Diretora financeira, Andreia Rocha diz ter orgulho de trabalhar no Jornal Opção há 31 anos
11 julho 2026 às 21h00

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Numa tarde calorenta de março de 1995, uma jovem bonita de 18 anos, alta (1,70m) e charmosa, entra na redação do Jornal Opção, no Shopping Center Tamandaré, na Avenida República do Líbano, em Goiânia. A redação parou para contemplar a elegância da Sophia Loren (1,73m) do Cerrado. Literalmente.
Ao saber que pleiteava o cargo de secretária da redação, um redator disse: “Contrate, Nanci. É nossa garota de Ipanema”. Diretora administrativa e financeira, Nanci Guimarães de Melo Ribeiro admoestou o jornalista de maneira cordial mas incisiva: “Toma jeito, menino. Pelo que sei, você é casado”. Todos riram, menos Andréia Rocha — com aquele ar glacial que preserva até os dias atuais, trinta e um anos depois. O repórter de “olho” platônico se tornou amigo da jovem e admirador de sua seriedade e dedicação ao trabalho.
João Paulo Alexandre costuma dizer: “Quem não admira Andréia bom sujeito não é”. Ton Paulo complementa: “Andréia é nosso anjo da guarda”. Giovanna Campos acrescenta: “É nossa miss eficiência, uma verdadeira ‘rocha’”. Bruna Ariadne não deixa por menos: “Andréia facilita a vida dos editores e repórteres”. Luan Monteiro (secundado por Júnior Kamenach) sempre reclama: “O lanche não chegou? Aposto que Andréia não está no jornal”. Cilas Gontijo corrobora: “Quando ela sai de férias, ficamos um pouco órfãos”.
Mas quem é Andréia da Silva Rocha? Quem se tornou Andréia Rocha? Hoje, é, nada mais nada menos, a diretora financeira do Jornal Opção. A maior parte de seus 52 anos foi passada entre sua casa, no Setor Novo Horizonte, e o Jornal Opção. Assim como Vilma Barbosa e Cilas Gontijo, ela trabalhou nas quatro sedes do jornal (pós-1991). São os três mosqueteiros, os carregadores de piano, como se dizia nos tempos de Guiomar Novaes e Carlos Drummond de Andrade.

Saltou-se um pouco a história da “jovem eterna”, como brinca a redação. Comecemos, portanto, bem do início.
Andréia Rocha nasceu em Brasília, em 1974, quando a capital da esperança (segundo André Malraux), com 14 anos, era adolescente. Portanto, é uma “candanga” (quase uma pioneira). Lá morou no Núcleo Bandeirante até os 3 anos de idade, quando se mudou com os pais para Goiânia.
A mãe de Andréia Rocha, Leonina Vitoriano Rocha — vivíssima aos 89 anos (90 em outubro) —, é mineira de Araguari. O pai, Joaquim Vieira Rocha, falecido, é mineiro de Monte Carmelo. Andréia Rocha tem quatro irmãos: Rogéria Ferreira Rocha, Valéria Borges de Oliveira, Gilson da Silva Rocha, Hudson da Silva Rocha (morreu aos 65 anos, era o mais velho).
A presença mineira, calada e ponderada, reside na alma e no comportamento de Andréia Rocha. Com seu olhar oblíquo, ela tem um quê de Tancredo Neves — no espírito paciente e conciliador. Sobretudo, na doçura com a qual trata os colegas — sempre prestativa, prática, resolutiva e organizada.
Em Goiânia — corria o ano de 1978, em plena ditadura civil-militar —, a família começou a morar na Rua C-201, no Jardim América, em Goiânia. Ela tinha 3 anos e, de alguma maneira, apaixonou-se pela cidade.
O pai trabalhava na White Martins, em Brasília. Em Goiânia, montou a Multisolda.

