Lula da Silva insiste que Adriana Accorsi deve ser candidata a governadora e cobra parceria com Aava Santiago
06 junho 2026 às 21h00

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Um petista histórico convidou um repórter do Jornal Opção para uma conversa num café da Nova Suíça.
Mal sentou-se, colocando um pasta com papéis na mesa, o petista já fez uma pergunta: “Um partido que precisa tanto de um candidato a governador, com o objetivo de fortalecer a reeleição de Lula em Goiás, pode ‘queimar’ seis nomes sem mais nem menos?”
“Queimar: como assim?”, inquiriu o repórter. “O PT ‘queimou’ José Eliton, Edward Madureira, Luis Cesar Bueno, Cláudio Curado, Valério Luiz Filho e, por sim, Flávio Faedo. Nenhum partido, em sã consciência, ‘queima’ seis candidatos assim”, insiste o petista.

“O PT operou mal a relação com Marconi Perillo. É certo que o tucano agora se apresenta como ‘de direita’, mas, se tivesse sido levado diretamente ao presidente Lula, a conversa poderia ter tomado outro rumo. O relacionamento com Aava Santiago, talvez por causa dos ciúmes da presidente estadual do PT, Adriana Accorsi, tem sido mal administrado. Ora, se o presidente Lula gosta dela, por que não devemos gostar também?”, indaga, dissertando, o petista pra lá de histórico.
Agora, o que vai acontecer?, quis saber o repórter (afinal, assim como os petistas, os jornalistas estão, em relação ao PT, iguais baratas tontas. O partido voltou ao antigo hábito de fazer uma reunião para marcar outra reunião).
“Me contaram que, na reunião de segunda-feira, vão tentar patrocinar a candidatura de Luis Cesar Bueno. Mas não é bem assim. Pelo que sei, por aquilo que ouço entre Brasília e Goiânia, Adriana Accorsi, no fundo, quer ser candidata e sabe que dificilmente escapará das pressões de Lula”, assinala o red.

“Percebo que Adriana Accorsi quer ser ungida diretamente por Lula. Está esperando ser chamada pelo presidente para se tornar candidata a governadora pelo PT”, assinala.
O duo Adriana Accorsi e Aava Santiago
Em seguida, o repórter do Jornal Opção conversou com um petista que pertence à cúpula. “Tanto em Catalão quanto em Rio Verde, nas poucas conversas sobre o assunto, o presidente Lula disse, com todas as letras, que uma chapa majoritária em Goiás deveria contar com Adriana Accorsi para governadora e a vereadora Aava Santiago para senadora.”

Um terceiro petista corrobora: “Tenho ouvido que Adriana Accorsi, nossa presidente, uma deputada de muito valor, pode acabar bancando Luis Cesar Bueno para governador. Ou, quem sabe, para senador. Mas, na sua visita, Lula disse para duas pessoas que não abre mão de Adriana Accorsi para a disputa do governo. Teria sugerido que ela deve ser candidata. Ela ou Aava Santiago”.
Um quarto petista corrobora: “Lula quer Adriana e Aava como aliadas. Por que Adriana procrastina tanto a escolha do candidato a governador? Acredito que, no fundo, a deputada espera uma conversa com Lula da Silva para se definir. Uma conversa direta, frente a frente, e não por meio de intermediários. Antes, eu achava que Adriana não queria ser candidata, optando pelo mandato de deputada. Mas tenho percebido que ela não quer é ter dívidas. Quer uma campanha goiana mas articulada nacionalmente, com o profissionalismo que se tem nas campanhas de Lula”.

Na opinião do último petista, Adriana Accorsi pode ceder e ser candidata. Mas o que governo de Lula da Silva fará por ela? Ela poderia ser nomeada, em caso de reeleição do presidente, para o Ministério da Segurança, o que a fortaleceria politicamente em Goiás.
Um quinto petista, perdendo a diplomacia, disse: “Adriana Accorsi vai ser candidata na marra”. Não é bem assim. O presidente Lula da Silva quer mesmo que a deputada seja candidata a governadora, mas não forçará a barra. Até porque Janja não permitiria. Quer dizer, não fará o mesmo que fez em São Paulo, onde impôs a candidatura de Fernando Haddad a governador, à sua revelia”.

Um sexto petista disse: “Ninguém fala da Cíntia Dias (Psol). Ela poderia ser uma boa candidata a governadora, pois é articulada. Há também a atuante vereadora Kátia Maria, que é afiadíssima. Além, é claro, do notável vereador e ex-reitor da UFG Edward Madureira”. E acrescentou: “A novela do PT sobre candidatura a governador é mais extensa do que novela da Globo”. E riu. (E.F.B.)



