Derrota de Trump no Congresso sobre o Irã expõe desgaste político e queda de popularidade nos EUA
23 junho 2026 às 20h24

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofreu uma derrota que deve lhe servir de alerta e que foi imposta pelo Congresso americano nesta terça-feira, 23: uma resolução que o impede de realizar novos ataques ao Irã sem a aprovação dos parlamentares. A decisão, entretanto, não foi uma preocupação da Casa Legislativa buscando a paz entre os dois países, mas, sim, uma alternativa para evitar que o conflito respingue nas eleições de novembro.
No citado mês, quase todas as cadeiras da Câmara serão renovadas e parte das do Senado. E é óbvio que os parlamentares estão com medo dos impactos que isso pode trazer para o resultado do pleito. A guerra com o Irã tem sido um tema tóxico para Trump e para o Partido Republicano, já que o conflito é visto como impopular pelos estadunidenses e trouxe um reflexo negativo, como a alta dos combustíveis. Ou seja, a omissão do Congresso também é um fato levado em consideração pelos moradores da terra do Tio Sam.
O impasse dentro do partido do presidente americano fez com que quatro correligionários do presidente votassem contra ele: Rand Paul, Susan Collins, Lisa Murkowski e Bill Cassidy. Paul e Collins são vistos como aliados mais próximos de Trump, enquanto Murkowski e Cassidy frequentemente fazem críticas ao presidente. O placar dessa votação foi apertado, sendo 50 votos favoráveis e 48 contrários.
Vale lembrar que essa foi a primeira vez desde a promulgação da Resolução sobre Poderes de Guerra, em 1973, que o Congresso americano aprovou uma medida para obrigar um presidente a encerrar um conflito.
Os democratas recorreram a uma manobra regimental para obrigar a análise da proposta em menos de um mês. Com isso, a resolução não precisou da sanção do presidente, mas, ao mesmo tempo, não tem força de lei. Apesar disso, aliados de Trump já têm sinalizado, de acordo com reportagens de veículos internacionais, que vão tentar derrubar o texto aprovado pelo Congresso, ao mesmo tempo em que os opositores afirmam que vão trabalhar para garantir que a resolução seja respeitada.
E o resultado de hoje tem sido desenhado desde o início do conflito, com democratas trabalhando para tentar restringir o poder de Trump na guerra. A Carta Magna americana destaca que o Congresso deve dar aval para um conflito, mas o presidente tem autonomia para autorizar operações militares para responder a ameaças iminentes.
A situação deixa evidente uma situação: o homem que pensa ser o dono do mundo não tem sido bem visto em seu quintal eleitoral e está incomodando até mesmo quem sustentou as ideias extremamente radicais do empresário/político. Será que Donald Trump consegue viabilizar sua reeleição em 2028? Isso só o tempo irá nos dizer…
Até lá, o que podemos trazer como algo presente é que um acordo foi assinado para encerrar a guerra no último dia 17 de junho. Os dois países ainda negociam pontos abertos para acabar com o conflito de maneira definitiva.
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