Faltou Dizer
Muito embora se declare “católico de axé e pós-ateu”, Caetano Veloso canta música evangélica durante show em Brasília exaltando o respeito a todas as religiões, numa espécie de “ecumenismo pós-moderno e vanguardista”
Filme "Ainda Estou Aqui", que chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira, 7, retrata a dureza da ditadura militar no Brasil
De volta à presidência, republicano pode tomar decisões que podem desestabilizar a geopolítica
Três anos após sua partida, a memória de Iris continua viva nos parques, nas avenidas e, sobretudo, na memória de milhões de goianos
Desde antes da posse, próximo prefeito precisa de apoio dos vereadores para derrubar vetos ao Refis 2024; grupos calculam ganho político
O problema para Israel se chama Irã
A vitória de Trump em 2024 representa mais do que um triunfo pessoal, é a vitória de uma ideologia que mina a democracia e fortalece as divisões sociais
A indústria da música vai conseguir preencher o vazio deixado pela eterna ‘Rainha da Sofrência’?
Eutanásia do esquilo Peanut, famoso nas redes sociais, inflamou os ânimos da opinião pública nos EUA e pode até prejudicar Kamala Harris
Tudo tende a mudar a partir de janeiro, porque a situação fiscal e administrativa da capital requer muita habilidade política para lidar com interesses pessoais e empresariais de fortes lobbies
Fato é que o sucesso de ambos candidatos nas eleições dependerá não apenas de suas estratégias, mas também da capacidade de ressoar com um eleitorado que anseia por mudança e estabilidade em tempos turbulentos
O assessor admitiu, no entanto, que votou a favor da entrada de Cuba no bloco, mas não da Venezuela
Retrato do eleitorado mudou, mas uma coisa segue a mesma: a frustração de jovens das periferias com partidos de esquerda
Ex-presidente disputou hegemonia em Goiás em embate público com o governador Ronaldo Caiado
Elâine Jardim, editora do Jornal Opção Tocantins
Com o segundo turno das eleições municipais já encerrado, resta agora a expectativa de que os novos gestores municipais, eleitos com o voto de confiança da população, estejam prontos para enfrentar um desafio financeiro histórico. Um estudo recente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela um cenário crítico: mais de 50% dos municípios brasileiros estão no vermelho, acumulando um déficit de R$ 16,2 bilhões, o maior percentual em décadas. Esse contexto de crise é um lembrete de que o trabalho que os prefeitos e vereadores eleitos terão pela frente vai muito além das promessas de campanha.
As dificuldades financeiras que as cidades enfrentam têm origens complexas, mas o aumento de despesas pós-pandemia emerge como uma das principais causas. Em áreas fundamentais como saúde, educação e urbanismo, os custos dispararam. Só em 2023, as despesas cresceram 14,8%, e apenas com pessoal o aumento foi de 13,2%, totalizando R$ 47,6 bilhões a mais em gastos. Isso decorre dos reajustes salariais e da retomada de contratações de servidores, necessárias para garantir o funcionamento dos serviços públicos básicos.
O limite de gastos com pessoal, estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), já foi ultrapassado ou atingido por muitos municípios, evidenciando a dificuldade das administrações em equilibrar as contas. Enquanto os custos crescem, as receitas municipais não acompanham o mesmo ritmo, exigindo criatividade e comprometimento dos gestores para evitar o colapso dos serviços públicos.
A situação é particularmente preocupante em setores como saúde e educação, que absorvem quase metade das despesas municipais. Além disso, previdência social e urbanismo são áreas que apresentam alta demanda orçamentária, sendo responsáveis, em conjunto, por R$ 114,3 bilhões em gastos em 2023. Para os prefeitos que assumirão em 2025, a realidade é clara: qualquer chance de estabilidade fiscal exige medidas inovadoras e bem planejadas para garantir que os serviços básicos cheguem à população.
O papel dos novos gestores municipais é agora proativo e de extrema responsabilidade. E como eleitores, a participação da população se estende para além das urnas; estamos entregando aos eleitos o dever de enfrentar esses desafios com compromisso e foco no longo prazo. A boa administração vai além de um mandato; trata-se de um compromisso com a sustentabilidade financeira das cidades e com a qualidade de vida dos cidadãos.
Enquanto aguarda-se os novos mandatos começarem, espera-se que esses líderes eleitos sejam capazes de enfrentar esses desafios com seriedade, ação consciente e compromisso com o futuro das cidades.

