Bastidores
O procurador da Advocacia Geral da União Aguimar Jesuíno (PSB-Rede Sustentabilidade) garante que sua pré-candidatura a senador na chapa de Vanderlan Cardoso (PSB) está mantida. “Nós vamos fazer a convenção no dia 14. Isto prova que a candidatura de Vanderlan ao governo de Goiás é pra valer. Vanderlan não vai recuar de maneira alguma. Ele vai até o fim, e com ampla chance de ser eleito, porque é o novo de verdade e é independente em relação aos grupos políticos de Goiás.”
Na sua campanha, Aguimar Jesuíno vai debater ética na política e, entre outros assuntos, a calamitosa segurança pública. O procurador quer, porém, fazer uma campanha, além de crítica, propositiva.
O PSB não tem uma chapa consistente para deputado federal. O pré-candidato a senador pelo partido, Aguimar Jesuíno, afiança que o Professor Alcides não desistiu da disputa para deputado federal.
“Para deputado estadual, nós tem uma chapa consistente, sólida mesmo. O vereador Elias Vaz, os deputados Major Araújo e Simeyzon Silveira e o médico Túlio Sérvio, ex-prefeito de Senador Canedo, são candidatos com potencial. Eles tendem a ser eleitos”, afirma Aguimar Jesuíno.
A JBS-Friboi pretende processar quem vazou informações sobre a sonegação da empresa junto ao governo de Goiás. Um executivo do grupo sugere que o vazamento se deu de dentro do governo do Estado.
Porém, o Jornal Opção ouviu um especialista em Direito, com mestrado e doutorado, e ele frisou que, primeiro, a empresa precisa localizar o autor do vazamento, que pode não ter sido o governo, e sim um funcionário público.
“Processar o governo, alegando que a empresa está na bolsa e que o vazamento pode prejudicar a negociações de suas ações, além de que se está quebrando o sigilo fiscal da empresa, é meio vago. A empresa precisa, do ponto de vista do Direito, identificar o responsável preciso pelo vazamento”, afirma o especialista. “A empresa vai acusar, portanto precisa ter certeza do que está dizendo.”
“Um processo vago contra o governo ou contra alguém do governo pode ser um tiro pela culatra. O processado pode processar o processador”, destaca o especialista. “A empresa pode procurar ‘O Popular’, que publicou a denúncia e, de certa maneira a endossou, tornando-se corresponsável pela divulgação, em busca da fonte original”, sugere o advogado. “No entanto, se o jornal se negar a revelar a fonte, fica tudo na estaca zero. Uma solução é processar ‘O Popular’”, sugere o advogado. “Resta saber se o Friboi quer comprar uma briga com a imprensa.”
O prefeito de Posse, José Gouveia (PROS), liberado por Júnior Friboi, não sabe ainda quem vai apoiar para governador. Se José Eliton não estiver na chapa do governador Marconi Perillo, o ex-integrante do PSB pode apoiar a reeleição do tucano-chefe.
Abandonado no altar por Júnior Friboi, o quase-peemedebista, o presidente do Solidariedade em Goiás, deputado federal Armando Vergílio, está entre dois amores.
Armando pode casar-se com o PT de Antônio Gomide ou reatar o casamento com o PSDB do governador Marconi Perillo. Se fechar com Gomide, Armando provavelmente será o seu vice.
Mas o caso de amor de Armando com o PSDB é antigo e pode ser retomado. Há arestas, típicas de casamentos desfeitos, quando ódio e amor sobrepõem-se. Mas há canais abertos para novo affair.
O projeto do PMDB é apenas arrancar Marconi do poder para, em seguida, satanizá-lo e persegui-lo?
Até agora, o PMDB não apresentou ideias relevantes para governar Goiás. Pode ser que esteja cedo para apresentá-las. Mas Vanderlan Cardoso, do PSB, já está com seu plano de metas praticamente pronto.
Se perder a eleição para governador, Iris Rezende vai disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016? Tudo indica que sim.
Aliados de Iris Rezende avaliam que dificilmente o PT consegue fazer o sucessor em Goiânia.
Reportagem especial (de capa) da “CartaCapital” explora o que chama de “a misteriosa ascensão do Friboi”.
Acredita-se que a família de Joesley Batista será o novo Orelhudo, Daniel Dantas, da revista dirigida por Mino Carta. Na tradição de que jornais e revistas precisam de um sparring, de preferência envolvido em grandes negócios, a “CartaCapital” pode ter escolhido a JBS para alvo-mor.
Na opinião de um petista de Goiânia, o prefeito de Anápolis está mais interessado em viabilizar sua administração do que em eleger Antônio Gomide. João Gomes estaria de olho na sua reeleição, por isso quer ser bem sucedido como prefeito.
O petista comenta: “O prefeito Paulo Garcia não fica elogiando o governador Marconi Perillo. Mas João Gomes disse, e isto será utilizado na campanha, que Marconi foi o melhor governador para Anápolis”.
O candidato do PMDB a governador deve ser Iris Rezende. É o nome mais forte e que quer, de fato, disputar. Mas há quem insista que Samuel Belchior, por ser jovem, o novo e dinâmico, deveria ser o postulante. Iris, afirmam, deveria disputar mandato de senador.
A um aliado, dos mais íntimos, Iris frisa que não teria mais paciência de ser senador.
Por incrível que pareça, ainda há quem acredite que o governador Marconi Perillo (PSDB) vai bancar seu vice, José Eliton (PP), para governador.
O prefeito de Anápolis, João Gomes, do PT, pensa o oposto: “Conheço Marconi como a palma de minha mão. Ele vai disputar o governo de Goiás”.
O desembargador aposentado Marco Lemos, que trabalhou no Jornal Opção como jornalista (do primeiro time), postou no Facebook: “Em Goiás, 1971, Leonino Caiado substituía Otávio Lage. Na posse, discursou um deputado, que saudou os novos tempos. ‘Finalmente, chegou a hora da transição. Em Goiás, a crisálida vai se metamorfosear em linda borboleta, completando o ciclo de evolução’.
“Durante o coquetel, o orador foi cumprimentar o governador que saía, mas Otávio Lage recusou-lhe a mão: ‘Ao senhor, não dou a mão. O sr. me chamou de coró’.
“Em tempo, o orador era Osmar Cabral, lendo um discurso ‘ghost-writerizado’ por Thirso Corrêa Rosa.”
Comentário de um político de Anápolis: “Alexandre Baldy disse a políticos anapolinos que vai torrar 25 milhões de reais na campanha para deputado federal”. Um tucano não se conteve e quase gritou: “É o nosso Friboi!”
O deputado federal Pedro Chaves (PMDB) diz que tem compromissos com suas bases eleitorais e, por isso, será candidato à reeleição.
Pedro Chaves poderá obter o apoio de Marcelo Melo, de Luziânia, que pode desistir de disputar mandato de deputado federal.
A prisão implodiu a carreira política de um dos homens mais ricos da capital do país

