Diretor de “ET” e “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, Steven Spielberg está de volta às telonas e seu DNA está impregnado em “Dia D” ou “Disclosure Day”.Spielberg passou a vida revisitando esse tema, mas sob diferentes perspectivas e deixa claro, mais uma vez, em “Dia D” que não estamos sozinhos.

Em meio século de carreira, os aliens de Spielberg refletem desejos, medos e as perguntas que a sociedade está fazendo naquele momento. Em “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” de 1977, o diretor deixou claro que a ideia de conhecer o outro pode ser algo extraordinário. 

Poster do filme Contatos Imediatos de Terceiro Grau | Foto: divulgação

Já em “ET – O Extraterrestre” de 1982, Spielberg humaniza a chegada do alien à Terra quando o “encontro” se dá com uma criança. O extraterrestre deixa de representar o desconhecido ao receber acolhimento e apoio emocional.

Poster do filme E.T | Foto: divulgação

 Quase vinte e cinco anos depois, em 2005, Steven Spielberg retoma o tema em “Guerra dos Mundos”, baseado na obra de H.G. Wells. Dessa vez, o medo toma conta do céu e os alienígenas do diretor norte-americano não despertam fascínio, mas pânico. Em “Guerra dos Mundos” de repente qualquer ameaça é real e possível.

Poster do filme Guerra dos Mundos | Foto: divulgação

Agora, em “Dia D”, 2026, o medo não é de invasão, mas da própria verdade. A pergunta não é se existe vida lá fora, mas por que escondem a verdade? Spielberg sugere algo transformador em “Dia D”: que a empatia se sobreponha ao medo.

A história contada pelo cineasta em “Dia D” não é conspiratória. É um espetáculo sobre o que vemos e ouvimos do tema alienígenas-ovnis e como isso pode transformar o que acreditamos num apelo de reflexão sobre a maneira que tratamos uns aos outros. 

“Dia D” pode até não chegar aos patamares excepcionais dos melhores trabalhos de Steven Spielberg, mas sua presença é sentida com tanta força que já é o suficiente para fazer valer a ida ao cinema.