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Erika Guimarães
Esses dias me perguntaram o que achava sobre a polêmica que aconteceu sobre o racismo no caso do jogador Daniel Alves, do Barcelona. Enfim, esses dias sofri um preconceito bobo. Ouvi a seguinte frase: “Ela é até bonita e inteligente por ser negra”. É ridículo. Ouvi sem querer essa frase, mas me doeu muito como se eu não fosse capaz, ou como se não pudesse ser negra e bonita. Orgulho-me muito de ser negra e fico me perguntando o porquê de haver um preconceito horrível, que, infelizmente, no Brasil as pessoas fingem não existir. Eu tive uma base boa, meus pais, mas fico pensando em milhares de negros que acabam tendo vergonha da cor, do cabelo crespo. Eu acho que as escolas poderiam ajudar nisso a autoestima negra. Está faltando isso. Acho que a polêmica poderia existir para discutirmos e melhorar, mas isso não acontece.
Erika Guimarães é assistente administrativa.
“Feliz pela festa do automobilismo”
Davi Prado Sou piloto de jet ski e campeão mundial em 2012, na categoria ski velocidade. Sinto-me muito feliz de assistir a essa grande festa do automobilismo aqui em minha cidade. Esporte é saúde, princípio para uma boa educação e qualidade de vida. Com orgulho, representarei todos os brasileiros no próximo Mundial, pela quarta vez, e tentarei conquistar o título de bicampeão mundial. E-mail: [email protected]“Grato pela reportagem sobre o autódromo”
Kurt Feichtenberger Parabéns ao jornalista Elder Dias pela matéria sobre o Autódromo de Goiânia (Jornal Opção 2028). Palavras exatas de quem tem o conhecimento da arte de escrever. Obrigado pelo espaço concedido ao nosso novo autódromo. Kurt Feichtenberger é vice-presidente da Federação de Motociclismo de Goiás (FGM). E-mail: [email protected]“Orgulho pela volta da Stock Car”
Gleidmar Vieira Fiquei muito orgulhoso por nosso Estado estar novamente no calendário da Stock Car, esse retão do circuito de Goiânia é sensacional. E-mail: [email protected]
País foi pego de surpresa com reconciliação entre Hamas e Fatah
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Membros das facções Hamas e Fatah anunciam a reconciliação | Foto: Suhaib Salem/REUTERS[/caption]
Depois de sete anos de rompimento, Hamas e Fatah, os dois maiores partidos palestinos, fizeram as pazes. Na semana passada, o novo governo de união nacional prestou juramento diante do presidente da Autoridade Palestina e líder do Fatah (partido que governa a Cisjordânia), Mahmoud Abbas. Para que a reconciliação acontecesse os dois partidos tiveram que ceder, mas dessa vez foi o Hamas (que governa a Faixa de Gaza) que teve de aceitar as condições do Fatah. Essa não é a primeira vez que o movimento islâmico é forçado a deixar de lado seus princípios para suceder um acordo. Já se passaram anos desde a primeira vez que eles tentaram reatar e, se dependesse de vários líderes do Hamas, o novo governo de união jamais aconteceria. Foi a situação de calamidade que se encontra o enclave palestino que levou os islamitas a baixarem a guarda.
Tudo começou com a queda de presidente do Egito, Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, que foi deposto por uma junta militar e colocou o grupo religioso, que é considerado a “mãe do Hamas” na clandestinidade. A partir daí as coisas ficaram difíceis em Gaza. O governo militar egípcio mandou fechar a passagem de Rafah, que fica na fronteira com a Faixa de Gaza (única saída para os palestinos que moram ali, já que a fronteira com Israel está fechada desde 2007, quando o grupo islamita tomou o poder e rompeu relações com o partido de Mahmoud Abbas). Os milhares de túneis que existiam entre Gaza e o Sinai, e por onde passava de tudo, desde pacotes de cigarros a mísseis, também foram destruídos, e o Hamas foi declarado inimigo público no Egito. A Arábia Saudita e os países do Golfo pressionaram o Catar, que também financiava o Hamas, para interromper as remessas de dinheiro. O grupo, que até o início da guerra civil da Síria possuía um escritório em Damasco e mantinha estreitas relações com Bashar al-Assad, virou as costas para o presidente sírio e debandou do país. Como resultado, tiveram o apoio que vinha do Irã (que ajuda Bashar na guerra contra seu próprio povo) retirado. Tantos tropeços levaram o Hamas à bancarrota, que ficou apenas com o apoio da Turquia. O isolamento levou os líderes do Hamas à conclusão que se quisessem sobreviver, não tinham opção senão a reeconciliação com o Fatah.
