Bastidores
O tucano-chefe de Goiás avalia que é preciso agir com responsabilidade e pensar mais na recuperação e crescimento da economia do que em eleições
William Baiano é uma das apostas do partido dirigido por Marcos Abrão em Goiânia
O postulante do PSDB é o político mais popular do município e Elismar Veiga pertence à respeitada Assembleia de Deus
Benitez Calil vai assumir a presidência da Agência Municipal de Trânsito e Lucas Calil é cotado para vice da candidata petista
A tendência é que o PP indique o vice do candidato do PSDB a prefeito. O nome mais cotado é o de Sandes Júnior
O ex-deputado afirma que Henrique Meirelles deve ser ministro da Fazenda e vai indicar o presidente do Banco Central. Aponta Baldy como possível ministro. Sugere que Caiado deve ser o candidato a governador das oposições
José Serra é o mais cotado para a Educação, Eliseu Padilha para a Casa Civil e Geddel Vieira para a Articulação Política
O empresário, segundo o peemedebista, também aposta no impeachment de Dilma Rousseff
José Vitti largou na frente, com uma equipe em ação. Mas Chiquinho Oliveira articula como poucos políticos
O ex-presidente da Saneago é lembrado como um diplomata e técnico de grande capacidade administrativa
Jorge Paulo Lemann assistiu palestra do governador goiano e ficou interessado nas suas ideias sobre gestão e educação
Ayres Britto frisou que o governador de Goiás é jovem e tem “ideias lúcidas, corajosas e claras”
A crise dos Estados será um dos principais problemas que um possível governo do “presidente” Michel Temer deverá enfrentar
Com larga experiência administrativa, o economista conta com o apoio tanto do PSD de Gilberto Kassab e Vilma Rocha quanto do governador Marconi Perillo
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Michel Temer, se assumir a Presidência da República, pode fortalecer o projeto político de Daniel Vilela para 2018: a disputa do governo[/caption]
Não há favas contadas em política e a realidade, sempre dinâmica, muda de uma hora para outra. O PSDB acreditava que ficaria no mínimo 20 anos no poder e acabou ficando “apenas” oito anos (sem contar o período de Itamar Franco). O PT parece ter projetado um período ainda maior, ao estilo do PRI no México, mas, dada a corrupção sistêmica que criou para governar e, em seguida, para locupletar-se — contaminando políticos de vários partidos, como PMDB, PP, PTB e PR —, tende a deixar o poder este ano, depois de um longo reinado de 13 anos. Se confirmado o impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo Senado, Michel Temer assume a Presidência e, como em 1992, o PMDB se tornará protagonista. O resultado é que o fortalecimento nacional tende a fortalecer o partido no plano estadual.
Em Goiás, para a eleição de 2018, há dois projetos básicos para o PMDB. O primeiro é bancar seu presidente, o deputado federal Daniel Vilela, para o governo. Político jovem, com boa estampa e discurso cada vez mais afiado, com a incorporação de uma argumentação mais técnica e abrangente — escapando ao populismo caboclo de Iris Rezende —, o parlamentar tem condições de disputar o governo. Pode até não ganhar de José Eliton, que deve ser o candidato do PSDB, mas tende a fazer boa figuração. Tanto pode jogar para ganhar em 2018 quanto pode jogar para ganhar musculatura tendo a disputa de 2022 como meta prioritária.
O segundo jogo do PMDB é apostar na figura experimentada do senador Ronaldo Caiado. Este pode candidatar-se pelo DEM ou pode trocar este partido, em 2018, pelo PMDB. Mas os velhos e novos peemedebistas sabem que, se eleito, o presidente do partido Democratas tende a trabalhar para constituir um grupo político com o objetivo de não cair sob controle do PMDB. Então, ganhar com Caiado pode ser, mais do que uma vitória, uma perda. Por isso, o mais certo é que, aproveitando-se do “empurrão” de Michel Temer, Daniel Vilela dispute o governo do Estado.


