Bastidores
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José Mário Schreiner: candidato a deputado federal, deve perder o apoio de Ronaldo Caiado[/caption]
Candidato a deputado federal pelo PSD, o produtor rural, ex-presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg) e ex-vice-presidente da poderosa Confederação Nacional da Agricultura José Mário Schreiner está numa situação complicada — entre a cruz e caldeirinha, como se dizia nos tempos de antanho. Crente de que o deputado federal Ronaldo Caiado iria compor com o governador Marconi Perillo, disputando mandato de senador, Schreiner fechou uma aliança com ele — herdando seu apoio e suas bases eleitorais. No entanto, com a defecção do democrata para o lado de Iris Rezende, Schreiner não sabia o que fazer, na semana passada.
Filiado ao PSD, Schreiner apostava que Vilmar Rocha seria o vice de Marconi Perillo e que Caiado iria a senador. Agora, por fidelidade partidária, tem de apoiar Vilmar para o Senado, sonegando apoio ao aliado Caiado. Mas, se fizer isto, perde o apoio do democrata e de parte dos produtores rurais.
Na semana passada, Caiado, observando a saia justa de Schreiner, planejava apoiar outro candidato a deputado federal, possivelmente Tanner de Melo, de Aparecida de Goiânia. Há quem aposte que Schreiner pode desistir da disputa. Mas, em conversas com aliados, ele disse que vai manter a candidatura.
A crise do PMDB, dividido entre Iris Rezende e Júnior Friboi, pode reduzir ainda mais sua importância no plano nacional. Líderes acreditam que o partido, se o quadro não melhorar até setembro, deve fazer no máximo dois deputados federais — Iris Araújo, que tem o apoio de Iris Rezende, e Daniel Vilela, que é bancado pelo pai, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. Peemedebistas acreditam que Pedro Chaves, um dos deputados federais mais qualificados do PMDB, pode não ser reeleito. A crise tomou tal dimensão que Marcelo Melo, que era tido como potencialmente eleito, pode não disputar e deve apoiar Chaves. É outra grande perda para o partido.
O ex-deputado federal Chico Abreu (PR) será o primeiro suplente do candidato a senador pelo PSD, Vilmar Rocha. Trata-se de uma indicação do PR da deputada federal Magda Mofatto. A escolha também se deve ao fato de que Abreu tem forte presença política em Aparecida de Goiânia, município da Grande Goiânia que tem o segundo maior eleitorado de Goiás, perdendo apenas para a capital e superando Anápolis. Com o PR na chapa majoritária, a aliança do governador Marconi Perillo, que já tem o PSD de Vilmar Rocha e o PP do vice-governador José Eliton, fica mais robusta. O empresário Luciano Martins Ribeiro, diretor-presidente das lojas Novo Mundo, é cotado para a segunda suplência.
A articulação para retirar José Eliton da vice do governador Marconi Perilo não foi adiante. O presidente da Agetop, Jayme Rincon, disse ao Jornal Opção que a chapa está mesmo definida: será Marconi para governador, José Eliton (PP) na vice e o deputado federal Vilmar Rocha para senador. O deputado federal Roberto Balestra chegou a ser cogitado para senador — Vilmar iria a vice —, mas o governador Marconi bateu o martelo. José Eliton deve ser o vice. Trocar agora seria prova de fraqueza e sugestão de que a mudança teria decorrido da candidatura de Ronaldo Caiado a senador na chapa de Iris Rezende.
O ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende, do PMDB, para governador. O deputado federal Armando Vergílio, do Solidariedade, na vice. O deputado federal Ronaldo Caiado, do DEM. O chapa reúne três partidos e nenhum amador político. A explicação para a montagem é a seguinte: 1 – Iris Rezende “puxa” votos, pois é popular, notadamente na Grande Goiânia (mais de um terço do eleitorado de Goiás). E tem a imagem de gestor eficiente. 2 – Armando Vergílio é jovem e, sobretudo, é capaz de atrair o apoio de parte da área de seguros-financeiras. Noutras palavras, o líder do Solidariedade representa estrutura e capaz de articulação com vários grupos políticos. Puxa apoios, que, na prática representa votos. 3 – Ronaldo Caiado, além da imagem de político ético, é visto pelo irismo como uma máquina de demolição.
