Por Euler de França Belém
Um repórter pergunta: “Qual jornalista é hoje mais ligado ao prefeito eleito de Goiânia?”
O peemedebista não pensa meio segundo: “O jornalista mais colado em Iris Rezende Filemon Pereira. Ele e uma filha de Iris, Ana Paula, são carne, unha e cutícula”.
Filemon pode até não ser secretário de Comunicação, mas será, ao menos, assessor de imprensa. Consta que ele já estaria montando uma equipe de jornalistas para assessor o prefeito eleito de Goiânia. Cileide Alves e Eduardo Horácio são cotados para compor a equipe.
Iris Rezende aprecia o que chama de “lealdade” da ex-editora de “O Popular”.
O ex-deputado estadual Samuel Belchior, mesmo livre do caso das pastinhas — teria sido mesmerizado pela musa Luciane Hoepers —, decidiu que não quer secretaria no governo de Iris Rezende.
Samuel Belchior articula bem, inclusive na questão da eleição para presidente da Câmara Municipal de Goiânia, mas teria dito a Iris Rezende que prefere cuidar de seus negócios. Ele é um maiores donos de loteamentos em Goiás. Está milionário e avalia que a política, longe de ajudá-lo, atrapalha.
Iris Rezende, mesmo com Samuel Belchior fugindo, tem insistido para que permaneça ao seu lado, ocupando uma secretaria, mesmo que não seja uma de linha de frente.
Jossivani de Oliveira (ex-conselheiro do TCM), que deve ocupar um cargo de proa na equipe de Iris Rezende, disse a um repórter do Jornal Opção, no Biscoito Pereira, que Dário Campos está definido como secretário de Finanças da gestão de Iris Rezende na Prefeitura de Goiânia.
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Arquivo[/caption]
Com a saída de Paulo Garcia da Prefeitura de Goiânia, os deputados estaduais Humberto Aidar e Luis Cesar Bueno deverão se tornar as principais referências políticas do PT na capital. Os dois são políticos qualificados e éticos. Não pertencem à banda podre do petismo.
Há quem aposte que Paulo Garcia não vai permanecer no PT. Estaria a caminho do PSD, do PSDB ou do PDT.
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Deputado federal Rubens Otoni (PT) | Divulgação[/caption]
Petistas de todo o Estado reclamam que o deputado federal Rubens Otoni (PT) desapareceu do mapa. Àqueles que o questionam, tem afirmado que, com a crise geral do PT, não tem como ficar aparecendo muito. É mais saudável ficar na sombra.
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Foto: Divulgação[/caption]
O DEM caminha, mais uma vez, para o cadafalso. O prefeito de Salvador, ACM Neto, será brutalmente atingido pelas delações da Odebrecht. Na Bahia, já era conhecido como “OAS boy”.
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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil[/caption]
O ministro das Relações Exteriores do governo do presidente Michel Temer, José Serra, do PSDB, será letalmente atingido pelas delações premiadas da Odebrecht. Dificilmente terminará 2017 na equipe do peemedebista. Afinal, segundo denúncia, recebeu 23 milhões de reais, depositados num banco da Suíça, da empreiteira.
Apresentado como Santo (talvez da Opus Dei), Geraldo Alckmin, segundo denúncia da Odebrecht, também está enroladíssimo. Recebia dinheiro ilegal da Odebrecht.
De todos os envolvidos com a Odebrecht, Geraldo Alckmin é, de fato, o que mais parece Santo. O apelido dado por alguém da empreiteira é perfeito.
Os executivos disseram, na delação premiada, que a Odebrecht repassava dinheiro para o governador de São Paulo. Mas não se negociava diretamente com o tucano.
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Divulgação[/caption]
A pergunta é: quem vai sobrar para contar a história? Só os Odebrecht, Marcelo e Emilio, sabem. Eles estão dispostos a destruir as elites políticas do país para salvar a empresa.
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Foto: Lula Marques/ Agência PT[/caption]
Apresentaram Henrique Meirelles, quando indicado para o Ministério da Fazenda, como o especialista quase-mágico que revolveria o problema da crise econômica do Brasil. Não resolveu.
