Por Euler de França Belém
O corretor de imóveis Cláudio Martins da Silva foi assassinado, na semana passada, por Jefferson Alves Neves, Luiz Henrique Pires de Oliveira e Angela Cristina de Oliveira. Não se sabe, com precisão, qual a participação de cada um no crime. Cláudio Martins foi morto com 25 facadas. Jefferson Alves, Luiz Henrique e Angela Cristina têm passagem pela polícia por roubo e furto, segundo o “Pop”, ou, segundo “O Hoje”, “por roubo, receptação e tráfico de drogas”. Cláudio Martins, Jefferson Alves, Luiz Henrique e Angela Cristina saíram para usar crack. Para roubar o automóvel, os três criminosos decidiram matar Cláudio Martins. A nota cômica, em meio a uma notícia trágica, ficou por conta do repórter Saulo Humberto, do “Diário da Manhã” (quinta-feira, 27), que escreveu: “Os três [criminosos] foram enquadrados por laticínio (roubo seguido de morte)”. Você leu bem, “não” é latrocínio, e sim, segundo o “DM”, laticínio. Os jornais apresentam pequenas contradições. O “Pop” anota que o nome do morto é Cláudio Martins da Silva, que teria 31 anos. “O Hoje” e o “Diário da Manhã” dizem que é Cláudio Martins Silva, sem o “da”, e asseguram que tinha 33 anos. O “Pop” relata que os criminosos estavam num automóvel C4 preto, mas não esclarece que era da vítima. “O Hoje” revela que o Citröen C-4 era de Cláudio Martins.
[gallery type="slideshow" ids="21800,21801"] O Jornal Opção foi premiado duas vezes na 10ª edição do prêmio do Sistema da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) de Comunicação: o repórter Marcos Nunes Carreiro ficou em terceiro lugar na categoria Jornal Impresso, com a reportagem “A onda de construções que tomou Goiás pode estar com os dias contados”; e na categoria fotojornalismo, o repórter fotográfico Fernando Leite também conquistou a terceira colocação, com foto publicada na reportagem “Goiás é o novo trevo econômico do Brasil”. Com essas premiações, a equipe do Jornal Opção chega a seis prêmios conquistados em 2014.
Juíza autoriza citação de Jorge Kajuru por edital e anúncio em jornais. Porque oficiais de justiça não conseguem encontrá-lo
Um advogado assinala: “Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos, é assassino confesso de pelo menos 29 pessoas. Mas pode ter cometido mais, talvez 39, assassinatos. A Polícia Civil garante tem provas cabais de dezesseis”. Em seguida, o criminalista pergunta: “Se é assim, por que a Polícia Civil não pediu perícia da Junta Médica do Poder Judiciário de Goiás? Como se sabe, é uma equipe, com dois psiquiatras e dois psicólogos, do Tribunal de Justiça, que fazem a perícia”.
Ao contrário do que “O Popular” (coluna “Giro”) publicou, Henrique Meirelles não está nada disposto a disputar o governo de Goiás, em 2018 ou em qualquer outra eleição. O jornal não sabe, mas Henrique Meirelles é filiado do PSD de São Paulo, quase foi candidato a senador este ano, e não pretende transferir o título de eleitor para Goiás. “Quem plantou a nota em ‘O Popular’ possivelmente não conversa com Henrique Meirelles há pelo menos quatro anos”, diz um amigo e aliado. “Ademais”, acrescenta o aliado, “quem conhece Meirelles sabe muito bem que se trata de um homem frio e que dificilmente deixa transparecer, na face, nos olhos, seus sentimentos. Trata-se de um executivo altamente sofisticado e treinado nas melhores ‘escolas’ financeiras dos Estados Unidos”. O Popular disse que os olhos de Meirelles brilham alguém diz que pode disputar o governo de Goiás.
O presidente do PSC de Goiás, Joaquim Liminha, é um dos políticos mais ligados ao empresário Vanderlan Cardoso e não concorda que vá se filiar ao PMDB para disputar a Prefeitura de Goiânia. “Vanderlan é presidente do PSB em Goiás. Trata-se de um partido bem estruturado e com peso nacional. Não dá para imaginar por qual razão iria se filiar ao PMDB. A suposta ‘informação’ não passa de ‘conversa fiada’.” Liminha diz que não tem falado com Vanderlan se vai ou não disputar a Prefeitura de Goiânia. “O que sei, pelo seu farto capital eleitoral, é que tem chance de ser eleito prefeito de Goiânia. É provável, até, que desponte como favorito.”
