Por Euler de França Belém

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Cileide Alves avisa à redação que O Popular não vai fazer novas demissões

A editora-chefe de “O Popular”, Cileide Alves [foto de seu Facebook], ao se despedir dos quatro jornalistas que foram demitidos recentemente — Karla Jaime, João Carlos de Faria, Rosângela Chaves e Wanderley de Faria —, informou que não haverá novas demissões. Cileide Alves, profissional correta, certamente está repetindo aquilo que os dirigentes do Grupo Jaime Câmara lhe disseram. Mas, nas demissões anteriores, a editora-chefe avisou que novas demissões não seria efetivadas, mas, como se vê agora, quatro jornalistas do primeiro time foram demitidos. As despedidas dos afastados foram marcadas por muito choro, notadamente de Karla Jaime. Ao se despedir de Wanderley de Faria, um dos jornalistas que trabalhavam há mais tempo em “O Popular”, Cileide “Ice” Alves, considerada uma chefe durona e fria, também chorou. O motivo é simples: sua geração (colegas, amigos) está indo embora.

União da Companhia das Letras e Objetiva cria poderoso cartel de escritores

[caption id="attachment_32275" align="alignnone" width="620"]Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto: Editora Schwarcz e Penguin controlam a obras dos dois maiores poetas brasileiros Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto: Editora Schwarcz e Penguin controlam a obras dos dois maiores poetas brasileiros[/caption] As editoras Companhia das Letras e Objetiva, símbolos de qualidade editorial, fundiram-se na semana passada. Ambas são dirigidas pela Editora Schwarcz e pela Penguin Random House. O grupo, com 19 selos editoriais — como Companhia das Letras, Objetiva, Alfaguara —, está sob o comando de Luiz Schwarcz, Sergio Windholz, Lilia Moritz Schwarcz, Elisa Braga e Matinas Suzuki Jr. Roberto Feith, ex-dono da Objetiva, será consultor. Os editores são Marcelo Ferroni, Otávio Marques da Costa, Júlia Moritz Schwarcz, Bruno Porto. A Editora Schwarcz, de propriedade de Luiz Schwarcz e Fernando Moreira Salles, controla 55% das ações do grupo e fica no comando da gestão. A Penguin Random House detém 45% das ações. Companhia das Letras e Objetiva comercializaram 7,5 milhões de exemplares de livros impressos e e-books no ano passado. Alguns prosadores editados pelo grupo: Ana Maria Machado, Bernardo Carvalho, Chico Buarque, Erico Verissimo, João Ubaldo Ribeiro, Jorge Amado, José J. Veiga, Lygia Fagundes Telles, Milton Hatoum, Otto Lara Resende, Raduar Nassar, Milan Kundera, Amós Oz, David Foster Wallace, Donna Tartt, George Orwell, Haruki Murakami, Ian McEwan, Italo Calvino, J. M. Coetzee, Jorge Luis Borges, José Saramago, Mario Vargas Llosa, Orham Pamuk, Philip Roth, Salman Rushdie e Vassili Grossman. Poetas publicados: Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Fernando Pessoa, José Paulo Paes, Manoel de Barros, Mario Quintana, Paulo Leminski, Ana Cristina Cesar e Vinicius de Moraes. Autores de não ficção: Amartya Sen, Andrew Solomon, Drauzio Varella, Fernando Morais, Gay Talese, Jon Lee Anderson, Lira Neto, Ruy Castro, Simon Sebag Montefiore, Thomas L. Friedman, Tony Judt e Zuenir Ventura.

Biografia resgata a história de Galvão Bueno, dono do maior salário do jornalismo esportivo do Brasil

livro galvão buenoIntelectuais, notadamente de esquerda, tendem a avaliar que o narrador esportivo Galvão Bueno, da TV Globo, é meio bocó. Seria o primeiro beócio a faturar bem mais do que 1 milhão de reais por mês (ganha mais do que William Bonner e só perde para Faustão Silva). Na verdade, o rei das copas e da Fórmula 1 não deixa ninguém indiferente — é amado e odiado na mesma proporção. O jornalista Ingo Ostrovsky lança, com apoio do próprio Galvão Bueno, o livro “Fala, Galvão” (Globo Livros, 312 páginas). É um misto de biografia e au­tobiografia. Portanto, é um relato “oficial” — não é uma biografia isenta. A primeira e a segunda parte da obra registram a experiência bem-sucedida de Galvão Bueno como narrador de jogos de futebol e corridas de Fórmula 1. A terceira parte resgata, se existe, o “jeito Galvão Bueno de ser”. Rico, é um bon vivant e ex-mulherengo.