Trocou a Jorlan pelo Jornal Opção
Até março de 1995, Andréia Rocha nunca tinha ouvido falar no Jornal Opção, então um jovenzinho pimpão de 20 anos. Trabalhava no Hemolabor, na área de atendimento, na recepção. Trata-se de um centro integrado de oncologia, hematologia e diagnóstico que conta com hospital, banco de sangue e laboratório.
Ela não tinha o hábito de olhar classificados. Mas um dia, de maneira displicente, pegou a página de um diário local e leu: “O Jornal Opção contrata secretária”.
Naquele mês, uma agência de publicidade e a Jorlan, concessionária de automóveis, comunicaram que queriam contratá-la como secretária. Mas o anúncio do jornal não saía de sua cabeça. Então, decidiu ir à sede da empresa. Lá, descobriu uma fila imensa — “cerca de 100 pessoas. Parecia desfile de moda, com muitas mulheres bonitas”. Chegou a pensar que não seria contratada.
Nanci aplicou o teste e Andréia Rocha voltou para sua casa. O departamento de pessoal da Jorlan ligou e disse: “Você começa amanhã”. No mesmo dia, Luciana, funcionária do jornal, telefonou: “Você passou no teste. Pode começar amanhã”.
Por alguns minutos ficou indecisa: “Jorlan ou jornal?” Chegou a notar que dois nomes começavam com “j” e tinham seis letras. “O jornal pode ser um emprego diferente, movimentando”, pensou.
Por algum motivo, não explícito, “talvez a vontade de experimentar o ‘novo’”, Andréia Rocha optou pelo Jornal Opção. “Fui ao jornal e falei com Luciana e com o contador Robert. Comecei a trabalhar como secretária da redação. Era um mundo novo para mim, mas não fiquei assustada. Pode-se dizer que fiquei curiosa.”

“Lembro-me como se fosse hoje o burburinho da redação. Havia muitos repórteres. Quando cheguei para trabalhar, o editor de Esporte, Rodrigo Czepak, estava sentado em cima de minha mesa.”
“Perguntei para Rodrigo: o sr. trabalha aqui?” O editor respondeu, brincando: “De vez em quando”. Andréia Rocha insistiu: “Você sempre senta em cima da mesa?” Ele apenas riu e continuou conversando com Robson Macedo e Edivaldo Barbosa, repórteres da área esportiva.
Aos poucos, Andréia Rocha foi conhecendo e se enturmando com os demais funcionários. Ela conversava com João Spada (chefe da diagramação, já falecido), Josi Nogueira (diagramadora), Cristina (diagramadora), Nilton Fernandes (diagramador), Euler, entre outros.
“Nilton tinha fama de ranzinzolino. Era boa gente, mas estava quase sempre de mau humor. Para provocá-lo, o repórter Afonso Lopes [falecido] dizia: ‘Nilton, boa tarde’. A resposta seca e ríspida era: ‘Boa por quê? Se for boa, eu te falo mais tarde’. Todos riam, exceto o dedicado e responsável Nilton.
Na redação, Andréia Rocha logou travou conhecimento com as repórteres Andréia Bahia, Clarissa Bezerra, Rosane Louza (“educadíssima”) e a editora de Economia, Abadia Lima. “O fotógrafo era o José Afonso, uma pessoa de bem com a vida, tranquila. O repórter Léo Alves era uma figura, sempre galanteador.”
“A redação me acolheu bem. Sempre tive apoio dos editores Euler e Zé Maria. Tudo era novidade para mim, uma correria. Andréia Bahia me disse: ‘Você vai gostar de trabalhar com a gente. O ambiente é muito bom’. Ela tinha razão.”

Degravando entrevista de Bernardo Élis
Andréia Rocha lembra que, no tempo do primado do impresso, o Jornal Opção saía com mais de 30 páginas, às vezes 40 páginas. “O pessoal varava a noite. Às vezes, quando eu chegava à redação, os editores, como José Maria e Silva e Euler de França Belém, ainda estavam lá. Zé Maria chegava a levar um colchão azul, desses fininhos, para cochilar durante algum tempo.”