As concessões que o Hamas teve de fazer não são apenas técnicas. Em maio de 2011, no Cairo, quando assinou um desses acordos de reconciliação, o grupo exigiu que eleições para o Conselho Nacional Palestino, o Parlamento e a Presidência estivessem no pacote, e que viessem em seguida ao acordo. Mas isso não aconteceu. Com a conciliação, o Hamas se comprometeu a estabelecer um governo tecnocrata e aceitou adiar as três eleições para um futuro próximo. Enquanto isso, a presidência continuará com Mahmoud Abbas.
O presidente da Autoridade Palestina não morre de amores pelo movimento islamita, e um dos motivos que o levou ao pacto vem da pressão pública, tanto na Cisjordânia como na Faixa de Gaza. Abbas temia entrar para a história como o presidente que perdeu o enclave (a única saída para o mar do Estado Palestino), principalmente depois que as negociações de paz com Israel falharam. O completo isolamento colocaria o Hamas numa situação ainda mais complicada. E o resultado de tudo isso saiu na semana que passou, com a formação do governo de união “tecnocrata”, que bem ou mal vai funcionar sob um acordo entre o Fatah e o Hamas.
A reação de Israel
Israel tentou de todas as maneiras boicotar o novo governo palestino. Mas, na última terça-feira, quando o acordo foi assinado, em apenas algumas horas as potências mundiais se alinharam e reconheceram a nova realidade palestina. Os primeiros a se manifestar a favor, para surpresa dos israelenses, foram os Estados Unidos. Na sequência a União Europeia também aprovou a reconciliação. França e Inglaterra logo manifestaram o apoio e, por fim, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, ratificou a união. Dias antes, o premiê de Israel, o ministro de Relações Exteriores e o das Finanças foram a público e afirmaram que a Índia e a China não estavam “nem aí” para os palestinos, e que só queriam mesmo a alta tecnologia de Israel. Durante a invasão russa à Crimeia, na Ucrânia, o primeiro-ministro israelense, de certa forma, apoiou Vladimir Putin em sua incursão ao país vizinho. Mas nada disso foi suficiente para impedir que os governos de Moscou, Pequim e Nova Déli apoiassem, com afinco, a nova administração palestina. Os Estados Unidos e a União Europeia pelo menos colocaram condições ao aprovarem a união, como reconhecer o direito de existência de Israel, já a China, a Índia e os russos não impuseram absolutamente nada. O destaque dessa disputa é sem dúvida o embate entre dois quase “ex-aliados”: Israel e Estados Unidos. Só que até isso já virou rotina. Desde que Barack Obama assumiu a presidência americana, ele e Benyamin Netanyahu apenas se suportam. Às vezes, nem isso. Enquanto a mídia mundial estava voltada para a libertação do soldado americano Bowe Bergdahl, que ficou cinco anos em cativeiro sob a mira do Talibã no Afeganistão, o acordo entre Hamas e Fatah acabou ficando em segundo plano, e muitos passaram a se perguntar se realmente havia alguma crise, já que ninguém estava prestando atenção. A reação do gabinete israelense ao apoio do governo americano à união palestina foi muito parecida quando as potências mundiais anunciaram que iriam negociar com o Irã há alguns meses. O primeiro-ministro de Israel disse que estava “profundamente preocupado”. O enviado do governo israelense aos Estados Unidos destacou em sua página numa rede social que “estava decepcionado”, a comunidade judaica em todo mundo também desaprovou o apoio de Obama, e certamente parte do Congresso americano, principalmente os republicanos, tentam impedir através da lei que isso aconteça. A verdade é que o estabelecimento do governo de união nacional palestino pegou Netanyahu de surpresa. Não houve tempo para planos estratégicos ou alternativas diplomáticas. A reação mundial serviu de alerta para o premiê israelense. A sirene que anuncia o isolamento internacional de Israel foi acionada. As relações do Estado judeu com o mundo estão se deteriorando rapidamente. Uma iniciativa de paz proposta por Israel nunca foi tão necessária.A TV Cultura tem a melhor programação adulta (sem eufemismos) do sinal aberto no Brasil, apesar dos solavancos recentes.
