Por Euler de França Belém
José Maria Marin, ex-presidente da CBF e do comitê da Fica, está entre os detidos. A investigação é do FBI
O senador do DEM deve levar, por meio de emendas,10 milhões de reais para Anápolis
O deputado federal Roberto Balestra aposta em Abelardo Vaz para prefeito e não em Lucas Calil
O quadro político-eleitoral do município de Nova Aurora está indefinido. O prefeito Vilmarzinho Dias Carneiro (foto), do PT, não definiu se vai disputar a reeleição, em 2006. Motivo: eleitores desaprovam sua gestão, que seria pouco criativa. José Urias Carneiro, primo de Vilmarzinho, trocou o PT pelo PSB e pode disputar a reeleição. Se a legislação eleitoral não proibir sua candidatura, dado o parentesco com o prefeito, tende a ser candidato.
O DEM pode lançar Divininho da Delma. Mas ele é mais cotado para vice de José Urias Carneiro.
Prefeita por dois mandatos, Neusa Maria Alcino é o provável nome do PSDB. Deve ser a principal rival de Vilmarzinho.
O vereador Jerry dos Santos também é mencionado para disputar mandato majoritário. Ele gostaria de compor uma chapa com Neusa Alcino. Mas a tendência é que vá à reeleição.
Jerry dos Santos se apresenta como aliado de Neusa Alcino, mas, ao mesmo tempo, é aliado de Bruno Peixoto, do PMDB.
Diretores de O Popular não comungam com sectarismo de Jarbas Rodrigues
Arthur Otto
A Marcha da Liberdade, liderada por jovens idealistas Kim Kataguiri, Renan Santos e Fernando Holliday, saiu de São Paulo no dia 20 de abril e marchará até Brasília, onde chegará no dia 27 deste mês, e entregará um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
O objetivo desta caminhada de quase 1200 km é conscientizar a população da necessidade do apoio de todos a este pedido de impedimento da presidente, cujos motivos são muitos e conhecidos por todos e não é necessário elencá-los.
A Marcha é notícia nos jornais mais importantes do mundo, como “El País”, “The Guardian”, “Paris Match”, “New York Times”. Ontem (21/05), quando acompanhava a saída da Marcha de Goiânia, vi o assessor de imprensa da marcha receber telefonemas de diversos correspondentes estrangeiros. Eles entraram em Goiás no dia 14/05 através de Corumbaíba, onde foram recebidos por algumas instituições, entre elas a Maçonaria. No dia 16/05 estavam em Caldas Novas.
Ajudando na agenda e divulgação da Marcha da Liberdade em solo goiano, mandei o roteiro e fotos do grupo para diversos jornalistas, entre eles o jornalista Jardas Rodrigues, titular da coluna “Giro”, de “O Popular”, que não se dignou a dar uma nota sequer da Marcha que com certeza entrará para a história do Brasil.
Em sua passagem por Goiânia, o grupo de São Paulo e outras cidades do Brasil teve a ideia de colar cartazes, os antigos lambe-lambes pela cidade, pedindo o impeachment da presidente. A colagem destes cartazes é permitida pela legislação da capital paulista. Sem saber que nossa leis municipais não permitem esta colagem foram fotografados colando lambe-lambe no Parque Vaca Brava pelo fotógrafo de “O Popular”.
O jornalista Jarbas Rodrigues, que apesar de ter recebido fotos da Marcha em solo goiano e não ter se dignado a escrever uma linha sobre o assunto. resolve no dia no 21/05 estampar a foto do grupo colando cartazes com o título de poluição ambiental com o intuito único e exclusivo de negativar a passagem da Marcha por Goiânia.
Realmente pela nossa legislação municipal o ato é considerado poluição ambiental. Agora a conduta do jornalista foi sectária, parcial e mesmo partidária no tratamento dado à passagem da Marcha da Liberdade, respeitada pela imprensa do mundo todo, pelo solo goiano.
