Bastidores
De um vereador recém-eleito: “Se Anselmo Pereira for eleito presidente da Câmara Municipal de Goiânia, em 2017, significa que os novos vereadores são novos apenas na teoria e que a ‘bandalheira’ vai continuar”.
Opinião do vereador eleito: “Anselmo Pereira é o símbolo mais escarrado da má imagem da Câmara Municipal em Goiânia. Além de não ser moralizador, não é adepto de ideias modernas”.
Mantê-lo no comando da Câmara é reforçar os velhos vícios.
Peemedebistas, sobretudo iristas, garantem que o delegado Waldir Soares está apoiando a candidatura de Iris Rezende para prefeito de Goiânia.
“O delegado Waldir não tem escapatória. Se ficar sozinho, o bicho papa. Se unir-se ao PMDB ganha sobrevida e poderá ser reeleito em 2018”, afirma o irista de carteirinha.
Waldir Soares nunca escondeu a simpatia por Iris Rezende, mas não deu declaração de que vai apoiá-lo.
Na sexta-feira, 21, uma das figuras centrais da campanha de Vanderlan Cardoso disse: “Se nós tivéssemos um Jayme Rincón na linha de frente da campanha, desde o início, hoje Iris Rezende estaria totalmente na defensiva”.
Intimorato, Jayme Rincón não tem medo das caretas feitas por Iris Rezende e bate de frente com o encanecido político de 83 anos.
O deputado Waldir Soares não deu nenhuma declaração a respeito. Mas a cúpula do PR avalia que vai deixar o partido.
Um líder do PR avalia que Waldir Soares deve se filiar ao DEM do senador Ronaldo Caiado ou ao PMDB de Iris Rezende.
Se deixar o PR, Waldir terá passado, em dois anos, por três partidos: PSDB, PR e a nova legenda.
O Jornal Opção ligou para colher a opinião do delegado-deputado. Atendeu uma pessoa que disse ser seu filho. Relatou que o parlamentar estava em reunião.
O PDT de Goiás tende a “adquirir” o passe do prefeito Paulo Garcia. Ele é uma das apostas de Carlos Lupi e Flávia Morais para fortalecer o partido no Estado.
Se for para o PDT, é possível que Paulo Garcia leve alguns dos petistas com ele, possivelmente até a deputada estadual Adriana Accorsi.
Espera-se uma debandada de petistas para outros partidos. Teme-se que o massacre de 2016, quando o PT não fez sequer um vereador em Goiânia, se repita na disputa proporcional e majoritária de 2018.
O prefeito de Anápolis, João Gomes, dificilmente permanece no PT. Seus aliados atribuem sua possível derrota, no dia 30 deste mês, ao partido.
Os joãogomistas dizem que o prefeito faz uma administração qualitativa, mas que o PT enterra qualquer um.
João Gomes, segundo um petista, tem simpatia pelo PSDB do governador Marconi Perillo.
De um vereador veterano: “Se for eleito prefeito de Goiânia, Iris Rezende pode aprumar o couro. Jorge Kajuru vai se tornar, em pouco tempo, um dos adversários dos mais duros e críticos.
Kajuru, que não é político, não entende direito o que é aliado e não-aliado. Por isso, qualquer quer for o político que for eleito, vai tê-lo pela frente logo nos primeiros dias.
O que se comenta na Câmara Municipal é que os vereadores podem se reunir, depois de algum tempo, com o objetivo de cassar o mandato de Kajuru. O membro do PRP não teme nada disso e não frear a língua nem sob pressão de seus aliados políticos. Ninguém vai conseguir controlá-lo.
Na semana passada, iristas discutiam, animadamente, a composição do secretariado de Iris Rezende. Eles acham que o peemedebista sênior já está eleito prefeito de Goiânia, o que é sempre um risco, pois é preciso combinar com os russos, que dizer, com os eleitores.
Agenor Mariano é cotado para a Secretaria de Administração.
Filemon Pereira e Eduardo Horário, editores do site Goiás Real (bancado pelo PMDB e pelo deputado José Nelto), são apontados tanto para a assessoria de Imprensa quanto para a Secretaria de Comunicação. Cileide Alves, biógrafa de Iris Rezende, é um nome sempre lembrado para a área de imprensa. Mas há iristas que apreciam sobretudo o estilo aguerrido de Fabiana Pulcineli.
Mauro Miranda é o nome mais mencionado para a Secretaria de Obras.
Paulo Ortegal, ou Jossivani Fernandes, é mencionado como o nome ideal para a Secretaria de Governo ou chefia de Gabinete.
O secretário da Saúde será um médico indicado possivelmente por Ronaldo Caiado. O mais cotado é Sílvio Fernandes.
Iris Araújo é ciada para a Secretaria de Assistência Social.
O presidente da Comurg será uma escolha, possivelmente, do deputado federal Jovair Arantes.
