Euler de França Belém
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Forever 21, no Passeio das Águas, é a primeira grande concorrência ao shopping Flamboyant

Iúri Rincon Godinho

Especial para o Jornal Opção

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[A Forever 21 de um shopping de Brasília está sempre cheia. Foto de Adriana Godinho]

Como todo marido de boa índole e paciência elefântica, sou uma das milhares de pessoas que deixaram horas de suas vida na Forever 21, loja que é a primeira concorrência de peso que o shopping Flamboyant enfrentará desde sua abertura nos longínquos anos 80.

Em 30 anos nunca o Flamboyant conheceu uma loja âncora de grande apelo que não estivesse em seus cada vez mais vastos domínios. Mas a história acabará na inauguração da filial de 1.100 metros quadrados da Forever no Passeio das Águas, ainda sem data confirmada. Quem já foi a uma das 500 filiais da marca, principalmente nos Estados Unidos, sabe que ela é a delícia das mulheres e o purgatório dos homens. Reúne preços baixos, roupa bonita e um mix variado de produtos. Chegou em março ao Brasil, no shopping Morumbi, depois Rio de Janeiro, Ribeirão Preto e Brasília. Em todas, filas na porta, reunindo dois tipos de público: mulheres que conhecem a companhia nos Estados Unidos (onde nasceu, em Los Angeles) e as que ouviram a propaganda das amigas encantadas.

Um mês depois de aberta no Morumbi, quem conseguia entrar na parte da tarde já encontrava as araras vazias. Isso no meio de semana. Regatas básicas eram vendidas a R$ 8,90, calças jeans a R$ 35, vestidos a R$ 44,90 e saias a R$ 21,90. O mesmo aconteceu em Brasília. No último final de semana clientes reclamavam que os preços estavam caros na capital federal. Nada disso. Simplesmente as peças de preço mais baixo acabaram e a reposição de estoque, pela voracidade das brasileiras, podia enfrentar problemas de momento, como aconteceu na capital paulista.

Loja cheia não é novidade para quem conhece a Forever 21. No templo do consumo da 5ª Avenida, em Nova York, tem cinco andares e é lotada. Esperar faz parte, até porque muitas mulheres pedem aos maridos, namorados ou acompanhantes que se encaminhem à fila do caixa e avisem por celular ou mensagem a hora de pagar.

Muitas compradoras com as quais conversei, na semana passada em Brasília, e que já tinham passado antes pela loja, se diziam impressionadas de como no Brasil se conseguia praticar os mesmos baixos do exterior, principalmente por causa da carga tributária. O que me transportou a um almoço em Las Vegas, durante a mega feira de tecnologia Comdex, nos anos 90. Nele o presidente da Xerox na época contava a um pequeno grupo de jornalistas que a empresa enfrentava problemas no Brasil por causa dos tributos, que ele definia como “killer tax”. E rindo completava que a vantagem, que ele não entendia, era que aqui pagava imposto quem bem entendesse.

A Forever criou uma mística em torno dos preços baixos. O fundador da companhia, o imigrante sul-coreano Do Won Chang, gosta de dizer que não autoriza gastos astronômicos. Não permite que seus executivos viajem em primeira classe e nem se hospedem em hotéis de alto luxo. A propaganda não contrata celebridades mundiais e a publicidade se apoia muito no boca a boca. Chang veio ao Brasil para a inauguração em São Paulo, cortou a fita inaugural e fugiu da badalação e das entrevistas. Voou para o Chile, onde inaugurou mais uma filial. Deixou para trás duas mil pessoas na fila do Shopping Morumbi — três horas de espera. Em março, quando abriu essa primeira loja no Brasil, apenas 11 pessoas trabalhavam no escritório discreto da multinacional e o presidente no Brasil era um uruguaio desconhecido no varejo nacional.

Apesar de que muitos não concordam, Goiânia é cosmopolita. Viajar para o exterior ficou fácil, parcelado e não raro mais barato do que no Brasil. O público da Forever 21 na capital é grande e formador de opinião. A marca tem mais charme do que, por exemplo, Renner e C&A. O Passeio das Águas é grande, bonito, não cobra estacionamento e reuniu muito rápido uma boa área de alimentação. Enquanto a Forever 21 for novidade e tiver estoque e bons preços, será a loja feminina de referência no Estado. Mesmo antes da primeira tripa de papel sair da maquininha de cartão de crédito.

Iúri Rincon Godinho é publisher da Contato Comunicação, escritor e pesquisador da história de Goiás.

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lu

Concordo!! Adoooro a forever21 qualidade, charme e preços competitivos

ra

A forever 21 tambem abrira no flamboyant, e ja tem ate mes, em agosto! novamente o flamboyant ficara sem concorrencia.

Gabriela Goulart

No meu blog falei da abertura da loja no flamboyant

Amanda

alguem sabe quando a loja do passeio abrirá?