É inexplicável o comportamento do titular da coluna “Giro” de “O Popular”. Fui contemporâneo, convivi e ainda tenho relações cordiais com a maior parte dos diretores da organização Jaime Câmara e sei que eles não comungam com o sectarismo e partidarismo do jornalista Jarbas Rodrigues, titular da coluna Giro.
Arthur Otto é físico nuclear.
Michael Bloch diz que, nas viagens a Hong Kong, o celebrado primeiro-ministro saía com adolescentes chineses. Provas? Nenhuma...
O Grupo Jaime Câmara enviou e-mail para as agências de propaganda anunciando o “Caderno Especial Ludovica + Casa&Flora” sobre a Casa Cor, que seria “encartado na tiragem de ‘O Popular’ para alcançar os leitores mais qualificado (sic) do estado”. A veiculação seria no domingo (24 de maio). No entanto, o jornal circulou sem o caderno.
É a segunda vez que a “Ludovica” deixa de sair em cerca de três meses. Programada para ser mensal, a revista não circulou em abril. O cancelamento pareceu gerar um mal-estar entre as agências de propaganda que ofereceram o produto a seus clientes. Todas receberam o e-mail avisando sobre a publicação do caderno. Mas nem todas ficaram sabendo do cancelamento.
Gilvane Felipe vai assumir a coordenação da Fundação Espaço Democrático do PSD em Goiás.
Formado em História pela Universidade Federal de Goiás e mestre em História pela Sorbonne, Gilvane Felipe aceitou o convite do presidente do PSD, Vilmar Rocha, para contribuir para formular o pensamento do partido no Estado.
Gilvane Felipe é um dos principais auxiliares de Vilmar Rocha na Secretaria de Cidades e Meio Ambiente do governo de Goiás.
Hoje, o valor da Celg tende a ser de 6,5 bilhões — o que seria 10% do ajuste fiscal. Será menor, claro, se for 3 bilhões, como indicam as projeções para 2016. O valor que pode ser apurado no momento é considerável para ajudar no equilíbrio das contas do governo.
O lutador americano tem razão: é preciso parar de duvidar de seu talento no octógono. O que lhe falta é carisma
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Alexandre Baldy sugere que, se não assumir a presidência do PSDB de Goiás, pode migrar para partido da filha de Roberto Jefferson | Foto: reprodução / Facebook[/caption]
Insatisfeito com o suposto veto do governador Marconi Perillo à sua candidatura a presidente do PSDB de Goiás, o deputado federal Alexandre Baldy disse a vários políticos, na semana passada, que está de malas prontas para deixar o partido.
Baldy conversou com a deputada federal Cristiane Brasil — filha do ex-deputado Roberto Jefferson, do Rio de Janeiro — e, se confirmada a saída do deputado federal Jovair Arantes, que estaria prestes a assumir o comando do PHS em Goiás, o jovem parlamentar e empresário assumiria o controle do partido no Estado.
Nenhum partido quer perder um deputado federal, ainda mais um jovem promissor como Baldy, mas um marconista fez um comentário ácido ao saber que ele estava tricotando com Cristiane Brasil: “O governador Marconi suporta Jovair Arantes, com suas pressões frequentes, há vários anos e não tem o mínimo interesse em suportar outro político com as mesmas ‘virtudes’ [o tucano cobrou aspas]. Não quer a saída de Baldy, mas, se ele estiver mesmo decidido, nada se pode fazer”.
Na verdade, a turma do deixa-disso já está em campo, para apaziguar os ânimos. Mas Baldy estaria extremamente “irritado” e disposto a romper com a cúpula tucana. Ao se aproximar de Cristiane Brasil, estaria dando um recado, quer dizer, tem alternativa e não depende do marconismo.
A um tucano, Baldy confidenciou que ainda não definiu se vai disputar a Prefeitura de Anápolis e que pode se resguardar para a disputa de 2018. O jovem empresário tem muito mais interesse em disputar o governo do que a prefeitura anapolina. “Ele teme perder em 2016 e ficar com a imagem fragilizada tanto para a disputa de 2018 quanto para a de 2022”, frisa o tucano.