Iúri Rincon Godinho
Especial para o Jornal Opção
[A Forever 21 de um shopping de Brasília está sempre cheia. Foto de Adriana Godinho]
Como todo marido de boa índole e paciência elefântica, sou uma das milhares de pessoas que deixaram horas de suas vida na Forever 21, loja que é a primeira concorrência de peso que o shopping Flamboyant enfrentará desde sua abertura nos longínquos anos 80.
Em 30 anos nunca o Flamboyant conheceu uma loja âncora de grande apelo que não estivesse em seus cada vez mais vastos domínios. Mas a história acabará na inauguração da filial de 1.100 metros quadrados da Forever no Passeio das Águas, ainda sem data confirmada. Quem já foi a uma das 500 filiais da marca, principalmente nos Estados Unidos, sabe que ela é a delícia das mulheres e o purgatório dos homens. Reúne preços baixos, roupa bonita e um mix variado de produtos. Chegou em março ao Brasil, no shopping Morumbi, depois Rio de Janeiro, Ribeirão Preto e Brasília. Em todas, filas na porta, reunindo dois tipos de público: mulheres que conhecem a companhia nos Estados Unidos (onde nasceu, em Los Angeles) e as que ouviram a propaganda das amigas encantadas.
Um mês depois de aberta no Morumbi, quem conseguia entrar na parte da tarde já encontrava as araras vazias. Isso no meio de semana. Regatas básicas eram vendidas a R$ 8,90, calças jeans a R$ 35, vestidos a R$ 44,90 e saias a R$ 21,90. O mesmo aconteceu em Brasília. No último final de semana clientes reclamavam que os preços estavam caros na capital federal. Nada disso. Simplesmente as peças de preço mais baixo acabaram e a reposição de estoque, pela voracidade das brasileiras, podia enfrentar problemas de momento, como aconteceu na capital paulista.
Loja cheia não é novidade para quem conhece a Forever 21. No templo do consumo da 5ª Avenida, em Nova York, tem cinco andares e é lotada. Esperar faz parte, até porque muitas mulheres pedem aos maridos, namorados ou acompanhantes que se encaminhem à fila do caixa e avisem por celular ou mensagem a hora de pagar.
Muitas compradoras com as quais conversei, na semana passada em Brasília, e que já tinham passado antes pela loja, se diziam impressionadas de como no Brasil se conseguia praticar os mesmos baixos do exterior, principalmente por causa da carga tributária. O que me transportou a um almoço em Las Vegas, durante a mega feira de tecnologia Comdex, nos anos 90. Nele o presidente da Xerox na época contava a um pequeno grupo de jornalistas que a empresa enfrentava problemas no Brasil por causa dos tributos, que ele definia como “killer tax”. E rindo completava que a vantagem, que ele não entendia, era que aqui pagava imposto quem bem entendesse.
A Forever criou uma mística em torno dos preços baixos. O fundador da companhia, o imigrante sul-coreano Do Won Chang, gosta de dizer que não autoriza gastos astronômicos. Não permite que seus executivos viajem em primeira classe e nem se hospedem em hotéis de alto luxo. A propaganda não contrata celebridades mundiais e a publicidade se apoia muito no boca a boca. Chang veio ao Brasil para a inauguração em São Paulo, cortou a fita inaugural e fugiu da badalação e das entrevistas. Voou para o Chile, onde inaugurou mais uma filial. Deixou para trás duas mil pessoas na fila do Shopping Morumbi — três horas de espera. Em março, quando abriu essa primeira loja no Brasil, apenas 11 pessoas trabalhavam no escritório discreto da multinacional e o presidente no Brasil era um uruguaio desconhecido no varejo nacional.
Apesar de que muitos não concordam, Goiânia é cosmopolita. Viajar para o exterior ficou fácil, parcelado e não raro mais barato do que no Brasil. O público da Forever 21 na capital é grande e formador de opinião. A marca tem mais charme do que, por exemplo, Renner e C&A. O Passeio das Águas é grande, bonito, não cobra estacionamento e reuniu muito rápido uma boa área de alimentação. Enquanto a Forever 21 for novidade e tiver estoque e bons preços, será a loja feminina de referência no Estado. Mesmo antes da primeira tripa de papel sair da maquininha de cartão de crédito.