No primeiro dia que pegou o jornal impresso nas mãos, Andréia Rocha disse para si mesma: “Ajudei, ao meu modo, a fazer o jornal”. Ficou contente, orgulhosa. “As pessoas ligavam para elogiar o jornal, mandavam cartas. Era e é impressionante o sucesso do Jornal Opção. Fui entendendo aos poucos o que era jornalismo factual e jornalismo analítico. Ouvi, várias vezes, seu Herbert [de Moraes Ribeiro] falando sobre o assunto”.
Mas o interesse maior pelo conteúdo do Jornal Opção surgiu quanto Andréia Rocha passou a “tirar” as fitas. A redação dizia: “Ninguém ‘tira’ fitas melhor do que Andréia”.

Eram dois os gravadores — um para fitas (cassetes) maiores e outro para fitas menores. “No início tive certa dificuldade. Tinha de voltar várias vezes para entender o que o entrevistado estava falando.”
A primeira entrevista que caiu nas mãos de Andréia Rocha foi a do escritor Bernardo Élis, autor de “O Tronco” e “Veranico de Janeiro”. “Zé Maria me entregou as fitas. Várias. Comecei a degravação, que parecia não acabar. Dava até um certo desespero.” (A entrevista é considerada pelo bernardólogo Nilson Jaime como a melhor do autor de “Ermos e Gerais”.)
De acordo com Andréia Rocha, depois de observar o resultado do trabalho, Zé Maria a parabenizou: “Ficou muita boa”. Era um elogio e tanto. Porque, na redação, ninguém era tão exigente quanto o então redator-chefe Zé Maria, que exigia textos perfeitos. Porque, como discípulo de Machado de Assis, seu próprio texto era de alta qualidade.
A entrevista de Bernardo Élis era tão grande que teve de sair em duas edições do impresso. “Quando a entrevista foi publicada, eu senti certo orgulho. Porque um pedacinho do meu trabalho estava lá. Aprendi a admirar o escritor por causa desta entrevista.”
Leitura de jornal a fez se tornar goiana
“Pode-se dizer que comecei a ler o Jornal Opção a partir do momento em que comecei a transcrever as fitas. Então, comecei a me interessar pelas coisas de Goiás, sobretudo pelos acontecimentos da política. Me tornei, digamos, goiana. Aprendi o nome dos políticos e sabia quais cargos ocupavam. O Jornal Opção foi uma escola, até uma universidade, para mim. Hoje, posso dizer que sou uma pessoa bem informada. Porque aprendi a ler jornal”, assinala Andréia Rocha. (Andréia começou a estudar administração na Faculdade Padrão. Não terminou o curso, mas acabou se tornando gestora, na prática.)
Andreia Rocha lembra-se de muitas histórias de bastidores. “Acompanhei, de longe, as brigas entre o repórter Helvécio Cardoso e José Maria e Silva e também entre Léo Alves e Zé Maria. Certo dia, Helvécio Cardoso e o motorista Walter foram para Anápolis. Iam fazer uma cobertura importante. Lá, os dois brigaram e Walter bateu a porta do carro no rosto de Helvécio, quebrando seu nariz. O motorista fugiu e capotou o automóvel entre Anápolis e Goiânia. Apesar da perda total, o brigão nada sofreu.”
Léo Alves, relembra Andréia Rocha, usava lentes de contato. “Quando as perdia, aparecia na redação com óculos com lentes de fundo de garrafa. Ficava estranhíssimo.” O jornalista morreu há alguns anos e estava inteiramente cego. “Léo andava jogando as pernas. Parecia que estava chutando o ar. Era muito engraçado.”
Bem-humorada, Andréia Rocha recorda que, quando foram colocados computadores na redação, o repórter Sebastião Abreu, já idoso, olhou para o que chamava de “gerigonça”. “Fiquei com a impressão de que seu Sebastião imaginava que o computador iria mordê-lo. Nem tocava no teclado e fazia cara-feia.”