Afinal, Baldy sai mesmo do PSDB? Na verdade, não quer abandoná-lo. Pelo contrário, quer ficar, dada a estrutura do partido, mas desde que seja eleito seu presidente regional. O problema é que a base marconista prefere Afrêni Gonçalves — que não tem mandato — na presidência.
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Marconi Perillo: o governador quer apresentar uma gestão motivada, em ação, e sugere que vai conseguir novos recursos financeiros | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Nos mais recentes encontros, o governador Marconi Perillo tem puxado as orelhas de alguns de seus principais auxiliares. O tucano-chefe tem sugerido, com sua perspicácia habitual, que é preciso reorientar o discurso do governo, que deve ser mais proativo e falar menos de crise e cortes. No momento, a imagem cristalizada é de que o governo não tem dinheiro para nada, por isso as secretarias estariam paralisadas e os secretários teriam se tornado figuras meramente decorativas.
O que o governador está sugerindo é que os secretários saiam da inércia — até confortável àqueles que não querem mesmo produzir —, usem mais criatividade e mostrem à sociedade que o governo está trabalhando. Sua gestão, mesmo com os parcos recursos contingenciados, estaria inaugurando obras no interior e concluindo obras em alguns municípios, como o credeq de Aparecida de Goiânia, o centro de excelência e o Hospital de Urgências 2 de Goiânia, e o centro de convenções de Anápolis. Em suma, os passos do governos são mais lentos, por falta de recursos financeiros, mas são passos — não se está “parado”.
Aos mais descrentes, Marconi Perillo tem dito, de maneira enfática, que o governo está enxugando suas estruturas estatais com o objetivo de se recuperar a capacidade de investimento do setor público. Ressalta que, em 2016, as contas ajustadas levarão a que o Estado possa obter novos financiamentos.
Embora não esteja fazendo proselitismo a respeito de três questões, exceto com os mais íntimos, Marconi Perillo persiste otimista sobre a possibilidade de recursos, por assim dizer, extras. O governo de Goiás tem cerca de 2 bilhões a 3 bilhões para “receber” da Codemin. O dinheiro não entraria no caixa, pois seria utilizado para abater a dívida do Estado. Feito isto, o governo poderia deixar de pagar cerca de 80 milhões por mês — o equivalente, num ano, a quase 1 bilhão de reais.
A privatização da Celg, que pode sair em 2015 — o realismo sugere 2016 —, colocará ao menos 3 bilhões no caixa do Estado. O que reorganizaria as contas do governo em curtíssimo prazo. Há também a possibilidade de o governo utilizar pelo menos 70% de depósitos judiciais que estão em bancos. De imediato, o governo poderia pôr a mão em 500 milhões ou 700 milhões de reais.
Marconi Perillo é contra a tese do “otimismo em gotas”, mas também abomina o “pessimismo em ondas”. Aliados dizem que tem “sorte”. De fato, tem. Porém, se não trabalhasse, se não buscasse novos recursos e parcerias, a sorte não bastaria. O tucano é atento e perceptivo. Do ponto de vista estritamente político, quando as oposições começam a desvendá-lo, cristalizando uma crítica, o político-gestor apresenta um viés diferente, acrescendo uma novidade, mostrando-se mutante, e a crítica cai por terra.
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Promissores: deputado federal Daniel Vilela (PMDB), vice-governador José Eliton (PP), deputada estadual Adriana Accorsi (PT) e o secretário Thiago Peixoto (PSD) | Fotos: Jornal Opção / Governo de Goiás[/caption]
Oito políticos e marqueteiros elaboraram, a pedido do Jornal Opção, a lista dos 10 políticos que avaliam com os mais promissores de Goiás:
1 - Adriana Accorsi
2 - Daniel Vilela
3 - Fábio Sousa
4 - Giuseppe Vecci
5 - Jayme Rincón
6 - José Eliton
7 - Marcos Abrão
8 - Thiago Peixoto
9 - Vanderlan Cardoso
10 - Virmondes Cruvinel
Os “eleitores” sugeriram que, da lista, devem sair ao menos um governador e um prefeito de Goiânia nos próximos anos. Francisco Júnior quase figurou na lista.