Mas sua programação infantil está, sem exagero, entre as melhores do mundo. Em fevereiro passado, por exemplo, a Cultura ganhou o prêmio Emmy – o Oscar da televisão – com a série infanto-juvenil “Pedro & Bianca”.
A TV pública brasileira derrotou atrações da Dinamarca, Irlanda e Japão. Para um país que restringiu a qualidade da televisão aos canais pagos, não é pouca coisa.
Em Goiás, a TV Cultura chegou com atraso, retransmitida pela estadual TBC (TV Brasil Central, canal 13), em 1996. Para quem se ressentia da qualidade na TV aberta num tempo em que os canais pagos eram proibitivos, foi uma vitória.
Da minha parte, posso dizer que “Castelo Rá Tim Bum”, “ Nossa Língua Portuguesa”, “Vestibulando” e “Roda Viva” me livraram do tédio e da burrice imperantes naquele fim de século.
Mas os tempos são outros. Em Goiás, agora, as crianças podem assistir na Cultura – aliás, na TBC Cultura – sempre às 11 da manhã, ao singelo programa “Chumbo neles”.
Policial abjeto, o “Chumbo neles” exibe cenas de puro horror logo antes do almoço para adultos de mau gosto e crianças de má sorte que, não fossem as tenebrosas escolhas da TV do governo do estado, estariam assistindo a uma programação digna do prêmio Emmy – o oscar da televisão.
O programa de Batista Pereira – é este o nome do apresentador do “Chumbo Neles” que começou no “grosso” --, é certamente merecedor do prêmio “m...” – a escória da televisão.
A TBC Cultura tem outras pérolas em sua programação, como um ridículo “Programa Aplauso”. Mas aquele é apenas um rescaldo do colunismo social que se praticava em princípioos do século XX: uma frívola diversão para adultos frívolos.
Já o tal “Chumbo ...” invade, com o sol a pino, uma das melhores programações infantis do mundo para destilar nas crianças goianas sua crueldade, seu mau gosto, sua vileza.
Quanto ao governo estadual – dono da maltratada TBC Cultura --, merece os parabéns pela versatilidade.
Afinal, não é para qualquer governo realizar um FICA para quem lá pode ir e proporcionar um circo macabro a quem aqui tem que ficar. “Chumbo neles”?
Adalberto de Queiroz Muito bom o editorial “Crise sugere que Iris e Friboi estão desconectados da realidade” (Jornal Opção 2029). O de que gostei mais foi a erudição que passa por um simples bate-papo entre amigos (cultos, naturalmente). Gostei muito da metáfora culinária na comparação “empresário x político”, que me fez rir muito... E se o “fogo brando” de Iris funcionou para essa batalha, não seria um desastre completo para o prato principal — as eleições? No caso do sr. José Batista Júnior, que, “coisificado” — como acertadamente diz o texto —, tornou-se Júnior Friboi, não tomo o todo pela parte. Diferentemente do que todos pensam, Júnior não é “a estrela da JBS”, mas, sim, uma peça no xadrez organizacional — o que, certamente, mais se expôs fora do ambiente corporativo... Ocorreu-me pensar que a decisão dele é pessoal e passa por “sonho antigo” de um jovem empreendedor pobre e “self-made man”... A nenhum repórter ocorreu perguntar-lhe isso? Finalizo com uma observação de Ortega Y Gasset, sobre o ato da decisão e este “grand finale” aventuroso e negativo para o velho PMDB: “Antes de fazer alguma coisa, cada homem tem que decidir, por sua conta e risco, o que ele vai fazer. Porém essa decisão torna-se impossível se o homem não possui algumas convicções sobre o que são as coisas ao seu redor, ou os outros homens, ou ele mesmo. Unicamente tendo em vista tudo isto, ele pode preferir uma ação à outra; pode, em resumo, viver...” Adalberto de Queiroz é blogueiro.
