Por Euler de França Belém
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Daniel Vilela e Jorcelino Braga | Fotos: Jornal Opção[/caption]
De um peemedebista: “O deputado Daniel Vilela, presidente do PMDB, e Jorcelino Braga, do PRP, estão cada vez mais afinados”.
Daniel Vilela é a estrela do PMDB que mais brilha. Como marqueteiro, Braga quer lustrá-la.
Mas o marqueteiro Augusto Fonseca estaria orientando Daniel Vilela.
O advogado Francisco Bento, dono de uma agência de turismo em Goiânia, revela que os goianos reduziram a quase nada as viagens para o exterior (exceto para negócios). A crise econômica e o dólar e o euro supervalorizados impedem as viagens. “Os goianos trocaram as viagens para a Europa e para os Estados Unidos por viagens para a Argentina e Chile. Viajar para os Estados Unidos ficou mais difícil. Com o dólar valorizado em relação ao real, acredita-se que os brasileiros querem viajar como turistas, mas acabarão por ser instalar no país, com o objetivo de fazer um pé de meia”, afirma Francisco Bento. O resultado é que está difícil obter visto para a terra de Donald Trump.
O governo de Goiás registrou uma receita a menor — no valor de 130 milhões em fevereiro —, devido principalmente à queda das vendas no varejo (26%). Ante um cenário de grande instabilidade, o governo considera praticamente impossível a sobrevivência de qualquer tipo de planejamento ou previsibilidade. Tem de administrar o dia-a-dia.
Com intermediação dos secretários Thiago Peixoto e José Eliton, a Adial e o governo de Goiás fecharam acordo sobre os incentivos fiscais. O governador Marconi Perillo avalizou o acordo. Será positivo para Goiás e para os empresários. Os dois perdem e ganham A secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão (tida como excessivamente fiscalista), não participou do acordo e não tem a simpatia da Adial e dos empresários. Prevaleceu o bom senso e a história. Afinal, não se pode negar a contribuição dos empresários para o crescimento e desenvolvimento de Goiás.
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Foto: Divulgação[/caption]
A respeito das críticas da oposição ao novo secretário de Segurança Pública e das recomendações do MP contra o policial militar Ricardo Rocha, o governador Marconi Perillo diz sempre: “Deixem o José Eliton trabalhar”.
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Foto: Renan Accioly/Jornal Opção[/caption]
Vitorioso na Colômbia e no Tocantins, o publicitário Marcus Vinicius fechou contrato para fazer a pré-campanha de Giuseppe Vecci (PSDB) para prefeito de Goiânia.
O golden boy José Paulo Loureiro, que articula financeiramente para o pré-candidato tucano, conduziu a negociação.
Marcus Vinicius é craquíssimo, mas seu talento precisa ser mais bem reconhecido em Goiás. Giuseppe Vecci pode ser o seu “case” de sucesso no Estado.
Marqueteiro hábil e inteligente, Marcus Vinicius dará uma roupagem nova ao candidato, mas sem mexer na estrutura de suas ideias. Porque ele sabe que um político com a estatura de Vecci não pode ser “vendido” como sabonete. Mas pode melhorar o discurso (sua forma), torná-lo mais plástico e acessível para todos. O publicitário costuma surpreender pela qualidade de seu trabalho, pela criatividade e por não desanimar nunca.
Setores ilustrados do PMDB procuraram Luiz Bittencourt para ser uma alternativa como candidato a prefeito... se Iris Rezende desistir de pleitear o cargo. Luiz Bittencourt foi filiado ao PMDB e era considerado um de seus deputados federais mais qualitativos.
Dois promotores do Ministério Público de Goiás dizem que o coordenador do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial (Gceap), Giuliano Lima, não deveria ter entrado com representação contra o policial militar Ricardo Rocha para da área de execução. Já no caso do procurador Mário Lúcio de Avelar, um dos maiores talentos do Ministério Público Federal, a dúvida é se abriu procedimento antes de assinar a representação.
Relato de um promotor: “Uma procuradora do Ministério Público Estadual esteve no Ministério Público Federal articulando contra a indicação do tenente-coronel Ricardo Rocha para um cargo de chefia na Polícia Militar de Goiás. Mas um procurador federal teria sugerido, como é de praxe, que a procuradora fizesse uma representação por escrito”. A procuradora, segundo o promotor, se recusou a fazer a representação.
O Supremo Tribunal Federal impediu que um representante do Ministério Público da Bahia assumisse o Ministério da Justiça. Por maioria absoluta. Segundo um promotor, a procuradora de justiça Ivana Farina, se a regra do Supremo for seguida à risca, tem de deixar a Comissão de Direitos Humanos. A procuradora atua em Brasília, longe de sua base, Goiânia.
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Fernando Krebs propõe a convocação de concursados | Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O PSDB de Goiás estuda fazer representação formal contra o promotor de justiça Fernando Krebs no Conselho Nacional do Ministério Público.
O partido vai juntar a atuação do promotor nas redes sociais, com comentários classificados de partidários e políticos, o que implica falta de isenção de Fernando Krebs nas ações que move contra o governo.
O PSDB vai questionar o fato de Krebs “passar quase o dia todo nas redes sociais, postando até 200 mensagens por dia, usando a estrutura do MP (computador, internet etc) e atuando no horário de expediente”.