Instado a usar o computador, “novinho em folha”, Sebastião Abreu rebelou-se: “Eu não, nem que a vaca tussa em russo”. Uma pessoa, Andréia Rocha não lembra quem, disse: “Todos terão de usar computador”.
Sebastião Abreu decidiu não usar e separou duas máquinas Olivetti, como se fossem de estimação. “Fico com elas.” E ficou mesmo. Continuou digitando em laudas. Depois, Andréia Rocha era obrigada a digitar o conteúdo. O que fazia com bom humor e sem reclamar. Galante, o repórter disse: “Andréia é a pessoa mais gentil da redação”. Ela o salvara do computador, um “bicho”, para ele, assustador. “O que ele diria da inteligência artificial?”, pergunta-se a faz-tudo do jornal.
Andréia Rocha não quis dizer o nome, mas lembra de um jornalista “xingando” gays que se dirigiam para a boate Diesel, que ficava nas imediações da sede do jornal. “Na época, até achei graça, mas nunca endossei preconceito.”
Por sua dedicação e responsabilidade, coube a Andréia Rocha indicar a contratação de mais uma secretária — Joana França, hoje, formada em fisioterapia e dona de um estúdio de pilates. Ela trabalhava diretamente com o Euler.
Trabalhando ou batendo máquina?
Quando Débora, secretária do diretor-responsável do Jornal Opção, Herbert de Moraes Ribeiro, pediu demissão, Andréia Rocha foi escalada para assessorá-lo. “Herbert era exigente e sabia orientar. Aprendi muito com ele. Era mestre para a vida. Ele era muito inteligente e de uma franqueza absoluta.” Mesmo assim, continuou transcrevendo fitas. Porque era craque no ofício — assim como Michel (que morreu jovem, depois de sair do jornal).
Há uma faceta brincalhona de Herbert Moraes Ribeiro que nem todos conhecem. Certo dia, ele ligou para a telefonista Goianita e disse: “Ligue na Academia Goiana de Letras e diga que quero falar com Machado de Assis”. Sim, o autor de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Dom Casmurro”. Ela ligou e retornou: “Seu Herbert, me disseram que ele não está lá — saiu”. Ficou a dúvida: quem atendeu na AGL também não sabia quem era Machado de Assis, por isso deu uma explicação qualquer, ou respondeu de maneira irônica?
“O que Herbert queria mesmo saber é se o pessoal de apoio do jornal tinha alguma informação sobre assuntos gerais”, postula Andréia Rocha.
A história mais “terrível” aconteceu com a secretária Margareth. Um diagramador (Wilson Silvestre, que tinha uma queda pela jovem, ou Spada), numa brincadeira de mau gosto, disse: “Marga, nós precisamos ‘entitar’ a fita da máquina de escrever do Helton Lenine. Você precisa lavá-la e, em seguida, coloque-a para secar”.
Margareth passou horas lavando a fita e, de repente, com as mãos sujas, apareceu na redação. “Agora, onde coloco para secar.” O diagramador percebeu que havia passado dos limites e pediu desculpas. Dada a falta de malícia da jovem, ninguém riu. Pelo contrário, prevaleceu um clima de constrangimento.
Outra informação curiosa: Herbert teria pedido para outra secretária: “Maélia, dê uma olhada na redação. Veja se está todo mundo trabalhando”. Maélia voltou e disse, em tom de denúncia: “Seu Herbert, não tem ninguém trabalhando. Tá todo mundo ‘batendo máquina’”. Do Oiapoque ao Chuí, na redação, todos riram da história. Virou folclore.
Andréia Rocha diz que as reuniões de pauta, “longuíssimas”, despertavam muito sua atenção. “Eu pensava: diacho, o que será que eles tanto conversam? Depois, fiquei sabendo que era de lá que saíam as ideias para a edição seguinte. Teve reunião que começava às 10 horas e terminava às 16 horas. A turma saía faminta, procurando alguma coisa para comer.”