“Nada mais justo que Iris ser candidato”
Odlan Cruzeiro O deputado Francisco Gedda (PTN) diz ficou comprovado que Iris Rezende vai ser “o eterno candidato do PMDB”. Se Iris foi um dos fundadores do PMDB, nada mais justo que ser o candidato. Tem mais intimidade dentro do partido, mais eleitores e outros predicados. Agora é difícil querer entrar em um partido como esse e de cara ser candidato a governador. Se os possíveis pré-candidatos fossem Maguito Vilela, Daniel Vilela, Samuel Belchior, Bruno Peixoto ou outro entre tantos, poderia até se contestar. Mas, nestas circunstâncias, tem de ser Iris. E-mail: [email protected]“Um projeto de trem-bala para a antiguidade”
Levino Bransão A presidente Dilma Rousseff inaugurou o trecho da Ferrovia Norte-Sul entre Anápolis e Palmas. Se a ferrovia está projetada para ter 4.156 quilômetros e levaram 27 anos para concluírem 855 quilômetros, a permanecer nesse ritmo a mesma será terminada em 2120. Imagine então quando ficará pronto o trem-bala. Tal projeto já pertencerá à antiguidade. E-mail: [email protected]“Xuxa foi hostilizada por ser um ícone”
Joaquim Neto Sobre a nota “Pastor hostiliza Xuxa em sessão sobre Lei da Palmada e é destituído da CCJ” (Jornal Opção Online), considero sem fundamento o que o Pastor diz, porque, no momento em que a Xuxa participa de um filme ela está como uma atriz; ora, isso não quer dizer que ela seja uma molestadora de crianças. Existem vários filmes, séries etc. em que atores fazem um papel polêmico. No caso, a questão caiu sobre Xuxa por ela ser um ícone. Se fosse assim, então, todos os atores que usam arma de fogo e matam outro ator em uma novela teriam de ser recriminados, ou carimbados na vida “pessoal” como terroristas? E-mail: [email protected]
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Viaduto do Daia, quando estiver pronto, trará grandes benefícios / Foto: Fernando Leite - Jornal Opção[/caption]
O viaduto que possibilitará acesso ao Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) significará um grande benefício para quem transita pela BR-153 e, principalmente, para a população da cidade. Contudo, os transtornos durante o andamento dessa obra, que demorou anos para sair do papel, tem tirado o sono dos anapolinos. A obra já dura mais de um ano, mas tem previsão de entrega para agosto. E, desde o início, longos congestionamentos e acidentes têm sido a marca principal do viaduto.
E dada a insatisfação da população e dos trabalhadores do Daia, o vereador Jakson Charles (PSB) foi a Brasília conversar com o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Jorge Ernesto Fraxe, e com o superintendente regional do Dnit em Goiás e Distrito Federal, Flávio Murilo Prates. Acompanharam o vereador: o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas de Goiás, Carlos Albino Rezende; o presidente regional dos metalúrgicos de Anápolis, Reginaldo José Faria; e o diretor para assuntos do Daia na Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), Francisco Pontes.
Na pauta principal estava o viaduto do Daia. De acordo com Jakson Charles, o diretor Jorge Ernesto disse que não estava sabendo dos transtornos e a partir de agora, medidas serão tomadas. “Primeiro, o diretor foi contundente com a equipe responsável pelas obras, que também estavam presentes na reunião. Segundo, determinou datas para solucionar os problemas apontados: deu 15 dias para liberar a entrada para o Daia, uma vez que quem vem de Goiânia ou Brasília precisa entrar no Daia por desvios, o que causa transtornos. Consequentemente, os desvios da própria rodovia precisam ser modificados. E isso já está ocorrendo. Visitei a obra na sexta-feira, 30, e já havia tratores trabalhando nos desvios e a sinalização já estava sendo reposicionada e acrescentada até certa distância da obra. Isso facilitará a visão de quem trafega pela rodovia a noite”, diz o vereador.
