Caminhoneiros bloqueiam rodovias e Goiás pode ter falta de alimentos

Sem caminhões, Ceasa de Goiás teme desabastecimento | Foto: Jornal Cidades/Fotos Públicas

Sem caminhões, Ceasa de Goiás teme desabastecimento | Foto: Jornal Cidades/Fotos Públicas

O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) sofre com mais uma crise. Desta vez, caminhoneiros autônomos bloquearam várias rodovias do país, desde a semana passada, em protesto pelo aumento do preço dos combustíveis e pelo reajuste no valor do frete.

Na última quarta-feira, 25, no Estado de Goiás, foi interrompido o tráfego em trechos da BR-153 nos municípios de Apa­recida de Goiânia, Itumbiara e Porangatu, afetados pelos bloqueios dos caminhoneiros.

Mesmo após reunião no Ministério dos Transportes na última quarta-feira, 25, a totalidade da categoria não chegou a um acordo. O oferecido — que prevê a prorrogação por 12 meses do pagamento de caminhões e a criação de uma tabela referencial de frete, bem como a manutenção dos valores do diesel pelos próximos seis meses — não agradou.

Em entrevista ao Jornal Opção Online, o gerente de mercado da Central de Abas­tecimento do Estado de Goiás (Ceasa-GO), Josué Lopes, afirmou que já podem ser percebidos os efeitos da greve dos caminhoneiros nos preços dos produtos. Na terça-feira, 24, o preço do quilo do tomate, por exemplo, variava entre R$ 40 e R$ 50; na quinta, 25, já estava entre R$ 70 e R$ 90.

Metade do que é comercializado na Ceasa vem de fora, portanto não há como a Central não ser comprometida pela falta de abastecimento. Josué tenta amenizar a situação: “apesar [do preço] ter sido afetado, ainda está melhor do que poderia estar”.

Porém, caso a greve continue, ficará ainda mais perceptível o impacto nos bolsos e nas mesas dos goianos. “Ainda temos produtos em estoque, mas, se continuar o bloqueio e a falta de distribuição, é preço alto na certa” alertou o diretor e completou: “Se [o produto] ficar preso é prejuízo total, do produtor ao consumidor”.

 

Proposta da data-base: índice de 6,8% e sem retroatividade

O prefeito Paulo Garcia (PT) viajou para a Espanha, mas o imbróglio da data-base dos servidores municipais continua.

Na última quinta-feira, 26, o vereador Tayrone di Martino, em uma manobra para pressionar a base aliada, ameaçou pedir inclusão do veto do prefeito à pauta do dia na Câmara Municipal.
Até agora a oposição tem 15 votos para a derrubada da decisão de Paulo Garcia, mas precisa de 18.

À mercê de uma greve geral, o prefeito em exercício, Agenor Mariano (PMDB), enviou um projeto em caráter de urgência para evitar ainda mais desgaste do Paço.

No entanto, esta não agradou: universalizar, mas sem retroatividade à 2014, pagaria reajuste de 6,8% e ainda parcelaria a deste ano até 2016.

 

Situação dos municípios preocupa AGM

O prefeito de Bom Jardim de Goiás, Cleudes Bernardes da Costa Baré (PSDB), foi reeleito na última quinta-feira, 26, presidente da Associação Goiana dos Mu­nicípios (AGM).

Em encontro, realizado na Assembleia Legislativa de Goiás, Baré alertou para os problemas financeiros sofridos pelos municípios goianos. “Estamos com a corda no pescoço.”

De acordo com ele, as cidades precisam buscar alternativas para garantir o equilíbrio financeiro, “compatibilizando receita com despesas”, sob pena de caos que “poderia inviabilizar até mesmo o pagamento de servidores”. Ele garante que as cidades estão perdendo receitas não apenas do ICMS, mas também do Fundo de Parti­cipação dos Municípios (FPM)

 

Passagem para cônjuges cria mal-estar na Câmara

Apelidada de “Transpatroa”, a decisão do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de estender a cota de passagens aéreas para cônjuges dos deputados, tem causado polêmica.

Após ser aprovada pela Mesa Diretora, a proposta foi questionada pela mídia, que estimou o prejuízo aos cofres públicos: R$ 16 milhões.

Cunha, que defendeu o benefício, afirmou que não é obrigatório usá-lo: “É só não usar. Quanto menos usar, menos despesas. Mas tem pessoas que precisam”.

Alguns partidos garantiram que seus deputados não vão comprar passagens para cônjuges. Entre eles, o PSDB, o Psol e o PPS.

Os goianos — que pouco precisam da regalia — já se mostraram contrários. Além dos tucanos, Flávia Mo­rais (PDT), Rubens Otoni (PT) e Ro­berto Balestra (PP) garantiram ao Jornal Opção Online que não vão usar.

 

Serial killer é psicopata, mas imputável

Foi divulgado, na última sexta-feira, 27, o laudo da Junta Médica do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) sobre a sanidade mental do suposto serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha.

O resultado aponta que o ex-vigilante sofre de Transtorno de Personalidade Antissocial (psicopatia. Mesmo assim, ele é imputável, ou seja, plenamente capaz de responder pelos seus atos.

De acordo com um dos psiquiatras que assina o laudo, Léo de Souza Machado, mesmo apresentando tal condição na época dos crimes, ele podia compreender o caráter ilícito dos fatos.

“Como ele escolheu as vítimas, teve a intenção de matar e a deliberação de seus atos, ficou comprovado que ele possui plenas condições. Os crimes foram cometidos por vontade própria”, ressaltou o psiquiatra.

 

Em eleição acirrada, Antônio Carlos é eleito vice da OAB-GO

Foram realizadas, na noite da última quinta-feira, 26, as eleições que definiram o novo vice-presidente e o secretário-adjunto da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de Goiás (OAB-GO).

O pleito indireto foi realizado após a renúncia de Sebastião Macalé. Com 32 votos, o nome escolhido para assumir o posto deixado pelo advogado foi o de Antônio Carlos Monteiro da Sil­va. Alexandre Prudente Mar­ques ficou em segundo lugar, com 25.

O novo vice-presidente afirmou ao Jornal Opção Online, que sua candidatura foi lançada não por pretensão própria, mas sim depois de colegas entenderem que, durante o mandato-tampão, o interior poderia receber uma “homenagem” da OAB, já que os advogados das cidades do interior contribuem tanto para a Ordem.

Antônio destacou, ainda, que quer contribuir com a gestão do presidente Enil Henri­que de Sousa Filho.

 

 

Marconi-entre-aspas-Foto- Lailson-DamasioA minha paciência já chegou ao limite

Governador Marconi Perillo (PSDB), em reunião com diretores, sobre as constantes falhas no Detran

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