NOLT, um novo jeito de encarar e viver a maturidade
10 maio 2026 às 15h00

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Você já ouviu falar em NOLT? Não? Então, senta aí, porque Bolha te explica tudo sobre essa Trend que está mexendo com os alicerces da maturidade no mundo inteiro e, por aqui, também não poderia ser diferente.
NOLT é um jeito novo de envelhecer que está mudando tudo. A sigla, em inglês, quer dizer New Older Living Trend e pode ser traduzida como “uma nova tendência de viver a maturidade” que destaca autonomia, protagonismo e propósito na vida após os 60+.

E a “galera” que está chegando nessa etapa da vida cresce de forma acelerada, impulsionada pelo aumento da expectativa de vida. O que eles têm em comum: são mais ativos, mais conectados e cheios de ssssssssssstilo.
O termo NOLT viralizou nas redes sociais para descrever um comportamento “mega trend” e crescente no universo das pessoas mais velhas que recusam se encaixar nos estereótipos do envelhecimento.
Esse novo conceito vem ganhando força desde o ano passado e isso se deve, em parte, aos criadores de conteúdo que dão “a cara pra bater” e colocaram o rosto e a personalidade pra jogo nessa nova tendência.

O Brasil é NOLT

A população mundial está envelhecendo e o Brasil segue o mesmo caminho. As projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) preveem que, até 2030, daqui menos de 4 anos, seremos um país de idosos, com menos crianças e adolescentes. Isso quer dizer que já estamos vivendo a inversão lógica da pirâmide etária. Por isso, o conceito de idoso tornou-se “Cringe” e já ficou lá pra trás, até para os “cringers”rsrsrs.
O que os novos idosos querem mesmo é o Bem Envelhecer. E isso imprime diversas coisas, mas a mais importante é o “nada de ficar parado”, pelo contrários, os NOLTS estão ressignificando as prioridades, são ultra curiosos e fazem questão de participar ativamente da sociedade.
Isso tudo traz desafios e oportunidades sociais, econômicas e culturais. Etarismo já era. Cada vez mais, veremos pessoas maduras estudando, empreendendo, viajando, super fits e com propósito. Esse movimento ajuda a transmutar a percepção de dependência, porque essa nova geração 60+ querem e serão reconhecidos como protagonistas da própria história.

NOLT é o reflexo de uma mudança cultural, mas que também atende ao interesse de marcas de olho no alto poder de consumo e na representatividade desse público na vida real. Mas é importante frisar que NOLT não veio pra romantizar o envelhecimento, e que não vai e nem deve ignorar realidades que vão muito além da estética de um feed , valorizando também as diversas formas e jeitos de se envelhecer com suas potências e limitações. Welcome to this new world.
Bolha convidou duas mulheres especiais e antenadíssimas, que estão vivendo essa nova trend, para uma sessão de fotos que, sem falar nada, revelam que elas não estão nem aí pra esse papo “Cringe” e tão 2000´s de etarismo. As duas moram em Goiânia, possuem histórias de vida incríveis e são mais NOLTS do que nunca. Além das fotos ( que elas se jogaram), ao invés de uma entrevista, pedimos que elas escrevessem o que pensam desse momento de virada de toda uma geração da qual elas fazem parte. Então, com vocês, as nossas NOLTS
Britz Lopes, 60, jornalista
“Em bom e claro português, o termo NOLT bem que poderia ser a abreviação de Nível Otimizado de Leveza Total, um estado de espírito no qual a gente decide que o caos do mundo moderno pode esperar, pois há coisas mais importantes a fazer – como encontrar o Airbnb ideal para mais uma temporada fora.
Não sei, na verdade, quando e como aconteceu, mas a idade me tirou as pedras dos ombros, embora muitas pessoas achem o contrário. Não sou obrigada a concordar, a me relacionar, a responder de imediato mensagens do whatsapp; tenho gestão plena da minha energia e não desperdiço tentando impressionar ninguém, a não ser a mim mesma. Aliás, sou minha maior fã!
Na minha opinião, ser NOLT é desenvolver estratégias para preservar a sanidade, a qualidade de vida e ser feliz do nosso jeito. Enquanto todos estão correndo contra o relógio tentando descobrir qual é o significado da vida ou a última tendência do mercado, o indivíduo NOLT já entendeu que a vida é curta demais para não ser vivida com uma porção saudável de tanto faz – para não dizer aquela palavrinha em inglês que começa com F. É a filosofia de manter a calma quando o mundo insiste em pedir o seu pânico.
Enfim, acho que ser NOLT é, acima de tudo, ter a capacidade de viver em um mundo frenético mantendo o ritmo de uma brisa de fim de tarde. Afinal, a partir de agora, os sinos só dobram por mim mesma – sem egoísmo, mas com uma dose cavalar de autoestima.”
Nélia Cristina Queiroz Costa, 74, artista plástica
“A sociedade e a moda impõem- ou será que impunham- às mulheres principalmente, algumas regras não escritas de uma certa crueldade. Uma delas determinava que as mulheres, após os 50 ou 60 anos, seriam invisíveis, improdutivas e teriam que adotar determinado estilo de vida (sofá e crochê) ou submeterem-se a procedimentos estéticos para tentar fugir dessa realidade.
Acontece que mulheres, insubmissas por natureza e que não aceitam regras sem sentido – à exemplo da minha avó que foi a primeira mulher a usar calças compridas em público na Cidade de Goiás, no início do século 20 – resolveram viver suas vidas do seu jeito.
Esse modo de viver recebeu a denominação NOLT, algo assim como otimização e leveza. Concordo que falo, aos 74 anos, de uma posição privilegiada, porquanto tenho saúde e independência financeira e amealhei algumas realizações.
Como consequência, alcancei um patamar de vida no qual consigo enxergar o que é realmente importante e não perder tempo com o que não é. Quero curtir minha vida, viajar sozinha ou com algum dos ótimos amigos que a vida me trouxe, ou com meu neto e filha, excelentes companhias.
Observem que o mercado já percebeu que as mulheres maduras concentram considerável poder de consumo já que, cada vez mais, deixamos de buscar validação através da métrica da juventude eterna para gastar no que, realmente, possa nos interessar.
Gosto do meu rosto e corpo (reais) que refletem a minha história e personalidade, bem como de me vestir para minha própria diversão.
Portanto, assim como muitas outras, paramos de ter medo da nossa idade é considero que envelhecer bem não tem qualquer vinculo com parecer jovem.
Novos interesses surgem a cada dia: aprender a tocar bateria, pintar, uma banda de rock que meu neto também gosta, um vinho diferente ou um charuto com o genro.
Li em algum lugar que talvez a maior revolução feminina dos próximos anos seja justamente essa: parar de pedir desculpas pela própria idade!consumo já que, cada vez mais, deixamos de buscar validação através da métrica da juventude eterna para gastar no que, realmente, possa nos interessar.
Gosto do meu rosto e corpo (reais) que refletem a minha história e personalidade, bem como de me vestir para minha própria diversão.
Portanto, assim como muitas outras, paramos de ter medo da nossa idade é considero que envelhecer bem não tem qualquer vinculo com parecer jovem.
Novos interesses surgem a cada dia: aprender a tocar bateria, pintar, uma banda de rock que meu neto também gosta, um vinho diferente ou um charuto com o genro.
Li em algum lugar que talvez a maior revolução feminina dos próximos anos seja justamente essa: parar de pedir desculpas pela própria idade!”