Além disso, o diretor do Dnit também pediu 30 dias para apresentar projeto que viabilizará a construção de alças de acesso ao viaduto, um pedido dos trabalhadores. Segundo o Dnit, esse projeto já começou a ser feito e deve ser entregue antes do prazo pedido. “Desde a semana passada, também tem um auditor do Dnit fiscalizando a obra. O diretor disse que quer estar informado do andamento da obra”, conta Jakson Charles.
Outras cobranças
Jakson Charles diz que o viaduto do Daia não foi o único assunto da reunião. Ele afirma que também cobrou mudanças no viaduto Miguel Moreira Braga, na intersecção da BR-153 com a BR-060, saída para Brasília, que sofre com congestionamentos; na trincheira que passa próximo ao Clube Lírios do Campo, nas proximidades da BR-153, que está com fissuras e rachaduras; e no viaduto que liga a BR-153 à BR-414. Todas essas obras, segundo o vereador precisam sofrer procedimentos eO prefeito João Gomes (PT), acompanhado de todos os seus secretários, foi à Câmara Municipal no fim da semana passada para prestar contas do último quadrimestre. O foco em torno da prestação de contas era grande, dadas as especulações que rondaram a prefeitura durante a semana e que previam uma possível crise financeira na recém-chegada gestão. Porém, na presença de grande parte dos vereadores, o prefeito foi tranquilo na leitura dos relatórios e em suas explicações. Gomes afirma que não é só Anápolis que sofre com a baixa arrecadação municipal. “Hoje, grande parte dos municípios brasileiros tem problemas. A título de exemplo, cito o Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação]. O Fundeb, até pouco tempo, conseguia pagar toda a folha de pagamento da educação e ainda sobrava para investir no setor. Atualmente, a verba mal cobre 60% da folha de pagamento. Assim, temos 27% da receita do município voltada para educação. E temos outras áreas a que dar atenção. Temos 18% da receita aplicada em saúde.” Mas a grande questão, segundo ele, é política: “Querem atingir a administração municipal, dizendo que estamos em crise, para fazer link com [a pré-candidatura ao governo de] Antônio Gomide. Mas não conseguirão”.
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João Gomes quer aliança com o PMDB[/caption]
Depois de tantos “vaivéns” protagonizados pelo PMDB de Iris Rezende e Júnior Friboi — se é que o partido pertence aos dois —, a possibilidade de uma união ao projeto político do PT de Antônio Gomide renasce. Pelo menos é como avaliam alguns petistas e peemedebistas, ou assim desejam. Porém, não se sabe — ou sequer se cogita — quem poderia ser um possível candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Anápolis. Iris, com certeza não. Talvez Friboi.
Para o prefeito anapolino, João Gomes (PT), uma aliança com o PMDB seria bem-vinda, por ser benéfica para o partido “tanto na chapa majoritária quanto na proporcional”.
Principalmente na proporcional, visto que — não se pode negar — o PMDB acaba tendo mais estrutura do que o PT e isso — além de dinheiro — conta muito para eleger deputados estaduais e federais. É certo que alguns nomes petistas não precisam se preocupar tanto, caso de Rubens Otoni, que já tem votos cativos e estrutura suficiente para se reeleger com uma boa margem de votos. Mas os novatos, caso de Edward Madureira, por exemplo, precisam — e muito. A ajuda do PMDB seria, sim, bem-vinda nesse sentido.
