeu “O Popular”, o “Daqui”, o “Jornal do Tocantins”, a TV Anhanguera (Goiás e Tocantins) e rádios para o Grupo Zahran, de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Durante quase um século — exatos 88 anos —, a Organização Jaime Câmara, depois Grupo Jaime Câmara, prestou relevantes serviços jornalísticos aos leitores goianos e tocantinenses. Mas, possivelmente por falta de herdeiros jovens e entusiásticos com o negócio da comunicação, Jaime Câmara Júnior, de quase 80 anos, decidiu vender jornais e emissoras de rádio e televisão.
Até o momento, de acordo com jornalistas da TV Anhanguera e de “O Popular”, as redações ainda não sentiram a “mão” do grupo Zahran. “A gente percebe que os novos dirigentes estão estudando o quadro de profissionais e o modelo de gestão”, afirma uma fonte. Não se fala em passaralho. Porque as redações estão relativamente enxutas. Fala-se mais em ajustes, aqui e acolá, mas não em mudanças radicais.

Uma coisa é certa: até pela proximidade com Brasília — a 203 quilômetros de Goiânia —, a TV Anhanguera, sob novo comando, vai se aproximar mais da Globo. A fonte sustenta que haverá maior alinhamento. “A TV Anhanguera passa a impressão de estar ligeiramente desconectada da ‘nave mãe’, a TV Globo”, sublinha a fonte.
Há afiliadas que emplacam reportagens com relativa frequência nos telejornais da Globo. Chegam a pautá-los, por vezes. O que não vem ocorrendo com a TV Anhanguera. Então, no lugar de demissões, o que se vai exigir é mais “dinamismo” da equipe. Há excelentes profissionais tanto em “O Popular” quanto na TV Anhanguera.
Prédio histórico de O Popular
O site Brasil24H relata que “a antiga sede do jornal ‘O Popular’, na Avenida Goiás, no Centro” de Goiânia “foi comprado pela Assembleia Legislativa de Goiás”. Lá, começou a história de “O Popular”.
A venda do edifício, nas proximidades da Rua 3, teria se dado antes de Jaime Câmara Júnior fechar negócio com o Grupo Zahran.
O vendedor e o comprador não explicitaram por quanto o edifício histórico foi vendido.
Brasil24H relata que se planeja instalar o Museu do Legislativo no edifício. O jornalista Iuri Rincon Godinho sugeriu que, no lugar, se instalasse o Museu da Imprensa Goiana. Dados os tempos digitais, por que não os dois museus no mesmo lugar? Um não exclui o outro.