Nailton Oliveira, ou Paulo Ortegal, é visto como um nome adequado para secretário particular.
Eduardo Zaratz, do Partido Verde, pode assumir a Secretaria de Habitação.
Célia Valadão planeja integrar a equipe de Iris Araújo.
Samuel Belchior tem sido mencionado para a área de Planejamento. Assim como Lívio Luciano, que está no Tocantins.
Lívio Luciano é um dos homens sugeridos para a Secretaria de Finanças, mas também para a de Comunicação. Outro nome sempre notado é o de Jorcelino Braga, também para as finanças.
Ana Paula Rezende tende a ocupar um cargo de proa, ao lado do pai, na gestão municipal. Se, claro, ele for eleito.
Um político de Goiás, que, apesar de milionário, se apresenta como “pobre”, garante que erigiu seu patrimônio à custa de um trabalho de Hércules na advocacia. Consta que nem o crédulo Pinóquio acredita na história. O que se sabe é que o advogado não era muito chegado ao trabalho e, no escritório em que às vezes aparecia, era mais um captador de causas do que um advogado atuante e bem-sucedido.
Porém, ao menos uma das causas foi mesmo assumida pelo advogado — que se tornou uma sumidade financeira, apesar de nunca ter sido considerado brilhante como profissional. Muitos anos atrás, um fazendeiro violento brigou com posseiros, em Mato Grosso. Num momento de conflito direto, a mulher de um posseiro avançou, para protestar, e o fazendeiro sacou uma arma. Até hoje, não se sabe direito como ocorreu o crime. Mas o fato é que uma bala saiu do revólver do fazendeiro e matou a mulher — que, descobriu-se, estava grávida. Ela e a criança morreram.
Tempos depois, o fazendeiro foi levado a julgamento. Quem aparece para defendê-lo, mais serelepe do que o Saci-Pererê? O tal político que se tornou rico advogando, mesmo estando longe de ser uma sumidade jurídica.
Não se sabe por efeito de qual milagre, talvez dos mais solertes, o advogado conseguiu a absolvição do cliente, alegando legítima defesa. A vítima, portanto, era a culpada — não o causador da morte.
Tempos depois, quando se acreditava que o crime havia sido esquecido, eis que o fazendeiro, mais brabo do que o touro Bandido, é indicado para ministro da Agricultura. Pois o indivíduo, aquele que havia matado a mulher grávida, assumiu num dia e, no seguinte, caiu. A grávida assassinada continuava a assombrá-lo.
Já o advogado, pelo contrário, alegou que estava apenas fazendo um trabalho. O mais importante, para ele, era ganhar seu dinheiro. Questões éticas ou de consciência — mesmo se apresentando, tempos depois, como representante do povo — “não” devem ser levadas em consideração.
Político experimentado, Márcio Cecílio Ceciliano, prefeito eleito de São Miguel do Passa Quatro, é o favorito para presidir a Associação Goiana de Municípios (AGM).
Márcio Ceciliano dirigiu a entidade e tem trânsito livre tanto no governo como na oposição.
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Abelardo Vaz[/caption]
O prefeito eleito de Inhumas, Abelardo Vaz, não quer, pois pretende se dedicar à administração do município.
Entretanto, como já foi presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM), seu nome tem sido lembrado para presidi-la.
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Vilmar Rocha | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O secretário das Cidades e Meio Ambiente, Vilmar Rocha, leu e indica como dica de boa leitura o último romance de Mario Vargas Llosa publicado no Brasil, “Cinco Esquinas” (Alfaguara).
“O livro relata como a ditadura de Alberto Fujimori impactou a vida dos peruanos. Além da história em si, a prosa de Vargas Llosa é uma delícia. Ele é um prosador e um ensaísta finíssimo”, afirma Vilmar Rocha.
O PSD apoiou Gustavo Mendanha, do PMDB, para prefeito de Aparecida de Goiânia. Estabeleceu-se um compromisso. Os que bancaram o eleito vão lançar um candidato a deputado federal e dois candidatos a deputado estadual. Um deles, Max Menezes, será do PSD.
Petistas de Anápolis começam a dizer que o prefeito João Gomes é pesado. Mais: está no PT, mas não tem a ver com o partido.
Na verdade, embora João Gomes não seja mesmo muito leve — no primeiro turno, Antônio Gomide quase quebrou a coluna ao carregar o candidato-mochila —, pesado mesmo é a mistura de Tiranossauro rex com elefante que é o PT.
O deputado estadual Luis Cesar Bueno afirma que, como Tarso Genro, defende a formação de uma frente política com o PC do B e o PDT. Mas esclarece que não está entre os que sugerem a extinção do PT.
O ex-ministro e ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro lidera um grupo que propõe mudanças urgentes no PT e, sobretudo, a criação uma Frente de Esquerda com a participação do moribundo PT, do PDT, do PC do B e do PT do B.

