Por Ton Paulo
O Fundo Partidário destina-se à manutenção dos partidos políticos, com custeio de despesas cotidianas, e é distribuído mensalmente
A legenda deve contar, agora, com pré-candidatos em ao menos nove municípios da região
"O progresso é bom e o paciente parece ter se recuperado totalmente, sem quaisquer efeitos nocivos que tenhamos conhecimento”, disse
Ao Jornal Opção, Barreto destacou a intenção do governador de fazer um "rodízio" anual de líderes na Alego
Ao Jornal Opção, Vitti disse ter havido conversas, mas que se trata, ainda, de "um projeto incipiente"
O quão resolutivos serão os candidatos em pontos-chave do atual contexto da cidade?
É preciso destacar que, no caso da capital goiana, cada passo dado na movimentação rumo ao Paço Municipal passa por Bolsonaro e o senador Wilder Morais, presidente estadual do partido, sem contar no palanque que os membros da legenda esperam contar
Câmara dos Deputados administra mais de 400 imóveis funcionais em Brasília para a moradia dos deputados
A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) retomou, nesta quinta-feira, 15, os trabalhos da Casa. Com discursos de parlamentares e do próprio Ronaldo Caiado, um fato chamou atenção: a ausência de boa parte da bancada de oposição ao governador na Casa e um discurso brando e até apaziguador por parte do deputado Paulo Cezar Martins (PL), que falou em nome dela.
Durante sua fala na tribuna enquanto representante da oposição, Martins afirmou reconhecer a popularidade de Caiado entre os governadores do País, de quase 80%, e disse não querer "fazer oposição com o fígado" e nem "flertar com o caos".
O deputado pediu ainda que o governador olhasse "com carinho e responsabilidade" para questões relacionadas à saúde, como as cirurgias eletivas.
Entre os deputados que se declararam opositores à atual gestão, estiveram presentes somente Bia de Lima (PT), Major Araújo (PL), Antônio Gomide (PT) e Paulo Cezar Martins. Gustavo Sebba e José Machado, ambos do PSDB, não compareceram.
Já Bruno Peixoto (UB) também aproveitou sua fala para tecer elogios ao governador e reforçou sua intenção política.
"Muitos têm me perguntado o que vou disputar. Confirmo aqui perante cada um de vocês e do nosso governador: junto com o governador, vou pra Brasília, e vou disputar eleição de deputado federal, e estarei na linha de frente da campanha [de Caiado] para presidente", concluiu.
O instituto Paraná Pesquisas divulgou, no último dia 9, um levantamento que evidencia aos pré-candidatos às prefeituras apoiados pelo presidente Lula da Silva (PT) ou pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) um velho e conhecido fenômeno: o jogo político no cenário local funciona em engrenagens completamente diferentes do cenário nacional.
A pesquisa em questão aponta que, para a maioria das pessoas, o apoio de um chefe do Executivo não muda em nada – não aumenta e nem diminui - a vontade delas de darem seu voto para um determinado candidato.
Leia também: Paraná Pesquisas/ Goiânia: Adriana Accorsi aparece em 1º, mas quadro é de empate técnico
Foram entrevistados 2026 eleitores de diferentes gêneros, faixas etárias, graus de escolaridade e nível econômico das cinco regiões do País. Quando se trata de Bolsonaro, 42,6% das pessoas responderam que o apoio do ex-mandatário, agora inelegível, não altera a vontade delas de votarem em um candidato a prefeito. Para 29,2%, o apoio dele aumenta a vontade, e para 25,3%, diminui. Não souberam ou não responderam 2,9% dos entrevistados.
Quando perguntados sobre Lula da Silva, 35,4% dos entrevistados disseram que o suporte dele a um candidato não impacta na vontade do voto. Para 31,6%, a vontade aumenta, mas para 31,3%, ela diminui. Não souberam ou não responderam 1,6%.
Em Goiânia, há dois pré-candidatos que devem contar com o apoio direto de presidentes: Adriana Accorsi, a candidata do PT e de Luiz Inácio Lula da Silva; e Gustavo Gayer, do PL, que deve ter o apoio de Jair Bolsonaro. Ainda conforme a Paraná Pesquisas em um levantamento do início do mês (registrado no TSE sob o número nº GO-09948/2024), os dois estão tecnicamente empatados, com Adriana pegando uma leve dianteira (22,1%) contra Gayer (19,7%).
Os números do instituto demonstram aos pré-candidatos o que é sabido de outras eleições em capitais: de nada servirá se apoiarem no palanque dos presidentes, porque apesar de importantes, esses estão longe de serem decisivos em uma eleição local.
Vale destacar, também, o peso da questão ideológica, que mesmo em uma cidade como Goiânia (onde o agro e os evangélicos exercem lideranças e movimentações consideráveis), é pequeno na hora do eleitor digitar os números de seu candidato na urna.
Segundo a Abrasce, há 639 shoppings em operação atualmente no Brasil
A tensão e o receio que pairam nos bastidores do Partido Liberal, o PL, desde a deflagração da operação Tempus Veritatis são inquietantes, quase palpáveis. Desde que a Polícia Federal (PF) prendeu Valdemar da Costa Neto (presidente do PL) e apreendeu o passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro - figura de maior destaque do partido -, além de o proibi-lo de fazer qualquer tipo de contato com os outros investigados na operação, a impressão que se tem é a de que os membros da legenda temem que Jair possa ser preso a qualquer momento. Nas entrelinhas, analisa este mero colunista, para eles não é mais uma questão de "se", mas de "quando".
O cenário onde os bolsonaristas já trabalham é o de que a PF expôs de vez qual o objetivo - a prisão de Jair Bolsonaro -, e, agora, parecem tentar colar o discurso que mais criticaram e fizeram troça à época da prisão de Lula da Silva: o de perseguido político.
Basta dar uma navegada pelos perfis de políticos, influenciadores e blogs bolsonaristas. Suas páginas estão inundadas de vídeos, manchetes e frases de efeito que levam a crer que a operação da PF, ratificada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não passa de um esquema persecutório com a intenção "prender Bolsonaro a todo custo".
Não será nenhuma surpresa se (ou quando?) o ex-presidente for preso e começarem a circular bandeiras e camisetas com a face de Jair e a frase "Bolsonaro Livre!", tal qual observado ao longo do período em que o atual presidente Lula esteve confinado.
Sim, o discurso pode colar. Mas a possível prisão de Bolsonaro não é o único fantasma que assombra o PL. A legenda teme que, se realmente comprovado um dos eixos de investigação da PF - o de que o PL usou da estrutura do partido para montar um "QG do golpe" - , a possibilidade de cassação da sigla (já pedida por um senador da República) passe a ganhar forma.
É claro, sabemos, é altamente improvável, diria quase impossível, que a legenda com a maior bancada da Câmara tenha seu registro cassado. No entanto, o argumento pode fazer com que o PL crie mais um "grito de guerra" para a militância bolsonarista.
De todo modo, o PL parece se preparar com tudo o que tem para o desfecho próximo da operação da Polícia Federal. Desfecho esse que, de um jeito ou de outro, não será nada agradável para a sigla que viveu seus dias de glória nas últimas eleições e que agora amarga com a possibilidade de até deixar de existir.
Leia também: Congresso que dorme, o Supremo leva
Lula, inclusive, tem dado sinais claros de que a promessa a Vanderlan se mantém
Major Araújo se referiu à operação como resultado de uma "ditadura da toga"
Ao Jornal Opção, a atual gestão informou que "colaborou ativamente com a ação"

