Por Euler de França Belém
O secretário Vilmar Rocha (PSD) é o tipo de pessoa que não se irrita com nada. Está sempre bem-humorado e é extremamente afável. Homem culto, com formação até erudita, prefere se comportar de maneira simples, sem firulas acadêmicas (mas quem leu seu livro sobre o populismo sabe que seus voos acadêmicos são altos). É um liberal que aposta que o investimento no social, num país como o Brasil, é mesmo absolutamente necessário. Nisto, segue, de certa forma, a tese do liberalismo social sugerido pelo filósofo José Guilherme Merquior. A presidente Dilma Rousseff o chama de “Gilberto Kassab de Goiás”. Vilmar Rocha não se importa com a comparação, pois a presidente quer dizer que se trata de um político diplomático como o político de São Paulo. De brincadeira, integrantes do PSD começam a chama-lo de “Kassab do Cerrado” ou de “Kassabinho do Planalto”. O fato é que, embora Kassab seja ministro e de uma Estado mais poderoso, a história de Vilmar Rocha é muito superior à do líder do PSD nacional.

O “Pop” demitiu, no fim de 2014, seu correspondente em Rio Verde, Fernando Machado (foto acima. De seu Facebook). A editora-chefe Cileide Alves informou que o cargo de correspondente na capital econômica do Sudoeste foi extinto.
Em dois anos e meio, Fernando Machado fez um trabalho qualificado, mostrando que a economia da região é maior do que parece aos que moram em Goiânia — há uma espécie de muro de Berlim, ainda que invisível, entre a capital e o interior — e publicando reportagens nas quais apontou problemas no uso do dinheiro público.
O Sudoeste, por sua importância econômica, além de política, merece uma cobertura mais atenta aos personagens e fatos locais. Extinguir o cargo de correspondente pode ser uma medida de contenção de despesas, mas, em termos estritamente jornalísticos, trata-se de um equívoco. O curioso é que a redação não defendeu a manutenção de um correspondente em Rio Verde — concordando inteiramente com a visão “administrativa” da nova equipe que dirige o Grupo Jayme Câmara.
Fernando Machado continua editando a “Revista King”, que está na décima edição. Em março, o jornalista lança um jornal em Rio Verde, com circulação quinzenal e, mais tarde semanal.
O secretariado do governador Marconi Perillo tem perfil técnico e político. Mesmo os políticos têm formação técnica adequada e a maioria dos técnicos têm visão política aguçada (casos de Raquel Teixeira e Leonardo Vilela, com passagem positiva pela Câmara dos Deputados). Os principais partidos que contribuíram para a vitória do tucano-chefe, do PSDB, foram contemplados no primeiro escalão. O PSD tem dois secretários, Vilmar Rocha e Thiago Peixoto. PP tem um supersecretário, o vice-governador José Eliton. O PTB, que tende a ficar forte no segundo escalão (que terá papel decisivo na condução direta do governo), indicou o deputado Valcenor Braz. O deputado federal Jovair Arantes, presidente do PTB, desabafou com aliados que não ficou satisfeito com a escolha do secretariado, embora publicamente admita que as nomeações são de responsabilidade exclusiva do governador. O PHS emplacou Eduardo Machado na Metrobus. Uma das missões de Machado é contribuir para alavancar o projeto nacional do líder tucano. O PSDB, além de ter o governador, mantém integrantes em pastas chaves. Com a ida de Thiago Peixoto para a Segplan, o primeiro suplente da coligação governista, o deputado federal Sandes Júnior, do PP, permanece em Brasília. Com dois deputados estaduais na equipe do tucano-chefe, os suplentes Júlio da Retífica, principal líder político do Norte goiano, e Daniel Messac, ligado à Igreja Assembleia de Deus, continuam na Assembleia Legislativa. Ambos são tucanos. Eurípedes Júnior, presidente nacional do Pros, permanece como suplente. A indicação de Frederico Jayme para a chefia de Gabinete indica que ela vai funcionar praticamente como uma secretaria política. Porque Frederico Jayme não é meramente técnico. Acima de tudo, é um articulador político hábil e, por isso, será uma das principais pontes do governo com os prefeitos de vários partidos. Setores do PMDB que não aceitam a liderança de Iris Rezende tendem a se aproximar do governo, por intermédio de Frederico. Há risco, até, de debandada para o lado do governo. Henrique Tibúrcio, na Secretaria de Governo, é uma das apostas pessoais do governador Marconi Perillo. O projeto é transformá-lo num novo quadro político do PSDB em Goiás. Tibúrcio deixa a presidência da OAB-Goiás. E uma eleição será convocada -- só entre os conselheiros da Ordem -- para eleger o novo presidente. Será um mandato-tampão, até o fim de 2015. O advogado e professor universitário Flávio Borges é apontado como um dos candidatos mais fortes. Dependendo das articulações, no lugar de "um", pode ser "o" candidato. A seguir confira a lista oficial da nova equipe do governo de Goiás. I – Secretarias de Estado
