Vitti termina 2017 como um dos políticos mais influentes de Goiás

Presidente da Assembleia é apontado como conciliador e nome forte do PSDB para a Prefeitura de Goiânia em 2020

Vitti cumprimenta o prefeito de São Paulo, João Doria | Foto: Ruber Couto

O ano de 2017 foi importante para o presidente da Assembleia Legislativa, José Vitti (PSDB), apontado como uma novas lideranças do partido em Goiás. Antes um deputado ligado ao segmento empresarial sem muito jogo de cintura, ele começou a ganhar experiência política como líder do governo no Legislativo.

Com a cancha adquirida nos bastidores e nos embates do plenário, abriu caminho sem maiores atropelos para a presidência da Assembleia, que galgou com apoio da unanimidade dos colegas deputados.

Empresário bem-sucedido na área da mineração, revelou-se habilidoso e conciliador, mas também firme quando necessário na cadeira número um do Palácio Alfredo Nasser. Os aliados avaliam que ele fecha o ano como um dos políticos mais influentes de Goiás.

Um levantamento publicado em novembro passado pela Folha de S. Paulo apontou que o Legislativo goiano, sob o comando de Vitti, tornou-se o mais eficiente e de menor custo do país.

Nos dias em que foi governador interino, em setembro, cumpriu uma agenda importante, demonstrou traquejo e tratou de de questões relevantes, como a crise hídrica e os incêndios nas reservas verdes.

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), por exemplo, elogia o companheiro, destacando, principalmente, a lealdade e a transparência no trabalho como presidente da Assembleia.

O líder da oposição no Legislativo, deputado José Nelto (PMDB), também avaliza a atuação política de Vitti. “Ele é hoje o maior conciliador na política de Goiás”, diz Nelto.

Diplomático 

Vitti na mesa diretora da Assembleia | Foto: Carlos Costa

A movimentação de fim de ano na Assembleia também deu credenciais a Vitti. Primeiro, instituiu ponto biométrico e corte do salário aos deputados que faltar às sessões deliberativas no plenário. Depois, comandou negociações duras e esgotou uma pauta congestionada com dezenas de matérias polêmicas, como o projeto do pedágio em seis trechos rodoviários estaduais.

Vitti tem seu nome ventilado para a sucessão de 2018. Porém, ele próprio adianta-se em descartar a hipótese ao declarar apoio ao pré-candidato da base aliada, o vice-governador Zé Eliton (PSDB).

Contudo, admite uma eventual postulação à Prefeitura de Goiânia. O nome dele gera entusiasmo no PSDB, que historicamente não tem bom desempenho eleitoral na capital e só chegou ao comando da prefeitura uma vez com o professor Nion Albernaz.

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