Faltou Dizer
Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou por videoconferência da Cúpula do Brics com discurso em tom mais “moderado”, ao criticar a resposta militar de Israel contra o Hamas e o Hezbollah, destacando a importância de iniciar as negociações de paz, o chanceler Mauro Vieira, que está representando o Brasil na cúpula in loco, foi enfático, ao classificar a guerra como “punição coletiva” aos palestinos
Realidade vivida por muitos de seus habitantes revela uma cidade que enfrenta desafios sérios
Se o jurídico, responsável, segundo Fred, pela elaboração do plano de governo realmente errou, como uma informação constante em letras graúdas na segunda página do documento lhe passou despercebida? Deduz-se que: ou o candidato constatou o erro e deixou por isso mesmo, ou não leu o próprio plano de governo
16ª reunião da cúpula acontece em Kazan, na Rússia
Com eleições marcadas para o dia 3 de novembro, candidatos apelam para qualquer estratégia em estados cruciais
Embalados pela onda bolsonarista que elegeu milhares de prefeitos e parlamentares nas últimas eleições, pré-candidatos de direita correm o risco de repartir demais "o bolo" do eleitorado desse segmento
Para isso, além de uma gestão competente, é necessário que haja capacidade de articulação política para repelir ataques e garantir os investimentos
Assim como Aparecida, a capital do Estado de Goiás, Goiânia, também apresentou redução percentual na representatividade feminina na Câmara Municipal
Sendo o maior líder do Hamas, Sinwar sempre foi o alvo ideal para que Netanyahu tivesse algo para apresentar para a comunidade internacional
Panorama político na Capital se revela como um verdadeiro jogo de xadrez, onde cada movimento é crucial para a vitória
A democracia sempre foi e ainda é “a pior forma de governo, salvo todas as demais formas”
Potências políticas disputam protagonismo em Goiás
Apesar de ser uma política crucial para milhares de pessoas, a proposta de subsídio vem sendo atacada por alguns candidatos que pretendem encerrar essa medida
A violência política não é um fenômeno sazonal que acontece apenas em ano eleitoral e a violência contra mulheres na política é algo mais grave que afasta as mulheres dos espaços de poder.
Ainda é muito difícil ver um secretariado paritário em prefeituras, no governos dos estados e também na Esplanada dos Ministérios. A ausência delas esconde a necessidade a importância que é combater a violência com a referências que elas podem passar para a sociedade e, por consequência, gerar respeito.
A Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) realizou um monitoramento de ataques virtuais e presenciais contra a imprensa nas Eleições de 2024. Até o momento, disponibilizaram seis relatórios, referentes a diferentes períodos. O mais recente é do período de 26 de setembro até 6 de outubro, o fim do primeiro turno das eleições municipais.
No período do relatório mais recente, entre 26 de setembro e 06 de outubro, registraram 1.198 postagens agressivas no Instagram, 185 no X e 1.015 no TikTok. Isso representa um aumento de 10 vezes em relação ao relatório da semana anterior, mesmo que a rede de Elon Musk ainda estivesse sob bloqueio do STF em solo brasileiro.
Em Goiás, o caso mais recente de agressão se deu com a apresentadora da Rádio Sucesso, Ravena Carvalho. Um assessor do candidato a Prefeitura de Aparecida de Goiânia chamou a jornalista de louca e isso rendeu uma reação da apresentadora.
O próprio candidato tem um histórico problemático no tratamento com mulheres. No plenário da Câmara dos Deputados ele já chamou duas deputadas do PT de loucas. Em um outro episódio, diante de um protesto de uma alienada Universidade em que é dono ele chamou a mulher de “puta”. O caso foi gravado e circula até hoje nas redes sociais.
É possível dizer que isso vem de um cultura machista enraizada na sociedade e também por exemplo. A imprensa exerce sua função de informar e de questionar. Faz parte fazer perguntas difíceis, porque são elas que vão trazer as respostas claras para o que a sociedade precisa saber.
No mês de outubro, o Brasil possui algumas datas para tentar suavizar o pesado fardo de ser mulher em uma sociedade estruturalmente machista. O mais famoso é o outubro rosa, contra o câncer de mama, que tem chances melhores de tratamento se diagnosticado no início.
Datas médicas voltadas para o público feminino são especialmente importantes. Afinal, algumas décadas atrás, médicos e farmacologistas não levavam em consideração diferenças biológicas entre homens e mulheres sequer para testar novos remédios.
No mesmo mês, na última quinta-feira, 10, foi o Dia Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Mesma data em que ganhou repercussão o caso da influenciadora Cíntia Chagas. Ela denunciou o ex-marido, deputado estadual por SP, Lucas Bove (PL), por uma série de abusos físicos e psicológicos ao longo de dois anos.
Em seguida, na sexta-feira, temos o Dia Internacional das Meninas, em celebração às jovens mulheres, o futuro da nossa nação, um dia antes do Dia das Crianças, 12. Infelizmente, o Atlas da Violência de 2024 mostra que quase metade dos registros de agressão contra meninas de 10 a 14 anos de idade são abusos sexuais, o que torna mais complexo comemorar a data.
Mulheres Rurais
Ainda em outubro, podemos citar que no dia 15, ainda será celebrado o Dia Internacional das Mulheres Rurais. Mulheres que ocupam os trabalhos que a maioria das outras não gostaria de exercer, responsáveis pelas suas famílias e, muitas vezes, pela alimentação de várias outras.
Ainda assim, no Brasil, são elas que muitas vezes sofrem com os trabalhos mais árduos, as maiores jornadas de trabalho e até a falta de acessos básicos, como saúde, educação, lazer e segurança.
As mulheres conquistaram direito ao voto, à educação, ao trabalho remunerado, ocupação de cargos políticos, leis em defesa da mulher. Agora, o que falta é principalmente diálogo e educação com a população e com as novas gerações.
Agora, lutemos por menos rosas e mais aliados.
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