As reuniões de pauta eram lideradas por Herbert de Moraes Ribeiro, com a presença obrigatória de todos os editores e, eventualmente, de um ou dois repórteres.
“Pouco a pouco, descobri que o jornalismo trazia o mundo para a redação e o devolvia explicado aos leitores”, anota Andréia Rocha. “Eu amadureci, como pessoa e profissional, no Jornal Opção. De tanto acompanhar a redação, praticamente me tornei uma repórter honorária”, brinca.
No meio do caminho, havia e há um jornal, incontornável na sua vida. Mas o coração “bateu” mais forte quando viu e começou a namorar o bonitão Richard Nickerson Corceli, seu porto- seguro — amor, companheiro, amigo. São pais de Richard Nixon Portelle Filho, de 28 anos, que se formará em Medicina em dezembro (planeja especializar-se em psiquiatria), e Raphaella Rocha Portelle, de 23 anos, estudante de Biomedicina.
Quando voltou da primeira licença-maternidade, Andréia Rocha foi convocada por Nanci — para a tristeza da redação, que preferia que continuasse transcrevendo fitas — para trabalhar na diretoria administrativa e financeira. “Comecei a fazer cálculos dos anúncios e a lidar com as agências. No início, os anúncios, buscados nas agências, vinham em disquetes.” Se tivesse ficado na redação, teria se tornado jornalista. Porque tem um pouco de jornalista, sempre dando informações aos repórteres sobre os acontecimentos — com sua discrição habitual.
“Com sua educação esmerada, Nanci me ensinou muitas coisas sobre a vida. Sou muito grata a ela”, afirma Andréia Rocha. “Nunca tinha conhecida uma mulher tão fina e gentil.”
Andréia Rocha não saiu mais da administração e hoje é a principal auxiliar, como diretora administrativa, da editora e diretora responsável do Jornal Opção, Patrícia Moraes.
“Acredito que comecei a trabalhar com Patrícia Moraes em 2010.” Como é lidar com a diretora-responsável? “É fácil lidar com a Patrícia, desde que se trabalhe corretamente. Sempre exige que o trabalho seja perfeito e rápido. Aprendi e continuo aprendendo com ela. Patrícia tem outra qualidade: é solidária com seus funcionários. É uma das pessoas mais generosas que conheci em toda a minha vida.”
Andréia Rocha diz que nem pensa em se aposentar. “Até porque ainda não tenho idade. Mas quero permanecer no Jornal Opção, que é uma espécie de minha segunda casa. Só o Euler [de França Belém] está há mais tempo na redação. Somos, ao lado da secretária Vilma Barbosa e do repórter Cilas Gontijo, os decanos.”
Ao fim da entrevista, perguntada sobre o que mais gosta de ler no Jornal Opção, Andréia Rocha não titubeou: “A coluna Bastidores, principalmente quando está criticando e pegando no pé de algum político. Peguei o hábito de ler o jornal impresso e, nos últimos anos, na internet.”
A redação é sempre informada de processos judiciais ou extrajudiciais por Andréia Rocha. Atenta, ela alerta a redação, explica do que se trata e avisa o advogado do jornal, o craque Danúbio Cardoso. “Depois de me tornar uma repórter honorária, hoje sou quase uma advogada honorária”, brinca.
“O formato digital deu muita força ao Jornal Opção, hoje o mais lido de Goiânia.” Andréia Rocha diz que tem orgulho de trabalhar “no mais importante jornal de Goiás e um dos mais importantes do país”. Se pudesse entrar na máquina do tempo, mudaria seu percurso? “Não. Pode-se falar em paixão à primeira vista entre mim e o Jornal Opção.” Espera-se que Richard Nickerson, o marido, não fique com ciúme. Até porque ele, indiretamente, também faz parte da vida do jornal, por meio de sua amada.