J. P. Donleavy é um James Joyce menor, mais boca suja e elétrico. Seu romance é vivaz e delicioso

um safado em dublin "Um Safado em Dublin” (L&PM, 335 páginas, tradução de Mário Mascherpe), de J. P. Donleavy, saiu sem alarde no Brasil. Mas é um romance do balacobaco. Pense num James Joyce menor, mais boca suja e elétrico. Leitores de estômago e cérebro frágeis devem evitá-lo. Porém, se querem ler um romance vivaz, divertido e até delicioso, não podem passar ao largo. James Patrick Donleavy nasceu nos Estados Unidos, em 1926. Filho de irlandeses, naturalizou-se irlandês em 1967. Estudou ciências no Trinity Coller, em Dublin. “Um Safado em Dublin” (“The Ginger Man”) foi publicado em 1955 — há 60 anos — e se tornou um romance cult. Donleavy é autor de romances, peças teatrais e contos. V. S. Naipaul, Nobel de Literatura e mais poderoso “velhiceticista” em atividade, escreveu sobre J. P. Donleavy: “Divertido, indecente e delicioso. É um dos desses livros magníficos desde a primeira linha. ‘Um Safado em Dublin’ permanece célebre há meio século e sua fama continua crescendo”.

Pesquisador descobre que nome do escritor Hugo de Carvalho Ramos é Hugo Juvenal Ramos

O médico e historiador Ade­mir Hamu lança em setembro o segundo volume do livro “De Goyaz a Goiás — Biografias de Vilaboenses”, como Leolídio Caiado, Pedro Ludovico, Domin­gos Vellasco, Edla Pacheco, Maria Luíza Póvoa e, entre outros, Alberto Berquó. São 25 biografias. A principal descoberta de Ademir Hamu é a certidão de nascimento do escritor Hugo de Carvalho Ramos — um dos pais literários tanto de Guima­rães Rosa quanto de Bernardo Élis. Na certidão o nome que aparece é Hugo Juvenal Ramos. O documento foi descoberto pelo pesquisador infatigável na Cidade de Goiás.

Rede Band demite 200 profissionais

A Band demitiu sete jornalistas do programa “Café com Jornal”. A apresentadora Aline Midlej será aproveitada no núcleo de telejornalismo da rede. O blog Na Telinha, do UOL, informa que a equipe do “Café com Jornal” ficará com apenas 15% dos jornalistas. Noutras palavras, o programa jornalístico será quase extinto. No Rio de Janeiro, a Band extinguiu “Os Donos da Bola RJ”, “Jogo Aberto RJ” e “Brasil Urgente RJ”. Os programas eram apresentados, respectivamente, por Larissa Erthal, Sandro Gama e Fábio Barreto. A Band rescindiu o contrato com Luiz Bacci, que foi para a TV Record, e cancelou o “Agora é Tarde”. A rede dirigida pela família Saad deve demitir, ao todo, 200 profissionais em São Paulo, Brasília, Belo Hori­zonte, Cu­ritiba, Porto Alegre, Presidente Prudente e Cam­pinas. É o passaralho.

Jornalista João Rabelo deixa o Estadão

João Bosco Rabello deixou o “Estadão”. O repórter, que assinava a coluna “Direto de Brasília”, trabalhava no jornal há quase 40 anos. Em 2013, João Bosco havia sido substituído por Marcelo Moraes na direção da sucursal de Brasília, ficando como colunista. Ele trabalhou no “Correio Braziliense”, em “O Globo” e no “Jornal do Brasil”.

Pop demite jornalistas mas não faz o principal: não renova seu jornalismo, que nasce morto todo dia

[gallery columns="2" size="medium" ids="32296,32297"] O “Pop” demitiu quatro jornalistas — João Carlos de Faria, Karla Jaime, Rosângela Chaves e Wan­derley de Faria — na quinta-feira, 2. Novas demissões estão previstas para esta semana. O Grupo Jaime Câmara alegou contenção de despesas, considerando que o mercado anunciante, notadamente o governo de Goiás, reduziu seus investimentos. Avaliando que o jornal está ficando para trás, em termos de audiência e prestígio, a cúpula do Grupo Jaime Câmara planeja reformular o jornal — tornando-o mais forte regionalmente, mas buscando se tornar, o que nunca foi, um jornal nacional, o que é possível com a internet. A cúpula do jornal pretende trabalhar com uma equipe mais compacta, porém com maior produtividade. O “Pop” não consegue, por exemplo, vender reportagens para outros jornais e, mesmo assim, compra material de várias agências — às vezes de má qualidade e referente a temas que circulam na internet durante todo o dia, e gratuitamente. Porque o “Pop” paga pelo chamado “lixão” é um mistério. Um dos problemas do “Pop” é que seus diretores e editores parecem não ter entendido o impacto da internet no jornalismo. O jornal chega “velho” às mãos de seus leitores já de manhã. A sensação mais frequente, ao se ler o “Pop”, mesmo às 6h30, é que suas notícias foram todas, ou quase todas, lidas na internet ou vistas nos telejornais no dia anterior. O jornalismo puramente declaratório, que não explica-analisa os fatos para os leitores, morre minutos depois de “nascer”. O “Pop” é assim: está “nascendo” morto. Não basta demitir equipes que se tornaram supostamente “velhas” e incapazes de se renovarem. É preciso investir em mudanças reais no jornalismo, adaptando-o aos tempos rápidos da internet, e incorporando uma pitada mais analítica dos fatos.