O deputado federal Armando Vergílio (Solidariedade), vice de Iris Rezende – pré-candidato a governador de Goiás pelo PMDB –, conversou animadamente com o presidente do PPL, José Netho, no Empório Saccaria, nas proximidades do shopping Flamboyant, na quinta-feira. Pauta, a aliança para a disputa de 5 de outubro deste ano. Armando Vergílio diz que a chapa Iris-Armando-Caiado é “forte”, “consistente” e “vai apresentar um amplo projeto de modernização de Goiás.
O irismo está tentando atrair o PMDB do empresário Júnior Friboi com “palavras doces”, segundo um friboizista. Porém, o aliado de Friboi diz que os friboizistas – como Luiz Juvêncio e Eronildo Valadares, além dos deputados federais Pedro Chaves e Daniel Vilela e do ex-deputado federal Marcelo Melo – têm consciência de que, se Iris Rezende for eleito governador, “todos estarão no sal”. “No momento”, afirma o friboizista, “Iris tenta uma lua de mel com os aliados de Júnior. No entanto, se for eleito, vai jogar pesado contra aqueles que não o apoiaram desde o início. Ele está tentando enquadrar todo mundo, mas, como guarda mágoa, ninguém deve se iludir com o discurso de paz que está sendo feito agora. Porque, depois, vem uma guerra brutal – isto, claro, se for eleito. Do ponto de vista da sobrevivência política, o grupo de Júnior tem de torcer para que Iris não seja eleito. Se for eleito, a caça às bruxas começa no dia seguinte à posse”.
Vanderlan Cardoso é o candidato do PSB a governador de Goiás. O partido de Eduardo Campos e Marina Silva foi o primeiro a definir seu nome no Estado. A antecipação da convenção foi um indicativo de que o empresário pretende mesmo ser candidato e não apoiará outro postulante. Mesmo assim, o pré-candidato a governador pelo PMDB, Iris Rezende, e o pré-candidato a senador pelo DEM, Ronaldo Caiado, continuam insistindo para que Vanderlan retire a candidatura e integre a chapa PMDB-DEM como vice. O líder do Partido Socialista Brasileiro tem dialogado, mas não apresentou uma resposta afirmativa. A tese esboçada por um irista do alto clero é que uma chapa com Iris, Vanderlan e Caiado, “por se tornar altamente competitiva, pode liquidar a fatura no primeiro turno”. Aposta-se que, “com mais um candidato da Grande Goiânia – onde está o maior eleitorado do Estado –, a chapa tem mais chance de derrotar o governador Marconi Perillo”. A Vanderlan tem sido apresentada a possibilidade de, se aceitar a vice, Iris e Caiado apoiá-lo para prefeito de Goiânia, em 2016. Um dos sonhos de Vanderlan, se não for eleito governador, é exatamente disputar a prefeitura da capital (ele inclusive já mora em Goiânia, no condomínio de luxo Alphaville). O irismo avalia que a aliança com o PT terminou no momento em que Antônio Gomide, pré-candidato do partido a governador, não aceitou a aliança com o PMDB para a disputa estadual. Ao não apoiar Iris para governador, o PT teria rompido um acordo e, assim, o PMDB não terá compromisso de apoiar o candidato do PT a prefeito de Goiânia em 2016. O irismo tem apreço pelo prefeito Paulo Garcia, mas admite que, se tem certo controle do PT em Goiânia, não tem nenhum no Estado. Tanto que não conseguiu garantir o apoio do partido para a candidatura de Iris, como supostamente estava acordado.
