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“Quem é ateu e viu milagres como eu”

Muito embora se declare “católico de axé e pós-ateu”, Caetano Veloso canta música evangélica durante show em Brasília exaltando o respeito a todas as religiões, numa espécie de “ecumenismo pós-moderno e vanguardista”

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“Aceitem a democracia”: Bolsonaro e Ainda Estou Aqui mandam recado para os golpistas

Filme "Ainda Estou Aqui", que chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira, 7, retrata a dureza da ditadura militar no Brasil

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Mundo aguarda retorno de Trump com apreensão

De volta à presidência, republicano pode tomar decisões que podem desestabilizar a geopolítica

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Três anos sem Iris Rezende: oportunidade para lembrar que a política é instrumento para criar um futuro mais próspero

Três anos após sua partida, a memória de Iris continua viva nos parques, nas avenidas e, sobretudo, na memória de milhões de goianos

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Como o presidente da Câmara poderá evitar que relação ‘refém-sequestrador’ se repita com a Prefeitura

Desde antes da posse, próximo prefeito precisa de apoio dos vereadores para derrubar vetos ao Refis 2024; grupos calculam ganho político

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A ultradireita de volta ao poder

A vitória de Trump em 2024 representa mais do que um triunfo pessoal, é a vitória de uma ideologia que mina a democracia e fortalece as divisões sociais

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Três anos após sua morte, Marília Mendonça segue liderando a cena musical brasileira

A indústria da música vai conseguir preencher o vazio deixado pela eterna ‘Rainha da Sofrência’?

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Uma trágica história sobre um esquilo pode decidir as eleições nos EUA?

Eutanásia do esquilo Peanut, famoso nas redes sociais, inflamou os ânimos da opinião pública nos EUA e pode até prejudicar Kamala Harris

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A futura relação entre Excutivo e Legislativo municipal

Tudo tende a mudar a partir de janeiro, porque a situação fiscal e administrativa da capital requer muita habilidade política para lidar com interesses pessoais e empresariais de fortes lobbies

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Conservadorismo x Progresso: Análise de marketing e política na eleição dos EUA

Fato é que o sucesso de ambos candidatos nas eleições dependerá não apenas de suas estratégias, mas também da capacidade de ressoar com um eleitorado que anseia por mudança e estabilidade em tempos turbulentos

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A mais nova crise entre Brasil e Venezuela

O assessor admitiu, no entanto, que votou a favor da entrada de Cuba no bloco, mas não da Venezuela

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Frustração com a esquerda e direita leva Brasil ao centro; religiosidade puxa para a centro-direita

Retrato do eleitorado mudou, mas uma coisa segue a mesma: a frustração de jovens das periferias com partidos de esquerda

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Bolsonaro fala demais e “passa carão” em Goiás 

Ex-presidente disputou hegemonia em Goiás em embate público com o governador Ronaldo Caiado

Prefeitos (as) e vereadores (as) eleitos (as) no Brasil terão que cumprir mais que promessas de campanha

Elâine Jardim, editora do Jornal Opção Tocantins

Com o segundo turno das eleições municipais já encerrado, resta agora a expectativa de que os novos gestores municipais, eleitos com o voto de confiança da população, estejam prontos para enfrentar um desafio financeiro histórico. Um estudo recente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela um cenário crítico: mais de 50% dos municípios brasileiros estão no vermelho, acumulando um déficit de R$ 16,2 bilhões, o maior percentual em décadas. Esse contexto de crise é um lembrete de que o trabalho que os prefeitos e vereadores eleitos terão pela frente vai muito além das promessas de campanha.

As dificuldades financeiras que as cidades enfrentam têm origens complexas, mas o aumento de despesas pós-pandemia emerge como uma das principais causas. Em áreas fundamentais como saúde, educação e urbanismo, os custos dispararam. Só em 2023, as despesas cresceram 14,8%, e apenas com pessoal o aumento foi de 13,2%, totalizando R$ 47,6 bilhões a mais em gastos. Isso decorre dos reajustes salariais e da retomada de contratações de servidores, necessárias para garantir o funcionamento dos serviços públicos básicos.

O limite de gastos com pessoal, estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), já foi ultrapassado ou atingido por muitos municípios, evidenciando a dificuldade das administrações em equilibrar as contas. Enquanto os custos crescem, as receitas municipais não acompanham o mesmo ritmo, exigindo criatividade e comprometimento dos gestores para evitar o colapso dos serviços públicos.

A situação é particularmente preocupante em setores como saúde e educação, que absorvem quase metade das despesas municipais. Além disso, previdência social e urbanismo são áreas que apresentam alta demanda orçamentária, sendo responsáveis, em conjunto, por R$ 114,3 bilhões em gastos em 2023. Para os prefeitos que assumirão em 2025, a realidade é clara: qualquer chance de estabilidade fiscal exige medidas inovadoras e bem planejadas para garantir que os serviços básicos cheguem à população.

O papel dos novos gestores municipais é agora proativo e de extrema responsabilidade. E como eleitores, a participação da população se estende para além das urnas; estamos entregando aos eleitos o dever de enfrentar esses desafios com compromisso e foco no longo prazo. A boa administração vai além de um mandato; trata-se de um compromisso com a sustentabilidade financeira das cidades e com a qualidade de vida dos cidadãos.

Enquanto aguarda-se os novos mandatos começarem, espera-se que esses líderes eleitos sejam capazes de enfrentar esses desafios com seriedade, ação consciente e compromisso com o futuro das cidades.