Demóstenes Torres pode ter “minado” aliança de Ronaldo Caiado com o PMDB de Iris Rezende

[caption id="attachment_32309" align="alignright" width="620"]Demóstenes Torres e Ronaldo Caiado: críticas do primeiro ao segundo podem “alvejar” aliança política do senador com os peemedebistas | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção Demóstenes Torres e Ronaldo Caiado: críticas do primeiro ao segundo podem “alvejar” aliança política do senador com os peemedebistas | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O ataque brutal do ex-senador Demóstenes Torres, ex-DEM, ao senador Ronaldo Caiado, presidente do DEM em Goiás — ex-primeiro-amigos —, deixou chocados alguns próceres peemedebistas. Com a decadência de Iris Rezende em termos de política estadual — tornou-se um político de Goiânia —, e com o possível expurgo do empresário Júnior Friboi, Ronaldo Caiado se tornou uma espécie de líder informal e indireto do PMDB. Por isso, com quase quatro anos de antecedência, é citado por peemedebistas, como os deputados estaduais José Nelto e Adib Elias, como possível candidato a governador de Goiás. O PMDB sem Caiado, tábua de salvação dos náufragos, ficará no grande sertão: veredas sem pai nem mãe. Porém, embora os peemedebistas precisem tanto de Caiado, como substituto de Iris Rezende como líder-mor, estão desconfiados de que o tiroteio iniciado por Demóstenes tenha “atingido” pelo menos uma “asa” do senador. Cinco peemedebistas — três deles com mandato legislativo — disseram ao Jornal Opção que as denúncias do ex-senador devem ser vistas com reserva e que o ônus da prova cabe ao acusador. Mas sublinharam que Caiado deve processar Demóstenes e, ao mesmo tempo, deve ir à tribuna do Senado e exigir que o político cassado protocole as denúncias e as provas que afirma ter. “As acusações são graves. O PMDB critica a ligação de políticos da situação com o ‘bicheiro’ Carlos Cachoeira. Portanto, se Ca­iado não se defender, sobretudo em termos judiciais, não teremos como apoiá-lo para governador em 2018”, afirma um deputado. Os peemedebistas avaliam que, se se mostrar intimidado e não partir para a ofensiva com ações — cobrando a apresentação de provas e processando o acusador —, e não meramente com discurso contundente, Caiado pode até salvar seu mandato de senador, mas não terá condições de disputar o governo, na próxima eleição, com o apoio do PMDB. Os entrevistados acreditam que Caiado é “honesto” e que pode estar sendo vítima de um jogo político. Eles avaliam que “é provável” que estejam “tentando retirá-lo do páreo da disputa de 2018 desde já”. Leia mais: Demóstenes puxa Caiado para o Purgatório e quer levá-lo para o Inferno Caiado caiu na arapuca armada pelo “caçador” Demóstenes Se Caiado for cassado, assume Luiz Carlos do Carmo, do PMDB PT nacional agradece a “São Demóstenes” pelo ataque brutal a Caiado Até Paulo Garcia estaria pensando em rezar um terço para São Demóstenes

Crise que envolveu Ronaldo Caiado pode levar PMDB a não expulsar Júnior Friboi

[caption id="attachment_32305" align="alignleft" width="300"]Empresário Júnior Friboi, do PMDB | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Empresário Júnior Friboi, do PMDB | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O deputado estadual Adib Elias (PMDB) disse a dois editores do Jornal Opção, em visita à redação, que está pensando em procurar Júnior Friboi para uma “conversa franca”. Tido como um dos apóstolos da expulsão do empresário das hostes peemedebistas, ao lado do ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende e do deputado estadual José Nelto, Adib Elias sugeriu que uma conversa com Friboi não está descartada. Por que manter Friboi no partido, depois de ser proposto a sua expulsão? Adib não se alongou a respeito. Mas o Jornal Opção apurou que, se a aliança com o senador Ronaldo Caiado (DEM) naufragar — dado ao seu suposto “carloscachoerismo” (que o democrata refuta peremptoriamente) — , o empresário volta a ser a alternativa, ao lado do deputado federal Daniel Vilela, para a disputa do governo em 2018.

