Resultados do marcador: Política
Elâine Jardim - editora do Jornal Opção Tocantins
Com cerca de 18 mil servidores efetivos, a Polícia Federal (PF) terá a grande missão de fiscalizar 4,8 milhões de armas de fogo em 2025, conforme dados divulgados pelo Anuário da Segurança Pública na última semana. Ou seja, são 266,6 armas para cada servidor. O número parece razoável, mas é preciso considerar que nem todos esses agentes públicos possuem atribuição para essa análise e que, além disso, também terão que avaliar pedidos de posse e porte solicitados ao longo do mesmo ano.
O anuário mostra que o aumento de armas registradas no Sistema Nacional de Armas (Sinarm) teve um crescimento de 144,3%, passando de 637.972 para 1.558.416 registros ativos, entre 2017 e 2022. Defesa pessoal? Não. Na maioria das vezes, é para aumentar o risco de violência doméstica, acidentes e, claro, servir ao crime organizado país afora. Talvez esteja distante na memória recente do país que era plano do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro a abertura da venda de ainda mais armas e munição por pessoa no país.
Mesmo após a saída de Bolsonaro e a vitória de Lula nas eleições, os dados Sinarm mostram um crescimento significativo no mercado de armas em 2023, com um aumento de 34%. Atualmente, o número de armas com registros ativos na PF ultrapassa 2 milhões. Segundo o anuário, quando somados os registros vencidos (1,7 milhão) e as armas de caçadores, atiradores e colecionadores (CAC) recadastradas junto à PF (963 mil), o total chega a 4,8 milhões de armas de fogo. A partir de 2025, a PF será responsável pelo gerenciamento dessas informações e pela fiscalização desse alarmante volume conforme definido pelo governo Lula.
A PF era encarregada do registro e fiscalização de armas para defesa pessoal, bem como das armas de propriedade das polícias civis e empresas de segurança privada. O Exército, por sua vez, cuidava do registro e fiscalização dos CACs, além das armas de militares, policiais militares e bombeiros militares. Por conta da ineficiência comprovada do Exército, a análise de todas essas armas ficou a cargo da PF.
Não é preciso ser um especialista em Segurança Pública para enxergar que tal medida é inviável, pois a PF, além dessa análise, tem inúmeros crimes a resolver e uma série de outras atribuições. “A esquerda vai gostar”, talvez pensasse o presidente Lula quando assinou os dois decretos que tornavam mais duras as regras para portar armas no Brasil, mas sem pensar no trabalho grandioso que a PF iria ter.
Lula herdou uma bomba de Bolsonaro, mas, apesar disso, teve uma decisão acertada. No entanto, faltou sensibilidade para destinar orçamento, viabilizar e equipar a PF na fiscalização de algo que - 96% das vezes - serve para massagear o ego frágil do homem médio brasileiro.
Leia também:
Comércio de armas em Goiás sente efeito do novo decreto: “Estamos amargando, travou tudo”
De acordo com o levantamento, para 56% dos entrevistados seria melhor se o líder da igreja não apoiasse candidatos durante o período eleitoral
Eleitores se afastam da político, enquanto nomes consolidades podem criar dinastias dentro do poder
Fala foi dada durante Encontro Ministerial do Desenvolvimento do G20
Leandro Vilela(MDB), ao lado do ex-prefeito Gustavo Mendanha (MDB), tem intensificado as reuniões com lideranças e pré-candidatos a vereador dos partidos aliados.
ONG Con-Tato comprou 11.500 camisas de uma mesma empresa por R$ 688 mil em 2023. Porém, tinha apenas 1.440 beneficiados
Anúncio foi feito após reunião com presidente Lula e ministras do Planejamento e Gestão
Randolfe deixou o partido há quase 20 anos e foi uma das principais vozes na CPI que investigou as ações do governo Bolsonaro na pandemia
Segundo uma fonte ouvida pela coluna Bastidores membros do partido estão tentando "ganhar tempo" e evitar perder cargos na administração municipal.
Os Vilelas começaram a carreira como política como vereador em Jataí. Agora, seguindo os passos de Maguito, Leandro se candidata para prefeitura de Aparecida
No evento, diversas lideranças políticas partidárias manifestaram seu apoio a Sandro Mabel, destacando sua capacidade de gestão e compromisso com a cidade
Segundo Caiado, Goiás deve deixar o RRF em 2027 após processo de saneamento das contas públicas
Ao Jornal Opção, o parlamentar chamou o presidente do BC, Roberto Campos Neto, de "ser desprezível" e disse que o senador que votar à favor da PEC "não gosta do Brasil"
Na entrevista, Leandro falou que Alcides foi contra colocar em regime de urgência o projeto que transformava pedofilia em crime hediondo
Pré-candidato a reeleição, Nunes comparou os atentados com a invasão do Ministério da Fazenda em 2015