Iúri Rincon Godinho é publisher da Contato Comunicação, escritor e pesquisador da história de Goiás.
[Liminha: político que entende de futebol]
O Jornal Opção fez uma pesquisa rápida com alguns jornalistas — a partir da pergunta: “Quem é o político goiano que mais entende de futebol?” — e descobriu que, mais do que o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB), o político goiano que mais entende de bola na rede é o presidente do PSC em Goiás, Joaquim Liminha. Ex-presidente da Câmara Municipal de Anápolis e secretário de Governo da Prefeitura de Senador Canedo, Liminha é um craque. Sabe a escalação do time do Goiás de ontem e de hoje. Sabe tudo. Nem gagueja ou titubeia quando cita os nomes dos jogadores. Falar de Lincoln, para ele, é tão fácil quanto falar de Neymar.
[Erik, um garoto, é o jogador que mais tem brilhado no time do Goiás na Série A]
Liminha sugere que, ao contrário do que alguns pensam, o Goiás não está fazendo feio no Campeonato Brasileiro Série A deste ano. “O atacante Erik, que não é um centroavante tradicional (“não fica fixo na área”), do tipo trombador, deve ser considerado a revelação do campeonato. Jogando num time relativamente modesto, ele já fez 10 gols. Digamos que o Goiás fique na 10ª colocação. Não pode ser considerada uma má colocação, pois o time não é poderoso como Cruzeiro, São Paulo, Internacional, Corinthians e Atlético Mineiro e tem um dos elencos mais baratos do País. Com sete jogadores formados pelo próprio clube — Erick, Murilo, Saturtino, Felipe Macedo, Pedro Henrique, Tiago Mendes, Amaral —, o Goiás é um exemplo.”
O Goiás, além de um “celeiro de craques”, tem o hábito, na opinião de Liminha, de recuperar grandes jogadores e devolvê-los, com estima elevada, ao cenário nacional. “Posso citar, entre outros, Ricardo Goulart e Walter. Ricardo Goulart fez nome no Goiás, foi para o Cruzeiro e deve ser considerado o craque do campeonato. Veja-se o caso do atual goleiro do time, o Renan. Muita gente avaliou que estava em fim de carreira, mas substituiu Harlei e é considerado como um dos melhores goleiros do campeonato, indiscutivelmente.”
Os craques nacionais
Liminha diz que, além de Erik e Ricardo Goulart, poucos jogadores brilharam intensamente no Brasileirão deste ano. “Acrescento que o Cruzeiro vale muito pelo conjunto. O time é compacto, uniforme. O goleiro Fábio, do Cruzeiro, é muito bom. O Atlético Mineiro tem Luan. Os craques do Grêmio são Zé Roberto, que não é mais um garoto, e Barcos, que não é brasileiro. O craque do Inter é o argentino D’Alessandro. O São Paulo tem Ganso, um bom jogador, mas irregular. O Santos tem Robinho, mas acrescento que não é o mesmo Robinho de outros tempos. O Coritiba tem Alex, mas, se ele é bom, o time não é”.
Na Seleção Brasileira, a do momento, Liminha diz que vale a pena citar Neymar, Thiago Silva e David Luiz. “E só. Fernandinho não é ‘bobo’, não. Mas também não está à altura de Neymar.”
Gustavo Nunes Garcia, de 27 anos, filho do jornalista da Globo Alexandre Garcia foi achado morto no apartamento no qual vivia com a mãe, em Brasília, no domingo, 23. A família e a polícia não divulgaram a causa da morte.
A notícia foi divulgada pelo UOL, mas sites de notícias sobre imprensa e jornalistas, como o Portal Imprensa e o Portal dos Jornalistas, nada divulgaram. O Comunique-se publicou, inclusive apresentando a possibilidade de suicídio.
O portal de O Globo e o G1 não deram a informação.
