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Michelle Bolsonaro tem nome testado pela oposição em pesquisas internas para presidência

Pesquisas internas não tem resultados divulgados ao público, mas servem para direcionar campanha

Aprovação da gestão de Ronaldo Caiado vai a 81%

Nesta terça-feira, 12, a Revista Veja divulgou mais uma rodada da Paraná Pesquisa na qual mostra que aprovação do governador Ronaldo Caiado cresceu para 81,4%; também no cenário presidencial o governador de Goiás aparece bem avaliado

Governador com Tarcísio e Fernando Haddad (Fazenda) | Foto: Júnior Guimarães
A dura (mas possível) tarefa de Caiado na corrida ao Planalto

Primeiro desafio é superar postulantes do campo da direita que estão no governo de Estados hegemônicos, como São Paulo e Minas Gerais

Caiado candidato à Presidência seria ótima pedida para “endireitar a direita”

Se Lula e o governador de Goiás forem os protagonistas do próximo pleito nacional, haverá o fecho perfeito para a volta da política a seu eixo natural

Bancada goiana deve se dividir entre Lira e Marinho | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção
Presidência do Senado: apenas um representante da bancada goiana declara voto

Goiás é representado na Casa por: Jorge Kajuru, Vanderlan Cardoso e Wilder Morais

Em conflito, André Fortaleza corre risco de perder a presidência

Vereador foi reeleito antecipadamente em outubro de 2021 para comandar o biênio 2023/2024

Virmondes declara apoio a Bruno para presidência da Alego: “preparado e maduro”

Parlamentar desistiu da candidatura a quase um mês das eleições

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Novo Podemos em Goiás fica sob comando de Eurípedes do Carmo

Partido incorporou o PSC, que no Estado era presidido pelo ex-prefeito de Bela Vista de Goiás

PF se irrita com GSI após início de preparativos para posse de Lula

Lula assume a presidência no dia 1º de janeiro de 2023

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 “Apático”: Bolsonaro pode não concluir mandato, temem aliados

O presidente reduziu bastante os compromissos públicos e deixou de transmitir as lives semanais

Donizeti Nogueira diz que não consegue entender “pirraça” do agronegócio com Lula

Suplente de senador defende que petista foi o melhor presidente da história do Brasil para o agronegócio

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Postulantes à presidência da Assembleia correm por apoio de Lissauer e bênção de Caiado

Líder em votação, Bruno Peixoto disse que ocupará qualquer cargo determinado pelo governador; já Virmondes e Tejota articulam entre colegas pela comanda da Casa

Bolsonaro lidera intenção de voto para 2022, segundo pesquisa

Lula aparece em segundo com 17%. Pesquisa foi feita pela Confederação Nacional do Transporte

As referências do presidente

Ao tecer loas ao ex-ditador Alfredo Stroessner, Jair Bolsonaro demonstrou, na melhor das hipóteses, que desconhece a história

Jair Bolsonaro tem um gosto, no mínimo, peculiar em relação àqueles que admira. Já era conhecida sua idolatria por uma figura de proa do regime militar pós-64, o coronel Alberto Brilhante Ustra. Chefe do Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operação de Defesa Interna, o famigerado DOI-CODI, o falecido Ustra chegou a ser condenado por tortura – justiça seja feita, também teve sentença pelo mesmo motivo derrubada.

Segundo o ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles, ocorreram 50 mortes no DOI-CODI no período em que Ustra o chefiava. A denúncia foi feita por Fonteles na Comissão da Verdade. Tudo documentado. É de Ustra o livro de cabeceira de Bolsonaro, “A verdade sufocada”.

Não é novidade nenhuma que Bolsonaro tem uma visão amena do que foi a ditadura no Brasil. Já chegou a afirmar, inclusive, que os militares mataram pouco. Para o presidente, a “luta contra o comunismo” justificava os efeitos colaterais em vidas ceifadas ou mutiladas.

O presidente sempre fez questão de demonstrar apreço a líderes que comandam com mão de ferro. Em 1999, chegou a elogiar Hugo Chávez, então presidente da Venezuela. Para Bolsonaro, na época, o venezuelano representava uma “esperança para a América Latina”. O mito esperava, inclusive, que a “filosofia” chavista chegasse ao Brasil. “Acho que ele [Chávez] vai fazer o que os militares fizeram no Brasil em 1964, com muito mais força. Só espero que a oposição não descambe para a guerrilha, como fez aqui”, afirmou, em entrevista ao Estado de S. Paulo.

Agora conhecemos outro modelo de gestor que desperta admiração em Bolsonaro: Alfredo Stroessner. Ex-presidente do Paraguai, Stroessner chegou ao poder por meio de um golpe que derrubou o então presidente Frederico Chaves, em 1954. Ficou no poder por 38 anos.

Nesse período, Stroessner comandou uma ditatura sangrenta. A Comissão da Verdade do Paraguai estima que seu regime foi responsável pela tortura de 18 mil pessoas e o desaparecimento de outras 400. Seu governo abriu as portas para nazistas fugitivos, como Josef Mengele, médico de Auschwitz afeito a experiências eugenistas. Em um documentário, Calle de silencio, Stroessner é pintado como pedófilo.

Esse é o personagem chamado por Bolsonaro de “estadista” e “homem de visão”, durante evento de nomeação de diretores da Usina Itaipu, construída na fronteira entre Brasil e Paraguai justamente no governo de Stroessner.

As declarações repercutiram muito mal na imprensa paraguaia. Não poderia ser diferente.

Fica a dúvida: o presidente ignora a história ou a conhece bem? A segunda hipótese é a pior.