Bastidores
Nos últimos capítulos, prefeito eleito diz que não vai convocar aprovados e acusa ministro do STJ de ter vendido decisão que permitiu a realização do certame
Fala-se em duas linhas básicas: surto psicótico e/ou crime encomendado. Gilberto do Amaral poderia ter sido incentivado a cometer o crime
Se confirmada a “renúncia” do vice-prefeito eleito, Major Araújo, o vice será o próximo presidente da Câmara Municipal
Discípula bastarda do filósofo holandês, a uspiana Marilena Chauí mostra que é filha legítima de Marx e transforma Espinosa num militante do MST
Um convite para assumir a pasta tende a ser a visto como uma pressão indireta, quiçá irrecusável
O prefeito eleito de Goiânia quer evitar que um dos Vilelas, Daniel ou Maguito, dispute o governo de Goiás
O líder do PSB aposta em José Eliton para governador de Goiás em 2018. “Ele me apoiou para prefeito de Goiânia”
O nome mais cotado para a disputa é o do empresário Tadeu Filippelli, mas o peemedebista tem problemas judiciais tidos como insanáveis
O fato é que os prefeitos do partido têm mais a ver com a base marconista do que com o senador Ronaldo Caiado
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Fernando Cavendish[/caption]
Não se sabe exatamente por qual motivo, mas o dono da Delta, Fernando Cavendish, conhecido como o Homem do Azar, mencionou quatro políticos de Goiás nas suas tratativas com procuradores de justiça: um de Catalão, do PMDB, um de Goiânia, do PMDB, um do PRP, de Santa Helena, e um de Anápolis, do PT. Falta especificar como eram a relações entre eles.
Agenor Mariano, Mauro Miranda e Paulo Ortegal são apontados como os pules de dez do alto clero irista
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Montagem[/caption]
Como Iris Rezende permanece em silêncio, observando as contas “vermelhas” da Prefeitura de Goiânia, seus aliados disputam cargos. Os que mais disputam são os que menos têm prestígio junto ao prefeito eleito — é o baixo clero. Entre os prestigiados estão Mauro Miranda, Nailton “Rezendinho” Oliveira, Luiz Naves, Márcia Carvalho. Dário Campos (pra Secretaria de Finanças), Paulo Ortegal (o peemedebista não abre mão de sua eficiência organizacional), Sílvio Fernandes, Joel Santana Braga Filho, Agenor Mariano, Samuel Belchior e Jorcelino Braga. A tese de Iris Rezende é a seguinte: no time, o que importa é o técnico-capitão — ele próprio.
Com uma rigorosa abordagem técnica, sem concessão à política, a polícia goiana fez uma investigação tida como precisa e criteriosa
Anselmo Pereira tenta se aproximar, para continuar mandando, mas Iris Rezende não o quer no comando do Legislativo
O líder do PSD teria garantido que, se não pudesse disputar, apoiaria o político do PHS
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Arquivo[/caption]
Político mais popular de Senador Canedo — depois de uma passagem pelo Inferno e pelo Purgatório, voltou ao Paraíso —, Divino Lemes está numa encruzilhada, mas sem Virgílio para guiá-lo. O líder do PSD acredita que ainda tem chance de ser diplomado como prefeito do município, mas, como o seguro morreu de velho, pôs um filho e sua mulher em campo. Se for vetado em definitivo, um deles deverá ser candidato a prefeito. Porém, se fizer isto, estará rompendo um compromisso com o empresário Walter Paulo, do PHS.
Divino Lemes havia garantido que, se não pudesse disputar a eleição, bancaria Walter Paulo, seu vice. “Acontece que, agora, Divino Lemes está ‘roendo a corda’, demonstrando que não é um político leal”, sublinha um aliado do empresário. “Ele está vetando o Walter.”
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Arquivo[/caption]
Até as eleições deste ano, era praticamente certo que o vice de José Eliton na disputa pelo governo de Goiás em 2018 seria o deputado Célio Silveira. Como não conseguiu eleger seu candidato a prefeito em Luziânia, o tucano saiu enfraquecido. Dois políticos saíram consagrados — Lêda Borges, secretária de Estado, e o prefeito Hildo do Candango, de Águas Lindas. Um deles pode ser o vice.
A tucana Lêda Borges conseguiu eleger o prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró, do PSDB. Quando a campanha parecia perdida, ela tirou licença do cargo de secretária e concentrou-se nas ruas da cidade, dialogando com a sociedade local e explicando por que apoiava o vereador.
O prefeito Hildo do Candango enfrentou um candidato endinheirado, mas conseguiu derrotá-lo, até com certa folga. Tornou-se, portanto, um player da política regional.