Maguito Vilela rejeita candidatura de Sandro Mabel em Aparecida de Goiânia

[caption id="attachment_32302" align="alignleft" width="300"]Sandro Mabel: o ex-deputado federal é visto como patinho  feio em Aparecida de Goiânia | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Sandro Mabel: o ex-deputado federal é visto como patinho feio em Aparecida de Goiânia | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Peemedebistas disseram ao Jornal Opção que o empresário Sandro Mabel, altamente capitalizado e capaz de mobilizar o partido — “ele é quase um Júnior Friboi”, brinca um deputado —, pode disputar tanto a Prefeitura de Goiânia quando a de Aparecida de Goiânia. Há, porém, dois problemas. Em Goiânia, dez entre dez peemedebistas garantem que Iris Rezende será candidato a prefeito, na eleição de 2016. Em Aparecida de Goiânia, comenta-se que Sandro Mabel não tem mais qualquer ligação com o município. Se aparecesse lá como candidato, seria visto como “paraquedista”. Ademais, o prefeito Maguito Vilela pretende lançar seu secretário de Governo, Euler Morais, à sua sucessão. Com seu estilo discreto e afável, Maguito Vilela não diz que “veta” Mabel explicitamente. Porém, aos mais próximos, afiança que seu candidato é mesmo Euler Morais. Mabel não estaria vivenciando a realidade do município. Há indícios de que ele se considera cosmopolita demais para a cidade. Se for para apoiar outro político que não Euler Morais — amigo e aliado mais fiel —, Maguito optaria por apoiar Ozair José, do PT, ou então Gustavo Mendanha, do PMDB, para prefeito.

Iris Rezende tem mais simpatia por Luis Cesar Bueno para vice do que pela “Menina Accorsi”

[caption id="attachment_32295" align="alignright" width="620"]Luis Cesar Bueno: visto como menos ligado a Paulo Garcia, pode ser mais palatável para o irismo | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Luis Cesar Bueno: visto como menos ligado a Paulo Garcia, pode ser mais palatável para o irismo | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Aos correligionários, Iris Rezende tem sugerido que uma chapa pura — tipo ele para prefeito de Goiânia e Sandro Mabel na vice — nada tem de ruim. Ao mesmo tempo, tem sugerido que o PT deveria mesmo lançar a “Menina Accorsi” (ele não diz Adriana) como candidata a prefeita de Goiânia, com o objetivo de que se apresente como defensora do prefeito Paulo Garcia (PT). Se fracassada a aliança com o DEM de Ronaldo Caiado, Iris poderá voltar a compor com o PT, apesar do desgaste do paulo-garcismo. Porém, curiosamente, prefere o deputado Luis Cesar Bueno como vice, e não a “Menina Accorsi”. Porque Adriana é muito ligada a Paulo Garcia. O sonho de Luis Cesar Bueno é ser vice de Iris Rezende, em 2016, e candidato a prefeito de Goiânia, em 2020. Mas o parlamentar sabe que Paulo Garcia quer emplacar a “Menina Accorsi” como vice do peemedebista. Mas é fato que o PT quer mais bancar o (a) vice de Iris Rezende do que o PMDB quer um vice do PT. Peemedebistas, como José Nelto, avaliam que o desgaste de Paulo Garcia é incontornável. Um pesquisador tem a mesma opinião: o desgaste do governador Marconi Perillo, entre 2012 e 2013, não era administrativo, porque o tucano nunca foi visto como incompetente do ponto de vista da gestão — era muito mais de imagem, dada a denúncia de que seu governo mantinha relações com o empresário Carlos Cachoeira. O desgaste de Paulo Garcia é mais administrativo — o que solapou sua imagem política. Assim, será muito mais difícil restaurá-la. A recuperação de um político-gestor, quando há desconfiança na sua capacidade administrativa, é muito mais difícil. Iris Rezende, que tem apreço pessoal, até carinho, por Paulo Garcia está de olho na possibilidade de sua (não) recuperação.

