Cientistas alemães desenvolveram uma ferramenta que identifica padrões de caligrafia em milhões de sinais hititas feitos na escrita cuneiforme feitas há 3 mil anos atrás em tabuletas de argila. Dessa forma, é possível reconstituir pedaços separados e documentos históricos, realizar comparações entre formas de escrita cuneiforme e, inclusive, a determinar o período em que foram escritos.

O sistema de Inteligência Artificial, chamado “Palaeographicum”, analisa fotos digitais da escrita cuneiforme e identifica quais são semelhantes. A plataforma já tem um banco de dados com 5 milhões de caracteres preservados distribuídos entre mais de 70 mil imagens de tabuletas.

Até então, essa tarefa era feita de forma manual em análises minuciosas feitas por especialistas em paleografia e línguas do Antigo Oriente Próximo. A forma de escrita cuneforme é de origem mesopotâmica durou milênios enquanto forma de registro de leis, transações comericais, rituais religiosos e aconteciemnto políticos.

Segundo afirmam pesquisadores, um trabalho que durava três dias pode ser feito em cinco minutos, economizando tempo e investimento para realizar pesquisas sobre o tema. A complexidade do processo acontecia porque, ao longo dos anos, a maior parte das tabuletas se fragmentou e os pedaços se espalharam por coleções arqueológicas de diferentes museus.

Embora a escrita cuneiforme seguisse padrões rígidos, cada escriba deixava características próprias, como a força aplicada ao estilete, pequenos detalhes nos traços e o espaçamento entre os sinais. A IA foi treinada para identificar essas diferenças, funcionando como uma análise de “assinaturas” caligráficas. Além de ajudar a reconhecer autores, a tecnologia pode auxiliar na datação de tabuletas e na reconstrução da cronologia da civilização hitita.

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