Com a palavra, Fernando Krebs, um promotor, ressalte-se, atuante.
Marqueteiros dizem que Luiz Bittencourt é o candidato que mais avança em termos de discurso propositivo em Goiânia, além de ter um bem formulado elenco de críticas consistentes à atual administração municipal e ao modelo de gestão de Iris Rezende. Também na internet e redes sociais é quem até agora apresentou o melhor trabalho. Devagarinho vai comendo pelas beiradas e pode surpreender.
Jorge Caldeira prova que a Colônia era dinâmica, mostra que o país crescia mais do que outras nações, frisa que a República Velha não deve ser tratada como a Idade Média patropi e explica a estagnação pós-1970
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Reprodução[/caption]
A repórter Andréia Bahia, de “O Popular”, escreveu uma das mais belas reportagens dos últimos tempos, “Era uma vez uma Aline”. Parece mesmo um conto de fadas. Aline tem 31 anos, mora nas ruas e é uma leitora voraz de bons e maus livros (dos listados pela repórter, o único de qualidade é “Stálin, os Nazistas e o Ocidente”, do historiador britânico Laurence Rees).
Aline é mãe de dois garotos, que moram com uma tia, e pretende estudar arquitetura. Será bancada por Miguel Tomaz Menezes, ex-bancário e psicólogo. Nas ruas, nos lugares onde trafega, é querida e respeitada, sobretudo pela educação.
A história em si é bela e Andreia Bahia a conta com rara sensibilidade. A repórter, uma das mais gabaritadas da imprensa goiana, deveria transformá-la em livro. Vale a pena acompanhar Aline e registrar sua vida de maneira mais nuançada, exibindo inclusive suas possíveis contradições, não para execrá-la, e sim para torná-la mais humana, como todos nós — com defeitos e virtudes. Os seres humanos ficam mais ricos com suas contradições reunidas e apresentadas. (“O Segredo de Joe Gould”, de Joseph Mitchell, pode inspirar a repórter.)
Como se trata de uma reportagem sensacional, com uma história muito bem contada, fica até chato apontar alguns erros. Mas, como a coluna tem o nome de Imprensa, devo apontar algumas falhas, nada graves.
Na primeira página, um título falso induz o leitor a pensar que Aline é uma criança ou adolescente: “A menina de rua que devora livros”. Na verdade, trata-se de uma balzaquiana de 31 anos. Portanto, não é uma menina. Na legenda, há pelo menos dois erros. Primeiro, o editor escreve “Stlálin”, e não Stálin. Segundo, informa que Stálin é um tema que a fascina, quando a reportagem sugere que o tema que a fascina é a Segunda Guerra Mundial.
Contrariando a reportagem, a capa comete outro erro: o editor escreve que o livro de Marion Zimmer Bradley é “Brumas de Avalon”, excluindo o artigo “as” (“As Brumas de Avalon”).
A reportagem não sugere que a “compulsão pela leitura chega a ser maior que o vício pelo crack”, mas quem escreveu o texto da capa pensa assim. O editor da primeira página frisa que Aline é “invisível” nas ruas. O que a reportagem prova é que, ao contrário de outras pessoas que vivem nas ruas, Aline nada tem de invisível.
A impressão que se tem é que quem escreveu a chamada da capa ficou com preguiça de ler a fantástica reportagem de Andréia Bahia.
Problemas na reportagem
Enumero, a seguir, os problemas da reportagem. O primeiro erro resulta mais de imprecisão: “pegar títulos emprestados”. É mais adequado ou coloquial escrever assim: “Pegar livros emprestados”. É muito difícil alguém dizer, referindo-se a livro, que pegou um título emprestado.
O segundo erro está no título do livro de Laurence Rees: “Stalin, os Nazistas e o Ocidente”. A sugestiva fotografia da primeira página, feita por Zuhair Mohamad, exibe a capa do livro com acento agudo em Stálin.
O terceiro erro indica uma vírgula passando: “Ela se lembra do primeiro livro que leu, ‘As Brumas de Avalon’, (de Marion Zimmer Bradley), ‘mas estou aprimorando meu gosto’.” O texto funciona melhor assim: “Ela se lembra do primeiro livro que leu, ‘As Brumas de Avalon’ (de Marion Zimmer Bradley), ‘mas estou aprimorando meu gosto’”. Ela é leitora de Augusto Cury, Laura Gallego García e Paulo Coelho.
O quarto erro parece ser típico dos tempos modernos, que excluem os artigos como se fossem descartáveis: “Thiago Terranova chama atenção para generosidade de Aline”. Com o artigo “a” fica assim: “Thiago Terranova chama atenção para a generosidade de Aline”. A redação da reportagem não esclarece se Thiago Terranova é o farmacêutico que ajuda Aline.
O quinto erro tem a ver com acentuação: “Miguel aguarda que Aline faça a matricula”. No caso, é matrícula. Faltam três vírgulas noutros trechos da reportagem e há repetições de palavras, mas não vale a pena macular a sensacional reportagem do “Pop”.
Na esteira de Anthony Burgess, o tradutor agora esmiúça a obra-prima do escritor irlandês