Juízes e promotores não podem e não devem ser “perseguidos” ao trabalharem contra as quadrilhas que corrompem o país. Mas se errarem, sobretudo dolosamente, devem ser penalizados. Ninguém está acima das leis
A história não irá absolver Fidel Castro, um ditador que encarcerou e matou milhares de cubanos, unicamente por que discordavam de seu governo totalitário
Contrariando a Constituição, que garante o sigilo da fonte, juízes trabalham para quebrar sigilo telefônico de repórteres, tratando-os como se fossem criminosos
O chefão dos dois mundos tentou arrendar fazenda de João Goulart, mas ditadura civil-militar vetou
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Nanci Melo (com a foto de Herbert de Moraes) e, à direita, Patrícia Moraes Machado, sucessora do pai no comando do Jornal Opção | Foto: Fernando Leite[/caption]
Amanda Damasceno
O fundador do Jornal Opção, Herbert de Moraes, foi homenageado pela Assembleia Legislativa de Goiás na quarta-feira, 30. A sala de imprensa da Casa ganhou o nome do jornalista que criou o semanário há 40 anos.
O autor da iniciativa, Humberto Aidar (PT), ressaltou a importância do homenageado para o jornalismo. “Colocar o nome de Herbert de Moraes na sala de imprensa da Assembleia é um reconhecimento à grandeza do jornalista e a tudo que representou e continua representando — até porque sua filha, sua família e seus parceiros continuam a editar o Jornal Opção.”
O parlamentar sugeriu que os jornalistas da Agência de Notícias da Assembleia devem se inspirar no trabalho do homenageado. “Todos os jornalistas que trabalham aqui devem se orgulhar de dizer que atuam no jornalismo na sala que tem o título de Herbert de Moraes.”
O presidente da Assembleia, Helio de Sousa, falou do respeito pelo Jornal Opção. “Humberto Aidar teve a iniciativa, que foi acatada por todos os deputados, de fazer a homenagem. O jornal sempre foi luz para entender a política goiana, por sua imparcialidade e credibilidade. No ano passado, quando o homenageamos, quando comemorava 40 anos, pudemos mostrar o respeito pelo semanário.”
Sousa acrescentou que a intenção da Assembleia é, ao homenagear o jornalista, falecido em março deste ano, “perpetuar sua presença dentro do Parlamento”. O deputado frisou que o jornal foi fundado em um contexto árido para a democracia, já que o período era de ditadura, e os efeitos do AI-5 se faziam sentir. “Jornalismo é algo que se faz com espírito crítico, fiscalizando o poder —o que contribui com a democracia.”
A contribuição do jornalismo para a democracia foi destacada pelo deputado Santana Gomes (PSL). “A função do jornal é informar, trazer a notícia, com isenção e coragem, o que tem sido feito pelo Jornal Opção. Mesmo nas dificuldades da política, ele levanta bandeiras e apoia debates. Me sinto honrado de ser deputado numa Casa em que fizemos essa homenagem.”
A editora-executiva do Jornal Opção, Patrícia Moraes Machado, agradeceu a homenagem ao pai e lembrou como ele se tornou referência em sua vida. “Eu sou jornalista, meu irmão [Herbert Moraes] é correspondente em Israel e a minha irmã [Ludmila Melo] é médica, mas tem espírito de jornalista. Ele interferiu sem querer em nossas vidas com sua motivação pela informação, foi algo muito natural. Espero que essa mesma motivação inspire vocês no dia a dia”, disse aos jornalistas da Agência de Notícias.
A diretora destacou a função social do jornalismo, que não deve ficar restrita apenas ao relato dos fatos. “Meu pai não foi um cidadão-jornalista, mas um jornalista-cidadão, pois, desde jovem, buscava informar e se formar para interferir no processo. Desejo que a agência que hoje recebe o nome dele sirva de inspiração a todos os jornalistas, para que não copiem e colem, mas aprofundem a notícia, que é o nosso papel.”
Estiveram presentes na cerimônia de descerramento da placa o presidente da Assembleia, Helio de Sousa (PSDB); a viúva do homenageado, Nanci Guimarães de Melo Ribeiro; sua filha, a jornalista Patrícia Moraes Machado, e o deputado Humberto Aidar. Também compareceram ao evento o líder do governo na Casa, José Vitti (PSDB); o deputado Santana Gomes (PSL); o diretor-geral da Alego, Fabiano Gomes de Oliveira; o diretor de Comunicação, Túlio Isac Carneiro; o editor-chefe do Jornal Opção, Euler de França Belém, e o editor assistente Cezar Santos, além de jornalistas e servidores da Assembleia Legislativa.