Porém, não se pode descartar as propostas feitas por Gomide a outros partidos, em sua maioria pequenos. O petista ofereceu a vice para Eduardo Machado, do PHS, que não deixou a decisão para seu partido e, assim, deve renovar alianças com o governador Marconi Perillo (PSDB). Também ofereceu a vice para o Pros, que ainda não deu posição a respeito. Na verdade, em uma avalição serena, seria melhor para a candidatura de Gomide se fosse, de fato, acompanhado por um “nanico” em sua chapa. O mote eleitoral do benquisto ex-prefeito anapolino é o novo, isto é, aquilo que a população tanto cobrou durante as manifestações de junho passado. Seguindo esse ponto de vista, seria estranho ser acompanhado de Iris Rezende, por exemplo. Mesmo Friboi poderia atrapalhar.
A Prefeitura de Anápolis inaugura nesta semana a Casa Amparo, uma casa de apoio aos pacientes que fazem tratamento de câncer na Unidade Oncológica de Anápolis “Dr. Mauá Cavalcante Sávio” e que chegam de outras cidades. Acontece que muitos desses pacientes não têm condições financeiras de permanecer na cidade. A capacidade de acolhimento será de 16 pessoas de ambos os sexos. No local os internos receberão três refeições diárias, repouso, banheiros, espaço de convivência e atividades lúdicas. O prédio foi totalmente construído pela Igreja Batista Central de Anápolis, que passa a integrar a rede de proteção social que o município oferece. A segurança de acolhida é um dos princípios primordiais da política de assistência social e opera oferecendo as necessidades humanas básicas aos pacientes.
Com previsão para ser aberta no dia 25 de julho, a vigésima edição do Salão Anapolino de Arte tiveram as inscrições encerradas no fim da última semana. Nesse ano serão distribuídos R$ 32 mil entre os artistas selecionados. A seleção é aberta artistas brasileiros e estrangeiros que residam no Brasil. Participarão da edição artistas das categorias: desenho, escultura, fotografia, instalação, objeto, pintura, gravura, videoarte e performance. A Comissão de Seleção escolhe 20 trabalhos entre os inscritos, dos quais quatro são premiados e todos são expostos ao público, na Galeria Antônio Sibasolly. Nesta edição são quatro Prêmios de Aquisição no valor de R$ 5 mil e, entre eles, um é destinado, exclusivamente, a um artista anapolino. O evento será ligado à programação realizada para comemorar o aniversário da cidade.
Quatro crianças palestinas são detidas na Cisjordânia por tropas israelenses por comerem cerejas. Entregues à polícia, as autoridades justificam a ação porque receberam uma queixa de roubo
Os manuscritos originais da última entrevista de Albert Einstein, corrigidos por ele mesmo, revelam que ele acreditava no sucesso do Estado de Israel apesar dos problemas, e que detestava ser elogiado
O luxemburgês Jean-Claude Junker e o alemão Martin Schulz são os dois concorrentes ao importante cargo
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Ferrovia Norte-Sul: apenas o pátio do Porto Seco suportará um volume inicial de 3,5 milhões de toneladas em cargas[/caption]
No fim da semana passada, a presidente Dilma Rousseff esteve em Goiás para inaugurar o trecho da ferrovia Norte-Sul, que liga Anápolis a Palmas, no Tocantins. A obras, que tem extensão de 855 km, custou R$ 4,2 bilhões — verba do PAC. A petista fez festa. Chegou de locomotiva e, ao começar seu discurso, relembrou que em 2007, como ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula, percebeu que havia um projeto muito importante guardado: a ferrovia Norte-Sul, projeto encabeçado pelo então presidente e atual senador José Sarney (PMDB). “A concepção da ferrovia Norte-Sul foi feita, efetivamente, pelo governo Sarney, que executou o trecho entre Açailândia e Araguaína. Desde então, a obra só havia tido investimentos feitos de forma marginal. Nós atualizamos o projeto. Entendemos que essa obra ajudaria a superar um grande atraso vivido por nós. Afinal, a época das ferrovias foi no final do século XIX, início do século XX.”