- José Eliton de Figuêredo Júnior Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação• José Carlos Siqueira Secretaria de Estado da Casa CivilVilmar da Silva Rocha Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos MetropolitanosAna Carla Abrão CostaSecretaria de Estado da Fazenda Thiago Mello Peixoto da Silveira Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento
- Glória Edwiges Miranda Coelho Chefe de Gabinete Particular do Governador
- Simão Cirineu Dias Chefe de Gabinete da Representação de Goiás no Distrito Federal•
- Carlos Eduardo Reche Chefe de Gabinete de Gestão de Imprensa do Governador•
- Adailton Florentino Nascimento Chefe do Gabinete Militar
- Carlos Maranhão Gomes de Sá Presidente do Grupo Executivo do Veículo Leve sobre Trilhos• Adauto Barbosa Júnior Controlador-Geral do Estado • Cleomar Rizzo Esselin Filho Defensor Público-Geral do Estado • Alexandre Eduardo Felipe Tocantins Procurador-Geral do Estado
O deputado federal Heuler Cruvinel, do PSD, é cotado para a Secretaria de Governo. Segundo um político de Rio Verde, o parlamentar foi sondado diretamente pelo governador Marconi Perillo, do PSDB.
O político afirma que, como Thiago Peixoto estaria resistindo a assumir a Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), o tucano-chefe teria feito o convite a Heuler Cruvinel.
O fato é que os dois dificilmente irão para o governo. No primeiro escalão só há espaço para mais um integrante do PSD, porque o deputado Vilmar Rocha já foi indicado para uma supersecretaria. Portanto, irá Cruvinel ou Peixoto.
"Se Marconi indicar três membros do PSD para o primeiro escalão, o deputado federal Jovair Arantes terá um ataque de nervos", diz um deputado.
O advogado Athenágoras Alexandre Souza (na foto, à direita, sem óculos), de 34 anos, faleceu na terça-feira, 30, na BR-153, nas proximidades do município de Mara Rosa. Ele capotou a caminhonete (estava sozinho), que, em seguida, caiu de uma ponte. Era um profissional atuante na região de Porangatu, no Norte de Goiás.
Filho de Maria Inácio, Athenágoras é irmão do médico Pitágoras Souza e de Zélia Souza. Ele era casado e deixa dois filhos.
Atendia pobres
O advogado Mário Pinheiro escreveu no Facebook: "Sou advogado em Porangatu e por diversas vezes atuamos juntos. Ele era um excelente profissional e atuava muito no Tribunal de Júri, inclusive atendendo pessoas necessitadas. Nossa região perdeu muito com a sua morte. Ficarei com boas lembranças".
(Colaborou Ivan Vieira Soares)
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Patrícia Moraes Machado e Herbert Moraes: jornalistas e empresários responsáveis pelo amplo e histórico sucesso editorial do Jornal Opção / Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Não é qualquer dia que um jornal (ou uma empresa) completa 39 anos, quase meio século. O Jornal Opção, que fez 39 anos na semana passada, é uma criação do jornalista e economista Herbert de Moraes, hoje dirigido por sua filha, a jornalista Patrícia Moraes Machado. Leitor da imprensa alternativa, aquela que combatia a ditadura com inteligência, coragem e talento, o jornalista decidiu criar, não um simulacro, mas um jornal ativo, regional mas sem perder a universalidade.
Criado nos tempos da ditadura, que na época tinha 11 anos, o jornalismo comandado por Herbert Moraes enfrentava sua fúria ao fazer reportagens e análises inteligentes e sutis. Talvez tenha sido o jornal goiano que percebeu a oportunidade da distensão/Abertura, do governo Geisel ao governo Figueiredo, com mais perspicácia. Publicou reportagens questionadoras e abriu amplo espaço àqueles que defendiam a Anistia dos presos e dos exilados políticos.