Sobre o tucano Fábio Sousa, que vai bem como deputado, disseram: “Precisa ser mais ecumênico do que evangélico, seguindo o modelo de Iris Rezende”.
À petista Adriana Accorsi sugeriram a formatação de um discurso mais sólido e posições políticas mais explícitas.
Quanto a Daniel Vilela (PMDB), sublinharam que precisa se livrar, ao menos em parte, da sombra do pai, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela.
A Giuseppe Vecci (PSDB) recomendam mais paciência e diplomacia. Sustentam que tem conteúdo e sabe se impor em termos pessoais e políticos.
Quanto a Jayme Rincón (PSDB) formulam a tese de que precisa, se quiser ser candidato a prefeito de Goiânia, formular projetos de interesse da classe média.
Virmondes Cruvinel (PSD) deveria, sublinham, ser mais incisivo e menos cauteloso.
Sugerem que Thiago Peixoto (PSD) se exponha mais e não pense tanto que há “fila” em política. Na política, asseguram, “filas” existem para serem “furadas”, como ocorreu com Marconi Perillo em 1998.
Afirmam que Marcos Abrão (PPS) precisa diversificar mais seus temas, não se concentrando apenas em habitação, e, mesmo não se distanciando da senadora Lúcia Vânia, demarcar seu próprio território.
Sobre Vanderlan Cardoso (PSB) as opiniões se dividem. A maioria disse que precisa “refinar” seu discurso e torná-lo menos insosso e mais palatável. Mas um marqueteiro frisa que sua imagem de político sério, que tem capacidade de gestão, interessa ao eleitorado. “Ele tem feições ‘aborrecidas’. Precisa mudar isto”, afirma um marqueteiro. “Passa a impressão de que nunca está feliz.”
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Raquel Teixeira: a secretária não teria muito entusiasmo com as OSs na Educação | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção[/caption]
Depois de sondar os bastidores, em busca de informações precisas, o Palácio das Esmeraldas teria descoberto que, apesar do discurso aparentemente proativo, a secretária da Educação, Raquel Teixeira, não estaria muito entusiasmada com a implantação de organizações sociais nas escolas públicas estaduais. A ex-deputada federal estaria “retardando” e “segurando” o processo.
O governador Marconi Perillo não quer e não vai afastá-la, mas certamente vai pressionar para que intensifique a implantação das OSs na educação. O que se comenta é que Raquel estaria com receio de se tornar uma espécie de rainha da Inglaterra na pasta da Educação — como Leonardo Vilela teria se tornado na Saúde (o homem das OSs seria Halim “Poder” Girade).
A implantação do projeto das OSs na educação não é mesmo fácil, e há a resistência corporativa — a greve, em parte, tem a ver com isso —, por isso o governador criou uma força-tarefa para cuidar do assunto.
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Ronaldo Caiado e Daniel Vilela: um deles vai ser a aposta do PMDB em 2018 | Fotos: Agência Senado / reprodução / Facebook[/caption]
O marconismo, apostam seus luas azuis, “vai enfrentar” não o senador Ronaldo Caiado, do DEM, e sim o deputado federal Daniel Vilela em 2018.
Acredita-se, entre os intelectuais do marconismo, que Iris Rezende, ao trabalhar pela expulsão de Júnior Friboi, está procurando atingir dois alvos mais profissionais: o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, e seu filho, Daniel Vilela.
Tudo tem a ver com 2018, que, embora longe, está sempre na ordem do dia, por isso produzindo articulações, marchas e contramarchas. Iris pretende bancar Ronaldo Caiado para o governo. Maguito Vilela tenta pavimentar uma estrada segura para seu pupilo.
O sucesso da articulação de 2018 depende, em parte, do resultado eleitoral de 2016. Se Iris for eleito prefeito de Goiânia, o PMDB banca Ronaldo Caiado. No entanto, se perder e se Maguito Vilela conseguir eleger seu candidato em Aparecida, aparentemente Euler Morais, Daniel Vilela estará cacifado para a disputa.

