Após décadas, Nasa prepara retorno definitivo à Lua com base permanente
28 maio 2026 às 19h16

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A agência espacial americana, Nasa, publicou detalhes de módulos robóticos de pouso, drones e veículos que quer enviar a lua para construir uma base no satélite. Dentre as empresas que irão aprticipar do projeto, está a Blue Origin pertencente à Jeff Bezos.
Este projeto está associado a intenção de neviar o homem à Lua novamente antes do fim do mandato de Donald Trump, que acontece em 2029. Enquanto a China, que já conta com estação espacial própria, pretende enviar humanos à Lua em 2030.
Inclusive, nesta segunda-feira, 25, a China lançou a espaçonave Shenzhou-23, levando uma nova equipe de astronautas para a sua estação espacial, chamada Tiangong que significa palácio espacial.

Pouco antes, em março, a Nasa havia anunciado um investimento de US$ 20 bilhões para instalar, até 2032, uma base permanente no polo sul da Lua, abastecida por energia nuclear e solar.
Na terça-feira, 26, o administrador da Nasa, Jared Isaacman, afirmou que os recentes avanços representam um compromisso dos Estados Unidos de manter presença contínua no satélite natural. Segundo ele, o país não pretende abrir mão da Lua novamente.
Uma estrutura permanente permitiria a realização de pesquisas científicas, a possível exploração de recursos e facilitaria futuras missões rumo a Marte. Ainda assim, grande parte dos especialistas considera o cronograma apresentado pela agência espacial ambicioso demais.
Embora os Estados Unidos tenham obtido sucesso ao enviar quatro astronautas ao redor da Lua durante a missão Artemis 2, em abril, alguns pesquisadores acreditam que a China pode ser a próxima nação a colocar seres humanos na superfície lunar.
Em entrevista à BBC, o cientista lunar Simeon Barber, da Open University, afirmou que não ficaria surpreso caso os chineses chegassem primeiro, citando os desafios enfrentados pela Nasa para desenvolver uma nave apta a realizar pousos tripulados.
O programa Ignition Moon Base está dividido em três etapas. Antes da chegada de astronautas, a agência pretende enviar módulos robóticos e drones para explorar e mapear as regiões mais difíceis do terreno lunar.

Também estão previstos veículos capazes de transportar astronautas pela superfície e carregar equipamentos científicos e de comunicação.
A Nasa informou na terça-feira que empresas como Blue Origin, Intuitive Machines e Astrobotic foram contratadas para desenvolver essas tecnologias.
O módulo lunar Endurance, da Blue Origin, deverá realizar pousos de alta precisão e operar com sistemas autônomos de navegação e controle. Já o Griffin-1, desenvolvido pela Astrobotic, tem como destino a cratera Nobile, próxima ao polo sul lunar.
Esses equipamentos também levarão instrumentos científicos para a agência, incluindo câmeras de alta resolução e sistemas baseados em lasers refletidos para auxiliar nas manobras de pouso.
Segundo Carlos García-Galán, executivo do programa Moon Base, a fase de exploração robótica deve seguir até 2029, com a realização de 25 lançamentos e o transporte de quatro toneladas de carga para a superfície lunar.
Na etapa seguinte, a Nasa pretende instalar sistemas de geração de energia solar e nuclear, incluindo reatores de fissão.
A expectativa é que, em 2032, astronautas possam permanecer na Lua em estruturas classificadas como semipermanentes. Veículos especiais também deverão permitir deslocamentos por longas distâncias sobre o terreno rochoso.
O polo sul lunar desperta interesse especial por abrigar reservas de água congelada, que poderão ser utilizadas para consumo humano ou para a produção de oxigênio.
Entretanto, o sucesso do projeto depende do desenvolvimento de uma espaçonave capaz de transportar pessoas com segurança até a Lua.
A SpaceX, empresa de Elon Musk, foi contratada para construir a Starship Human Landing System, mas o projeto acumula atrasos e dificuldades técnicas.
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