Líder do PMDB na Assembleia diz que vai proceder a ampla investigação sobre ações de OSs na saúde

As organizações sociais responsáveis pelo setor de saúde do governo de Goiás — Hospital de Urgências, Hospital Geral de Goiânia, Hospital Materno-Infantil e Hospital de Doenças Tropicais —, se depender das oposições, vão passar por um inferno astral a partir de agora. Além de solicitar investigações do Ministério Público, os deputados do PMDB, como José Nelto, vão pedir apoio do governo federal para que se verifique o que está sendo feito com o dinheiro que é repassado às organizações sociais. “Nas próximas semanas, vou apresentar informações surpreendentes sobre os altos ganhos das OSs em Goiás”, afirma o peemedebista. José Nelto afirma que o governador do Mato Grosso, Pedro Taques, está acabando com as OSs. “O custo é muito alto e o número de consultas tende a cair. Por quê? Para que aumente a lucratividade das OSs”, afirma o deputado. O peemedebista vai passar o feriado debruçado sobre os dados das ações das OSs em Goiás.

Tucanos dizem que João Campos implanta ditadura no PSDB de Aparecida e não aceita renovação

[caption id="attachment_32273" align="alignleft" width="300"]Deputado federal João Campos, do PSDB | Foto: Jornal Opção Deputado federal João Campos, do PSDB | Foto: Jornal Opção[/caption] Renato Silva e Maione Padeiro dizem que o deputado João Campos, ao exercer um controle férreo, está praticamente “dizimando” o PSDB de Aparecida de Goiânia. “O presidente do partido em Aparecida, o pastor Jair Antônio, é cunhado do parlamentar, mas mora no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia. Nós defendemos Tatá Teixeira [mora em Aparecida e tem história na cidade] para a presidência da comissão provisória do PSDB, mas João Campos não aceita”, afirma Renato. A força de João Campos advém do fato de que tem mandato legislativo. “Mas há políticos com mandato que militam — uns mais, outros menos — em Aparecida”, sublinha Renato. “O delegado Waldir Soares, Fábio Sousa e Alexandre Baldy, também deputados federais, e Mané de Oliveira, deputado estadual, têm aliados no município. Portanto, precisam ser ouvidos. Por que tão-somente João Campos, o que obteve menos votos na cidade, tem de ser ouvido e acatado?”, acrescenta. O PSDB, sob o comando da dupla João Campos-Jair Antônio, não conseguiu nem mesmo alugar uma sede. “O partido está literalmente abandonado, mas João Campos não abandona o osso”, admite um deputado. O presidente do PSDB regional, Paulinho de Jesus, tentou fazer a mediação, com o objetivo de renovar o partido, mas esbarrou na pressão vigorosa de João Campos. Outro problema de João Campos, segundo um deputado, é que o parlamentar avalia que o partido deve ser controlado não por tucanos atuantes, e sim por evangélicos. “João Campos só tem auxiliares evangélicos. Os que não são foram afastados”, afirma um tucano de Aparecida.

Demóstenes Torres não usou ghost-writer e nota da Veja detonou crise com Caiado

Demóstenes Torres, que já processou o “Diário da Manhã”, pôs o jornal no circuito nacional com o polêmico artigo “Ronaldo Caiado: uma voz à procura de um cérebro”. Os principais jornais do país, como “Folha de S. Paulo”, “O Globo” e “O Estado de S. Paulo, e a revista de maior circulação, a “Veja”, mencionaram o texto do ex-senador. Várias pessoas perguntam o que está por trás do artigo-vingador? Demóstenes Torres disse ao Jornal Opção que ninguém sugeriu que escrevesse o artigo. O que o moveu a publicá-lo foi uma nota, que saiu na “Veja”, na qual o senador Ronaldo Caiado diz que ele o havia decepcionado, além de apontá-lo como “traidor”. A “Veja” é a publicação patropi com a qual o ex-senador mantém, ou mantinha, relações mais estreitas — como fonte privilegiada. A crítica do presidente do DEM em Goiás, se publicada noutro veículo, possivelmente não teria irritado tanto Demóstenes Torres. Especulou-se no mercado persa da política e do jornalismo que o artigo não teria sido escrito por Demóstenes Torres. Uns sugeriam que um repórter do “Diário da Manhã” seria o autor. Outros diziam que um ex-editor do mesmo jornal seria o ghost-writer. Nada disso é verdade. O artigo saiu do cérebro e dos dedos do ex-senador do DEM. Suas impressões digitais-intelectuais estão todas lá — como a citação de Fouché, Maurice Druon (“O Menino do Dedo Verde”, mencionado de maneira irônica), Shakespeare, Carlos Lacerda, Zelig (personagem de Woody Allen). Jornalistas que entrevistaram Demóstenes Torres mais de uma vez sabem que a frase “uma voz à procura de um cérebro” é típica de seu repertório. (Na foto acima, Maurice Druon.)