Mesadas reais e sentimentos negociados: o retrato Sugar do Brasil onde Goiás é vice-campeão nesse modelo de relacionamento
11 maio 2026 às 18h31

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São 16 milhões de usuários cadastrados. Quase 10 milhões de Sugar Babies, a maioria mulheres, e cerca de 6 milhões de Sugar Daddies. Segundo dados da plataforma de relacionamentos MeuPatrocínio, conhecida por popularizar o modelo de relacionamento “sugar” no país.
Sugar dating ainda é uma novidade. Trata-se de um acordo mais que explícito entre duas ou mais partes: de um lado, um homem mais velho e bem-sucedido que oferece dinheiro, presentes, viagens e outras experiências. Do outro, uma pessoa bem mais jovem que retribui companhia, tempo e atenção.
O crescimento desse tipo de relação acompanha uma tendência global. A pesquisa “Love Life Satisfaction 2026, realizada pela Ipsos, revela que 43 % dos brasileiros estão insatisfeitos com seus casamentos – um dado que ajuda a explicar a adesão crescente à plataformas que propõe vínculos alternativos aos modelos tradicionais.
Nesse universo, os Sugars propõe benefícios mútuos e são, antes de tudo, transparentes. Os Sugar Daddies, geralmente são homens bem sucedidos, oferecem apoio, recursos e experiências, enquanto as Suggar Babies _ jovens com metas definidas_ recebem suporte financeiro, oportunidades educacionais e acesso à networking.
A plataforma, com mais de 16 milhões de usuários no Brasil, segue em expansão . A análise do portal indica dois perfis predominantes entre os usuários comprometidos: aqueles que desejam viagens discretas e experiências exclusivas e os que buscam relações leves, sem cobranças, quase sempre marcadas por presentes, apoio financeiro e até arcar com os custos de aluguel.
Vice-campeão em traição
Depois de São Paulo, Goiás ocupa o segundo lugar na lista de estados com homens insatisfeitos com seus casamentos. De acordo com dados da plataforma, mais de 400 mil goianos casados mantém perfis ativos em busca 329 mil Sugar Babies goianas _ o que representa mais de 20% do total nacional de usuários casados. São Paulo concentra metade dos perfis nessa categoria.
Goiânia lidera com 136 mil Sugar Babies e 25 mil Sugar Daddie, com uma renda média de R$ 76 mil.
Para a vice-presidente de marketing da plataforma MeuPatrocínio, Queila Farias, o relacionamentio sugar reflete um novo tipo de independência feminina. “ A mulher hoje escolhe com quem quer sair, tem voz ativa . A Sugar Baby é empoderada”, diz.
Bolha quer saber das mulheres goianas se elas concordam ou não com a lógica desse novo tipo de relacionamento. Conta tudo pra gente.
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