Bastidores
O governador de Goiás afirma que as medidas de ajustes vão permitir que o Estado seja o primeiro a superar a crise nacional
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Francisco Júnior: postulante do PSD a prefeito de Goiânia Foto: Renan Accioly/Jornal Opção[/caption]
Não há quem não fale: “Francisco Júnior é articulado e demonstra que tem capacidade de administrar Goiânia”.
Experts na capital afirmam que se trata de um Vanderlan Cardoso, no sentido de ser ponderado e gestor, mas modernizado.
O deputado estadual, candidato a prefeito da capital pelo PSD, tem o apoio de dois políticos pesos-pesados: o secretário das Cidades e Meio Ambiente, Vilmar Rocha, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Peixoto.
Político é cotado para disputar mandato de vereador em 2016 e deputado estadual em 2018
O PSD tem Priscila Tejota, Valério Luiz Filho e Roberto Ricardo, além de outros candidatos consistentes a vereador
Aposta-se que Waldir Soares terá fôlego curto e que um político-gestor vai enfrentar Iris Rezende no segundo turno
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Jovair Arantes, na Comissão do Impeachment, em Brasília | Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados[/caption]
A candidatura do ex-deputado federal Luiz Bittencourt (PTB) a prefeito de Goiânia ganhou um reforço e tanto com a decisão do deputado Jovair Arantes de apresentar relatório favorável ao impeachment. Jovair virou herói da noite para o dia. Nas ruas de Brasília, é aplaudido. Os mais afoitos o chamam de “Jovadeus”.
Jovair Arantes sofreu pressões de todos os lados, mas comportou-se com o máximo de tranquilidade e isenção. Seu relatório — muito mais técnico do que político — ganhou elogios de juristas gabaritados.
O serviço da dívida do governo de Goiás caiu de 15% para 11%
Em Brasília, Olavo Noleto é um aliado dos interesses de Goiás. Ele faz a grande política
Presença de Walter Paulo na chapa majoritária encorpa a candidatura do postulante do PSD. Humanista diz que Divino Lemes lidera pesquisas de intenção de voto
“É uma questão de compromisso com nossas bases — não significa rejeição ao Zé Gomes”, diz Eduardo Machado
O executivo vai apoiar o candidato do PSDB a prefeito de Goiânia. Mas não envolverá envolvimento direto na campanha
Ao se libertar do PSDB, que tolhia sua capacidade de articulação, Lúcia Vânia está provando que se trata de uma articuladora de primeira linha
Corretores dizem que está difícil vender o Nexus e que há compradores que estão desistindo do negócio
Nas ruas, o povão o chama de “Véqui”, “Vechi” e “Vetti”. Sua imagem de homem decidido, de que resolve as coisas, tem agradado mais do que se pensa
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Giuseppe Vecci e Adriana Accorsi: mesmo candidatos de duas máquinas poderosas, o tucano e a petista fazem uma pré-campanha espartana | Fotos: André Costa e Fernando Leite / Jornal Opção[/caption]
A pré-campanha é a campanha na qual se pode tudo — ou quase tudo. Os candidatos menos conhecidos estão se expondo ao máximo, articulando nos bairros, conversando com segmentos organizados, concedendo entrevistas em jornais e emissoras de rádio e televisão. Vale tudo para começar a ser visto e avaliado pelos eleitores. O pré-candidato mais conhecido, Iris Rezende, é o único que se move menos — optando por receber aliados e simpatizantes em seu escritório do Setor Marista. Ele alega que já é conhecido o suficiente e, aos mais íntimos, tem sugerido que, se disputar, quer fazer um campanha mais barata.
Os articuladores das pré-campanhas revelam que um dos problemas destas eleições é que falta dinheiro para projetos mais audaciosos e mais dispendiosos. Quem tem dinheiro, devido à crise e por receio de denúncias futuras, prefere recolher-se e, mesmo, manter-se distante dos pré-candidatos. Qualquer movimentação política tem custos, mas os pré-candidatos estão se comportando de modo espartano — ao menos no geral. Até o momento nenhum dos postulantes fala em contratar marqueteiros a peso de ouro, como em campanhas anteriores. Mesmo os candidatos das máquinas, como Giuseppe Vecci, do PSDB, e Adriana Accorsi, do PT, estão se mostrando bastante econômicos. Conversando mais e gastando menos — por vezes, quase nada.
A tese de todos os pré-candidatos é a mesma: como falta dinheiro, que às vezes remove e conquista montanhas, é preciso usar criatividade. O que se tem reinventado com mais atenção é o velho e eficiente corpo-a-corpo. Nos vários bairros de Goiânia — que são verdadeiras cidades, eventualmente com 100 mil e até mais habitantes —, os pré-candidatos estão se encontrando com certa frequência. No lugar de comícios, barulhentos mas ineficientes, organizam encontros comunitários com a presença de 50 a 200 pessoas. Falam o que querem, apresentam suas ideias e colhem ideias para revitalizar seus projetos. Pelo menos três pré-candidatos disseram ao Jornal Opção o que parece óbvio, mas, segundo eles, ainda é pior: a desesperança das pessoas é imensa, gigantesca. Mesmo assim, demonstram interesse pelas ideias apresentadas e discutem-nas com o máximo de atenção.
Os pré-candidatos sublinham que as pessoas, nos bairros — dos mais pobres aos de classe média — têm noção exata do que querem para si e para a cidade. Não há quem não reclame da falta de segurança, mas muitos ressaltam que, com o secretário José Eliton, a presença da polícia é mais ostensiva nos bairros. Um detalhe curioso é que, se a classe média tem dúvida sobre as organizações sociais na educação, na periferia o assunto, entre os que já ouviram falar a respeito — vários nada escutaram —, é visto como uma inovação necessária. As pessoas admitem que as organizações sociais melhoraram o atendimento na área de saúde. Mencionam que a qualidade é mais elevada.