Hoje, como antes, o forte do Jornal Opção é sua capacidade analítica. Durante a campanha eleitoral, enquanto as oposições combatiam um governador Marconi Perillo “mutante”, sem compreendê-lo, o jornal apresentou algumas ideias que nortearam o debate. Primeiro, o jornal disse que Marconi estava recuperando sua popularidade por intermédio da gestão. De fato, o gestor recuperou o político e, em seguida, o político potencializou o gestor. Segundo, o jornal frisou que Iris Rezende era o opositor “adequado” para o tucano-chefe. Porque, além de não ganhar dele, impedia a ascensão dos novos, dada sua estrutura partidária e nome cristalizado. Marconi Perillo derrotou Iris Rezende, mas foi este quem derrotou Vanderlan Cardoso e Antônio Gomide.
As 39 anos, com corpinho de 20, quer dizer, sempre novo, o Jornal Opção mantém o semanário impresso e o Jornal Opção Online. Na semana passada, o jornal obteve 526.605 visualizações únicas — mais de meio milhão.
O Jornal Opção se tornou um veículo de dimensão nacional. Na semana passada, obteve alta visualização nas principais cidades do país: São Paulo (só a capital) — 65 mil; Rio de Janeiro — 51.072; Brasília — 24.783; Belo Horizonte — 22.579; Porto Alegre — 12.920. Em Goiânia, sua base, foram 113.690 visualizações.
Quando o papa Francisco diz que há um “terrorismo do falatório” na Igreja Católica, nas suas várias seções, deve-se admitir que Marcelo Rossi, um padre pop, que canta e escreve livros, é uma de suas vítimas. Um bispo encaminhou “documentação” para o Vaticano informando que o religioso brasileiro “desvirtuava” a liturgia católica ao se apresentar como um pop star.
Como a sanha persecutória existe em qualquer lugar, o Vaticano iniciou uma investigação das ações de Marcelo Rossi. Durante o processo, em que várias pessoas foram ouvidas, novos documentos foram apresentados, e imagens do padre em programas de televisão foram enviadas para a Itália.
Depois de gastar dinheiro, e de deixar o padre doente — sofreu depressão, ficou magérrimo e chegou a pensar em suicídio —, o Vaticano descobriu o óbvio: Marcelo Rossi não oferecia risco algum à liturgia católica.
Marcelo Rossi é o típico religioso que — apesar de aparecer muito, por ser um comunicador nato — nada tem a ver com ideologias de esquerda e de direita. É um tradicionalista que usa meios modernos para se comunicar com os fieis.
O surpreendente papa Francisco apresenta-se, ao dizer que a Cúria sofre de “Alzheimer espiritual”, como uma espécie de psicanalista ou psiquiatra dos homens da Igreja Católica.
Há doenças incrustadas nas estruturas da Igreja Católica, sempre perniciosas, frisou o papa. Francisco fala em 15 doenças, apontando o “terrorismo do falatório”, “esquizofrenia existencial”, “exibicionismo mundano”, “narcisismo falso” e “rivalidades pela glória”.
Setores conservadores da Igreja Católica começam a atacar o papa, às vezes não de maneira frontal. Os mais cautelosos sugerem que as ideias de Francisco têm sido distorcidas, para torná-lo, junto com a Igreja, mais progressista do que, de fato, é. Um religioso chegou a dizer que a Igreja está uma “bagunça”.
Porém, o que parece caos, caos não é. O papa Francisco está implantando uma mentalidade mais arejada na Igreja Católica, atualizando-a, mas sem mudá-la nos seus valores básicos, que são religiosos e humanistas.
O jornal “Diário da Região”, de São José do Rio Preto (SP), e a TV Tem, afiliada da Rede Globo, tiveram acesso ao processo e transcrições de escutas telefônicas de denúncias sobre corrupção na Delegacia Regional do Trabalho em Rio Preto. As denúncias eram verdadeiras — funcionários anularam multas trabalhistas e fiscalizações após receber propinas — e foram publicadas. Porém, por discordar do vazamento das informações, a Procuradoria da República pediu a quebra de sigilo telefônico do jornal. A Procuradoria da República quer saber qual ou quais são as fontes que vazaram as informações. A Justiça avaliou como correto o pedido do procurador Svamer Cordeiro e mandou quebrar o sigilo telefônico. O jornal entrou com mandado de segurança no Tribunal Regional Federal (TRF). Por lei, a imprensa tem o direito de preservar suas fontes, por isso os jornalistas decidiram não revelar o nome do autor ou autores do vazamento. “O jornal não concorda de maneira alguma [com a ação da Procuradoria da República]. Nós [imprensa] temos um direito de sigilo a fonte, garantido pela Constituição”, disse o editor-chefe do “Diário da Região”, Fabrício Carareto. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo frisa que é “inconstitucional” a decisão da Justiça “e uma afronta ao exercício pleno de liberdade de expressão e jornalística”. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo diz que é “uma afronta não só à prerrogativa constitucional do sigilo da fonte, mas à própria liberdade de expressão e de imprensa”. Em nota, a Abraji acrescenta que a preservação da fonte é um “instrumento constitucional para assegurar um direito humano fundamental no Estado Democrático de Direito, que é o da liberdade de imprensa”. O diretor-executivo da Associação Nacional de Jornais, Ricardo Pedreira, considera “absurda” a quebra do sigilo telefônico. “A própria Constituição garante que o jornalista tem o direito de informar dados de processos sigilosos, inclusive há decisões do Supremo Tribunal Federal a respeito disso”, afirmou o dirigente da ANJ ao Portal Imprensa. Se a Procuradoria da República ganhar a batalha, poucas fontes vão repassar informações confidenciais para a imprensa.