O empresário e barbeiro Ruimar Ferreira conversou longamente com Iris Rezende (PMDB) na semana passada. “Está bem e aceitou a derrota. Ele me disse: ‘Alguém tinha quer perder e eu perdi’. Acrescenta que perdeu, mais uma vez, porque ‘faltou dinheiro’ nos momentos cruciais da campanha.” Iris Rezende disse a Ruimar Ferreira que vai ficar mais na fazenda, cuidando da plantação de soja. O líder do PMDB também cria gado de corte. Há comentários de que Iris Rezende estaria depressivo. “Não procede. Iris não está depressivo. Ele conta suas histórias, lembra datas e nomes das pessoas, ri e não se mostra um homem magoado e ressentido. Não está acusando ninguém pela derrota e me disse que não tem mágoa das pessoas e que eleição é mesmo embate.” Para Ruimar Ferreira, Iris “não sai nunca da política. Enquanto tiver saúde, e ele está muito bem, vai continuar na política — disputando eleições ou, então, trabalhando como conselheiro”. Ruimar Ferreira é dono do salão New Star, o point dos políticos do alto clero de Goiás.
Na segunda-feira, 24, serão deslocados 800 homens da Polícia Militar de Goiás — além do contingente de Anápolis — para retirar mais de 3 mil famílias de uma fazenda do senador cearense Eunício Oliveira (PMDB), na região de Corumbá. A Polícia Militar vai cumprir uma decisão judicial.
Se o prefeito Juraci Martins (PSD) não consegue terminar as obras, a iniciativa privada vai de vento em popa em Rio Verde. Depois da Havan, uma grande loja com matriz em Santa Catarina, o município ganhou o Buriti Shopping, inaugurado na quinta-feira, 20. A estrutura é gigante e tem lojas de grande porte, como C&A, Riachuelo, Lojas Americanas, Renner, cinemas, além do McDonald’s. A presença da Havan e do shopping sinalizam que o País realmente considera Rio Verde — e todo o Sudoeste goiano — como uma cidade de grande porte, com grande potencial. Independentemente da política.
O prefeito de Rio Verde, Juraci Martins (PSD), é considerado um político íntegro e bem intencionado. Porém, mesmo seus aliados reclamam que, além de não ter o controle absoluto da máquina — às vezes comporta-se como uma espécie de rainha da Inglaterra —, não conclui as obras que inicia com fanfarra e tambores. O parque ecológico do município, uma iniciativa de valor, está em obras há cinco anos. É um trabalho de Sísifo — nunca termina. Juraci Martins entregou algumas coisas, como espelhos d’água e área de esporte ao ar livre, mas não finaliza o parque. O lago, que mereceu tanta divulgação e elogios, nunca foi terminado. Juraci Martins conseguiu recursos federais para construir duas creches, mas não conseguiu conclui-las. O Ministério Público chegou a notificá-lo. O hospital materno-infantil, outra iniciativa de valor, é um compromisso do primeiro mandato, iniciado em 2009, mas Juraci Martins não conseguiu nem mesmo licitá-lo.
Integrantes das oposições de Rio Verde avaliam que, unidas, ganham tanto de Heuler Cruvinel (PSD) quanto de Lissauer Vieira (PSD). Elas avaliam que o médico Paulo do Vale (PMDB) é o nome mais consistente e polarizador. Mas ressalvam que, depois da campanha para deputado federal, na qual recebeu uma boa votação em Rio Verde mas não conseguiu ser eleito, se tornou “estrelinha”. Os oposicionistas sugerem que, se Paulo do Vale quiser mesmo ganhar do grupo formado pelo prefeito Juraci Martins, Heuler Cruvinel e Lissauer Vieira — que tem o controle da máquina pública, sempre poderosa —, precisa buscar o apoio do deputado estadual Karlos Cabral (PT). Este não foi reeleito, mas representa uma força política considerável e, sobretudo, tem o amparo do PT nacional. Há outros líderes, como Leonardo Veloso, que precisam ser conquistados. Líderes do PT, PMDB, Pros, PRTB, DEM, Solidariedade, PTN e PDT de Rio Verde estão conversando para organizar um blocão para tentar eleger o prefeito e recuperar a a histórica boa imagem do município. Unidos, insistem, têm chance de ganhar, principalmente devido ao desgaste de Juraci Martins. Separados, serão presa fácil de um candidato apoiado por estruturas financeiras poderosas.
Alcides Villaça e José Castello destacam as qualidades do novo romance do escritor brasileiro. Alcir Pécora e Marcelo Coelho exibem certas inconsistências da arquitetura literária do trabalho