O fato é que a ferrovia, de fato, trará benefícios a Anápolis, visto que sentencia de vez à cidade o título de centro do país, uma vez que dá o último passo para a constituição do caráter multimodal do sistema logístico anapolino. Aliás, a palavra que a presidente mais gosta de usar quando vai a Anápolis é “multimodal”. Isto é, para ela, a cidade é sinônimo de uma evolução logística que liga ferrovia, rodovia e aeroportos. “A ferrovia coloca o litoral aqui”, diz Dilma. “Ela transforma Goiás em um polo logístico, pois será crucial para articular todos os tipos de transporte do país, tanto os que se dirigem ao sul quanto ao norte, região importante dado seu potencial hidroviário”. O pátio de Anápolis, centralizado no Porto Seco, ocupa uma área de 24 hectares, onde seis linhas férreas paralelas percorrem mais de três quilômetros de extensão. No pátio, serão carregados e descarregados: grãos, farelos, fertilizantes, entre outros materiais. Quando tiver em plena operação, as empresas poderão fazer suas ligações à ferrovia.
É certo que Antônio Gomide tem conversado com vários partidos, sendo a maioria deles “nanicos”, como: PHS, Pros, Solidariedade, PPL, PEN, PTC e PSDC, fora PDT e PCdoB. Desses, o diálogo mais positivo está sendo feito com o Pros, que até então era carta certa na chapa destituída de Júnior Friboi. Sobre isso, o petista Rubens Otoni diz: “O fechamento dos compromissos das alianças acontecerá nas convenções, no fim de junho. Até lá, estamos discutindo. O diálogo com o Pros está bastante aprofundado e há um interesse da direção nacional do partido em estar conosco, visto que estão juntos com o governo do DF, onde o PT governa”. Questionado sobre quão profundas estão as conversas, ele diz apenas que querem o partido junto, “quem sabe na chapa majoritária”. Isso mostra um possível fato: o vice de Gomide tem tudo para sair de um partido pequeno. O primeiro sondado foi Eduardo Machado, do PHS. Agora, o Pros. Depois de a aliança com o PMDB praticamente ruir, por que não procurar pequenos para compor? Uma coisa é certa: Gomide continua bem em Anápolis. Ao pegar a palavra, durante a inauguração da Norte-Sul, a presidente Dilma disse: “Quero testar uma coisa” e falou o nome de Gomide. A plateia deu uma grande salva de palmas, assoviou e festejou. A presidente sorriu.
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Aroldo Reimer: “Queremos desenvolver” / Foto: Fernando Leite-Jornal Opção[/caption]
O centro de convenções recebe grande expectativa, pois é apontado como um equipamento de muito importante para Anápolis, por servir de estímulo para investimentos tanto no setor industrial quanto de serviços. As falas sobre a obra vão sempre no mesmo sentido: o de promover aquilo que é feito no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) e atrair recursos para a rede hoteleira. Nesse ponto, o reitor da Universidade Estadual de Goiás (UEG) — que tem sede em Anápolis —, Aroldo Reimer, diz que a universidade será também uma beneficiada pelo local, tanto na realização de grandes eventos quanto com um espaço cativo no centro — que disponibilizará salas para instituições. Reimer diz que a UEG, assim como o centro de convenções, está inserida nos projetos de crescimento de Goiás, visto que é um equipamento voltado para o desenvolvimento. “Um dos movimentos recentes nesse sentido foi a inclusão da universidade junto ao Parque Tecnológico de Anápolis. Recebemos a doação de uma área, onde iremos instalar a Agência Goiana de Inovação”, afirma.
A agência será desenvolvida pela UEG em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação. O objetivo, segundo Reimer, é aumentar o quantitativo de pesquisas realizadas pela universidade, principalmente no que concerne àquelas que tem ligação direta com o setor produtivo de Anápolis, como as empresas situadas no Daia e aquelas que irão se instalar no parque tecnológico. “A UEG tem trabalhos de relativo sucesso na área de pesquisa e trabalho empresarial. Destaco, por exemplo, que desde 2009 a UEG possui uma incubadora, que agrupa um determinado número de empresas e que recebeu recentemente um prêmio internacional por ter se destacado no cenário brasileiro. Por isso, já iniciamos conversas com o governador para pleitear espaço para a universidade no centro de convenções. Até o momento, houve sinalizações positivas, mas todos os detalhes ainda serão acertados” , declara o reitor.