A presidente Dilma Rousseff passa a impressão de que está deprimida. É uma depressão diferente, de matiz político. A presidente, mais lulista do que petista, está cercada por uma máfia de desonestidade, mas permanece honesta. Está sob cerco, não da oposição, e sim de um esquema corrupto, que não criou e não aprova. Mas do qual não pode se libertar. É prisioneira de seu governo.
Quando chorou durante a divulgação do relatório da Comissão Nacional da Verdade, que apontou crimes cometidos pela ditadura, é bem possível que a presidente, apesar da tristeza por se lembrar dos muitos amigos torturados e mortos, tenha chorado também devido à sua atuação atual. Dilma Rousseff sabe que terá de governar com os homens e mulheres possíveis, por causa das alianças políticas, e não, como queria Marina Silva, com os melhores.
Noutras palavras, Dilma Rousseff sabe que novos escândalos virão e, sobretudo, sabe que não terá muito a fazer.
Luiz Costa Lima é, talvez, o mais importante crítico literário (além de teórico) brasileiro. E, dos críticos de primeira linha, é dos poucos (ao lado de Alcir Pécora) que examinam autores não consagrados pela crítica, seja acadêmica ou de jornal. Ele é um descobridor de talentos, um especialista que firma reputações. No suplemento de cultura do “Valor Econômico”, o “EU&”, de 19 de dezembro, escreveu uma crítica notável do livro de contos “Entre Moscas”, de Everardo Norões. Embora premiado pela 12ª edição do Prêmio Portugal Telecom, Everardo Norões é pouco conhecido e raramente é comentado nos jornais. O texto de duas páginas de Luiz Costa Lima certamente é a crítica mais consistente e empática que recebeu em toda a sua vida de escritor.
Ao dizer que iria consultar o Ministério Público Federal antes de escolher seus ministros, a presidente Dilma Rousseff teve um surto? Não se sabe. O jornalista A. C. Scartezini conta uma história curiosa: em 1961, ao assumir a Presidência da República, Jânio Quadros “insistiu em levar o escritor e jornalista Otto Lara Resende para o governo”. Ante as dúvidas de Otto Lara Resende, sempre irônico e travesso, o presidente Jânio Quadros explicou a escolha: “Tenho um fraco por mulheres bonitas e homens inteligentes”. Em seguida, acrescentou: “Imagine este país nas mãos de nós dois”.
A lista inclui os nomes da Agetop, do Detran, do Goiásindustrial e da Saneago
Pode não ser nenhum dos dois. Mas Maria Helena Guimarães de Castro e Mozart Neves Ramos (foto acima) são nomes que poderiam adequar-se aos projetos de modernização do governador de Goiás, Marconi Perillo, na área de educação, dando continuidade ao que foi feito pelo ex-secretário.
Maria Helena e Mozart Ramos são competentes, entendem de educação como poucos e têm coragem para enfrentar problemas que muitos consideram que, por serem seculares, não podem ser resolvidos. Maria Helena foi o braço direito do economista Paulo Renato no Ministério da Educação. Sua prioridade é o ensino básico.
Mozart Ramos, ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco e dirigente da ONG Todos pela Educação, é tido como um educador moderno, de ideias arejadas, que escapam ao discurso típico do corporativismo. Ele atua hoje em São Paulo.
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Carlos Willian pretende se dedicar à "Revista Bula"[/caption]
O jornalista e poeta Carlos Willian Leite vai deixar o cargo de editor de Cultura do Jornal Opção. Nas suas mãos competentes, criativas e ponderadas, o Opção Cultural se tornou uma referência nacional. Na internet, é um dos campeões de acesso.
Carlos Willian pretende se dedicar à "Revista Bula", outro sucesso editorial em todo o País. Seu objetivo é torná-la ainda mais consistente e abrangente. A revista já está no portal R-7, do grupo que dirige a TV Record.

