Bastidores
Há quem aposte que o chefão do PDT nacional, Carlos Lupi, fala em expulsar parlamentares pró-impeachment com o objetivo de atrair o “presidente” Michel Temer para uma conversa pré-republicana. O que se diz é que, acertado um acordo com o temerismo, Carlos Lupi vai parar de falar em expulsar parlamentares. Aliás, se expulsar os deputados que votaram pelo impeachment, o PDT vai se tornar um partido da Nanicolândia.
A deputada Flávia Morais decidiu votar pelo impeachment depois de uma longa conversa com seu marido, o médico e ex-prefeito de Trindade George Morais. A decisão foi tomada 15 dias antes da votação. Flávia Morais comunicou sua decisão a poucas pessoas, entre elas o governador de Goiás, Marconi Perillo. Poucos dias antes da votação do impedimento de Dilma Rousseff, pressionada por Carlos Lupi, o chefão do PDT nacional, Flávia Morais “balançou”. Líderes nacionais da articulação pró-impeachment procuraram Marconi Perillo. O tucano-chefe goiano conversou demoradamente com Flávia Morais, apresentou suas ponderações. A deputada ouviu atentamente suas palavras. Depois, Marconi Perillo tranquilizou os aliados mais próximos do “presidente” Michel Temer. Mesmo sob risco de ser expulsa do PDT, Flávia Morais havia decidido: não iria recuar. De fato, manteve o que disse ao líder tucano e votou pelo impeachment.
Conta-se que eleitores queriam presentear o deputado estadual Ernesto Roller, pré-candidato a prefeito de Formosa pelo PMDB, com um terno para a posse, em 1º de janeiro de 2017. Mesmo apontado como favoritíssimo, até pelo arqui-inimigo Tião Caroço Monteiro, Ernesto Roller teria pensado bem e dito: “Ninguém ganha eleição por antecipação. Assim, vamos deixar esse negócio de terno da posse para depois das eleições”. Atitude inteligente e perspicaz.
As oposições goianas são as primeiras a chegarem atrasadas com críticas que são “vitaminas” fortificantes para o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Estridentes, disseram que as estradas goianas estavam esburacadas. Algumas, de fato, estavam. Outras, de responsabilidade do governo federal, permanecem abandonadas. No lugar de ficar rebatendo críticas das oposições, aderindo à política rasteira e improdutiva da picuinha, Marconi Perillo aplicou 34 milhões de reais na recuperação emergencial de mil quilômetros de rodovias destruídas pelas chuvas e pelo uso intensivo de veículos pesados. A Agetop informa que as estradas estarão em boas condições em 60 dias.
O governador de Goiás, Marconi Perillo, fez questão de ligar para cumprimentar Bruno Araújo, do PSDB de Pernambuco. O deputado federal deu o voto decisivo do impeachment. Os tucanos são amigos.
Joãozinho Balestra deve ser candidato a deputado federal em 2018. Depois de oito mandatos, Roberto Balestra tende a se aposentar.
Esperto, parece que esperando alguma reação, o deputado Jair Bolsonaro, do PSC do Rio de Janeiro, escondeu-se atrás de alguns deputados e recebeu apenas 30% da cusparada de Jean Wyllys, do PSOL do Rio de Janeiro. Um deputado do Sul do país e um parlamentar goiano, evangélico, dividiram o restante da cusparada. Irritado, o parlamentar do Cerrado chegou a passar álcool nos locais atingidos pela “incontinência” de Jean Wyllys.
Um deputado federal goiano garante que Jair Bolsonaro e Jean Wyllys se odeiam e, ao mesmo tempo, se amam. “Eles nunca saem de perto um do outro. Fica-se com a impressão de que se trata de um casal brigão, mas ligado por uma teia invisível de dependência psicológica”, afirma o parlamentar do Cerrado.
Parte da oposição, com o senador Ronaldo Caiado na linha de frente, tentou identificar o governador de Goiás, Marconi Perillo, com ações anti-impeachment. Não deu certo. A bancada marconista votou em pelo impedimento da presidente Dilma Rousseff. Dos 17 deputados federais de Goiás, apenas um, Rubens Otoni, votou contra o impeachment.
Não se sabe se por brincadeira, mas Alexandre Baldy teria dito para um colega deputado que seu nome, a partir de agora, é Alexandre “Caiado” Baldy. O presidente do PTN em Goiás chegou a postar um vídeo no Facebook em que conversa animadamente com o senador Ronaldo Caiado, do DEM, sobre o impeachment. Um irmão de Alexandre Baldy, Joel Santana Braga, é filiado ao DEM e ligado a Ronaldo Caiado. Em Anápolis, trabalha pela candidatura de Pedro Canedo, do DEM.
O prefeito afirma que, mesmo na crise, a empresa continua contribuindo para o desenvolvimento de Catalão
[caption id="attachment_63757" align="alignleft" width="620"]
Flávia Morais: sim ao impeachment | Foto: Ananda Borges/Câmara dos Deputados[/caption]
Três deputados federais goianos garantem que a deputada federal Flávia Morais, do PDT, optou pelo impeachment.
Os deputados afirmam que, entre as ordens do PDT e os eleitores, optou pelos segundos.
O jornalista Iúri Rincón Godinho gravou um vídeo dos bolivianos que foram brecados pela Polícia Rodoviária Federal quando se dirigiam a Brasília. A história de um congresso imobiliário, tudo indica, é mero pretexto.
blob:https%3A//www.facebook.com/bb9760f4-c60b-49b1-a1df-e24f012c68e5
O impeachment é uma guerra, na Câmara dos Deputados e nas ruas. Mas também é uma festa. Na rua, há protestos e alguma diversão. Conta-se, inclusive, quem vota contra e a favor do impeachment
O repórter Iúri Rincón Godinho mostra o que está acontecendo no domingo, 17, em Brasília. Por enquanto, o clima está tranquilo

