O Irmão Alemão, ótimo romance, é uma prova de que a vida real pode se tornar grande literatura
O Irmão Alemão, ótimo romance, é uma prova de que a vida real pode se tornar grande literatura

Discordando, rapidamente, de críticos categorizados, como Alcir Pécora: o romance “O Irmão Alemão” (Companhia das Letras, 239 páginas), de Chico Buarque, além de muito bem escrito, conta uma história interessantíssima.

Fico cá com a impressão de que não se trata mesmo de livro para agradar crítico, porque é menos dado a invencionices literárias. É livro para agradar o leitor que se interessa por uma grande história que, baseada numa vida real, a do irmão alemão do brasileiro, Sérgio Günther, é contada como se fosse imaginária. As grandes histórias reais, narradas pela mente de um prosador como Chico Buarque, se tornam ficções de primeira linha.

Chico Buarque escreveu um belo livro, grande para o leitor, mas um romance que será apontado como pequeno pelos críticos. Não deixa de ser curioso que os críticos, os de jornais, se copiam. O que um diz o outro repete, como se fossem maritacas.