Por Euler de França Belém
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No encontro do PP na sexta-feira, 17, na sua chácara, em Nerópolis, o senador Wilder Morais, do PP, mostrou força política. Reuniu mais de 100 prefeitos, de vários partidos, o governador de Goiás, Marconi Perillo, o vice-governador José Eliton, o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, vereadores e deputados.
Os políticos continuam insistindo que Wilder Morais será suplente de senador de Marconi Perillo, em 2018. Pode até ser. Mas que está com pinta de candidato, articulando uma estrutura-monstro para tanto, não há a menor dúvida.
Vale sublinhar que, no encontro, Marconi Perillo, tranquilo e bem humorado, disse que já definiu dois votos para 2018: José Eliton, para governador, e Wilder Morais, para senador. O tucano-chefe é o chamado “eleitor” decisivo.
O deputado federal Waldir Soares deve ser candidato a senador na chapa do virtual candidato do DEM a governador de Goiás em 2018, senador Ronaldo Caiado.
O delegado Waldir Soares está cada vez mais próximo de Ronaldo Caiado e de Jair Bolsonaro (pré-candidato a presidente da República).
A chapa para senador teria Waldir Soares e a senadora Lúcia Vânia (PSB).
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A imprensa especula que, pressionado pelo senador Ronaldo Caiado, o vereador Jorge Kajuru pode acabar disputando mandato de senador. Mas, em vídeos gravados e exibidos na internet, o vereador sublinha que será candidato a deputado federal. O motivo? Não quer trocar o quase certo pelo duvidoso.
Porém, se for mesmo candidato a governador e se não contar com o apoio do PMDB — missão quase impossível —, Ronaldo Caiado vai pressionar Jorge Kajuru para faça parte de sua chapa majoritária.
Segundo um deputado do PMDB, há um movimento para filiar uma filha de Iris Rezende, Ana Paula Rezende, no PRP de Jorcelino Braga, para que seja vice de Ronaldo Caiado, provável candidato a governador pelo PMDB. O parlamentar afirma que isto poderá acontecer sobretudo de Daniel Vilela for o candidato do PMDB a governador.
Já um vereador do PMDB tem outra visão: “Iris Rezende é partidário e vai apoiar qualquer seja o candidato do partido a governador — seja Daniel Vilela, seja Maguito Vilela. Mas, sim, Ana Paula Rezende poderia ser candidata a vice de Daniel Vilela, para mostrar a renovação total do PMDB, ou a senadora”.
Devido a uma possível aliança nacional — uma federação de partidos —, o PHS de Eduardo Machado, o PRP de Jorge Kajuru e o PSL de Benitez Calil podem caminhar juntos na disputa proporcional em Goiás, em 2018.
No momento, PSL e PHS avaliam que podem eleger de um a dois deputados federais, possivelmente Jean Carlo (PHS), deputado estadual, e Eduardo Machado, presidente nacional do PHS. Se Jorge Kajuru estiver na chapa, é provável que a federação partidária consiga eleger pelo menos três deputados federais.
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Se a senadora Lúcia Vânia fechar acordo com Ronaldo Caiado, o prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, do PMDB, pode liberar alguns de seus aliados para apoiar a candidatura do deputado federal Marcos Abrão (PPS) à reeleição. O município tem mais de 100 mil eleitores e o peemedebista quer dividir os votos para tentar derrotar o deputado federal Heuler Cruvinel, do PSD.
Marcos Abrão é sobrinho da senadora e, se sair da base governista, terá dificuldade de se reeleger. Por isso, precisará de novas bases eleitorais, como a de Rio Verde.
De um integrante do PC do B: “Em Goiás há um nó na política. Dois políticos declaradamente de direita e burgueses, a senadora Lúcia Vânia e o deputado federal Marcos Abrão, comandam partidos apontados como socialistas, o PSB e o PPS”.
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Analistas políticos sugerem que o Palácio das Esmeraldas só tem a comemorar com o que avaliam como erro estratégico do senador Ronaldo Caiado, do DEM, ao criticar os convênios do governo de Goiás com as prefeituras.
Um cientista político sugere que “os ataques de Ronaldo Caiado podem lhe custar caro, do ponto de vista eleitoral”. O especialista afiança que, com a crise econômica profunda e a escassez de recursos financeiros, toda e qualquer apoio é visto como bem-vindo. De fato, vários prefeitos, inclusive dois deles filiados ao DEM, ficaram agastados com a denúncia de “suposta cooptação”.
Prefeitos dizem que o senador do partido democratas, além de tê-los colocado como “suspeitos”, está tentando atrapalhar o governo de Goiás de levar benefícios para os municípios.
Vale frisar que o prefeito de Minaçu, Nick Barbosa, clama por ajuda e sugere que, se não consegui-la até julho, pode até renunciar ao mandato. Ele é filiado ao DEM do senador Ronaldo Caiado.
Deputados estaduais dizem que as críticas de Ronaldo Caiado ao programa de ajuda aos prefeitos, longe de afetar, reforçou a imagem do governador Marconi Perillo como municipalista e republicano. Porque vai atender todos os municípios — não apenas os da base governista. Até o radical Adib Elias, de Catalão, anda tecendo elogios ao tucano.
De um petebista nacional: “O deputado federal Jovair Arantes descarta assumir um ministério no governo do presidente Michel Temer. Porém, se lhe for mostrado que terá estrutura e recursos para levar para os Estados e municípios, pode recuar e aceitar o cargo”.
O deputado estadual Henrique Arantes tem frisado que, como deputado federal, Jovair Arantes tem ajudado muito mais o governo do Estado e os municípios de Goiás. É um fato: poucos parlamentares são tão municipalistas quanto o petebista.
Henrique Arantes chega, inclusive, a defender que o pai deve ser candidato à reeleição. Porque, pela experiência na Câmara dos Deputados, tende a contribuir mais lá do que no Senado, por exemplo.
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