O PSB de Goiás lançou o filósofo Almir Luiz Silva, formado pela Universidade de São Paulo, para deputado federal. Almir Luiz é de Morrinhos e tem amplo apoio dos professores de sua região. O socialista diz que os tubarões estão tentando atrapalhar sua postulação. “Mas não vão conseguir”, afirma. Faltará dinheiro na campanha de Almir. Mas pelo menos sobram ideias.
O vice-governador José Eliton, presidente do PP de Goiás, quer permanecer na vice e o governador Marconi Perillo tem o maior apreço pelo jovem político, apontado como “leal” e “íntegro”. No entanto, se o deputado federal Ronaldo Caiado, do DEM, assumir mesmo a aliança com Iris Rezende, do PMDB, candidatando-se ao Senado, a chapa governista pode sofrer uma ligeira mudança. Ronaldo Caiado é forte entre os produtores rurais. Por isso a chapa governista poderá incluir um político amplamente respeitado no meio — o deputado federal Roberto Balestra, do PP. Se confirmado Balestra para senador, Vilmar Rocha, do PSD, poderia ser o vice do governador Marconi Perillo.
A deputada federal Flávia Morais convocou prefeitos e líderes e disse que o PDT vai apoiar a reeleição do governador de Goiás, Marconi Perillo. A parlamentar sugeriu que, a partir de agora, o partido está enquadrado. Dois prefeitos do PDT não apoiam o governador Marconi. Os prefeitos de Senador Canedo, Misael Oliveira, e de Inhumas, Dioji Ikeda, apoiam, respectivamente, o candidato do PSB, Vanderlan Cardoso, e o candidato do PT, Antônio Gomide. A partir de agora, se quiser, a cúpula do PDT poderá puni-los — por falta de disciplina partidária. Não há intenção algum de expulsá-los, mas o partido vai seguir um único rumo.
O ex-deputado federal Marcelo Melo, do PMDB, será indicado para coordenar a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) e do vice-presidente Michel Temer no Entorno do Distrito Federal. O compromisso já está firmado com Dilma e Temer. Pré-candidato a deputado federal, Marcelo Melo é o único nome de expressão do PMDB que apoia Dilma para presidente no Entorno do DF. Aos aliados, Marcelo Melo tem dito que não pedirá nenhum voto, mas nenhum mesmo, para o pré-candidato do PMDB a governador, Iris Rezende, no Entorno ou em qualquer outra região. O ex-deputado federal Marcelo Melo, do PMDB, será indicado para coordenar a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) e do vice-presidente Michel Temer no Entorno do Distrito Federal. O compromisso já está firmado com Dilma e Temer. Pré-candidato a deputado federal, Marcelo Melo é o único nome de expressão do PMDB que apoia Dilma para presidente no Entorno do DF. Aos aliados, Marcelo Melo tem dito que não pedirá nenhum voto, mas nenhum mesmo, para o pré-candidato do PMDB a governador, Iris Rezende, no Entorno ou em qualquer outra região.
O tucano Maione Padeiro diz que sonhou que o prefeito Maguito Vilela assumiria a coordenação da campanha da reeleição do governador Marconi Perillo em Aparecida de Goiânia. O sonho está prestes a se tornar realidade, acredita Maione Padeiro. Em 2014 ou 2018.
O grupo petista de Pedro Wilson-Olavo Noleto deve bancar Marina Sant’Anna para senadora na chapa de Antônio Gomide. No caso de chapa pura, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, pode emplacar o vereador Tayrone di Martino para vice de Gomide. Aí o ex-reitor da UFG Edward Madureira, que estava cotado para vice, permanece como candidato a deputado federal. Gomide não quer chapa pura e articula intensamente para atrair políticos de outros partidos.
Na semana passada, o vice-governador José Eliton (PP) comemorava, sorridente, a ida de Ronaldo Caiado (DEM) para a chapa de Iris Rezende. Presidente do PP, José Eliton acredita que agora está definido como vice na chapa do governador Marconi Perillo. “Sua” vaga estava ameaçada.

