Siron nada óbvio
11 maio 2026 às 18h44

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Siron Franco é literalmente um acontecimento. Daquelas pessoas que entregam conceito, presença e uma obra completamente babado há décadas. O trabalho dele tem muita força, muita camada e uma identidade tão próprias que você olha e já entende: é Siron, mona. Nada óbvio, nada sem graça. As obras dele são carregadas de emoção, memória, crítica e uma estética que segue servindo horrores até hoje. É arte que provoca, que deixa a cabeça fritando e ao mesmo tempo emociona. Siron consegue ser intenso, sensível e impactante tudo junto — daquelas experiências que deixam qualquer uma gag de la gag. E talvez seja exatamente por isso que sua obra segue tão contemporânea.
A série sobre o acidente com o Césio-137, tema que voltou ao centro das conversas por conta da nova produção da Netflix sobre a tragédia em Goiânia, mostra como Siron sempre teve a capacidade de transformar dor, memória e denúncia em arte de forma extremamente potente e necessária.
Porque, no fim, mesmo quando as gírias mudarem e talvez ninguém mais fale “gag de la gag”, a obra dele ainda vai continuar causando exatamente isso nas próximas gerações.
Amanhã, na Vila Cultural Cora Coralina, Siron vai participar do lançamento do livro que revisita seis décadas de sua trajetória que ganharam registro na monografia “Pensamento Insubordinado”, realizado pelo Instituto TeArt e pelo Sistema Fecomércio Sesc Senac Goiás. O compêndio reúne mais de 150 obras do artista goiano. Bolha recomenda.

