Goiás já registrou mais de 150 terremotos desde 1826; veja qual cidade teve o maior abalo sísmico
04 julho 2026 às 21h00

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A tragédia provocada pelo forte terremoto que atingiu a Venezuela, deixando mais de 2 mil mortos, dezenas de milhares de desaparecidos e um rastro de destruição, voltou a chamar a atenção para a atividade sísmica na América do Sul e despertou questionamentos sobre a ocorrência de tremores de terra em outras regiões do continente, inclusive no Brasil.
Diante desse cenário, o Jornal Opção realizou um levantamento sobre os terremotos registrados em Goiás que, embora esteja localizado no interior da Placa Sul-Americana, longe das regiões onde ocorre o encontro entre placas tectônicas, o Estado registra tremores de terra de forma recorrente.
Levantamento baseado em dados do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) e da Rede Sismográfica Brasileira mostra que há registros de mais de 150 eventos sísmicos em território goiano desde 1826, distribuídos por dezenas de municípios.
O episódio mais marcante ocorreu em 8 de outubro de 2010, quando Mara Rosa, no Norte goiano, registrou um terremoto de magnitude 5,0, o maior já medido no Estado. O abalo foi sentido em diversas cidades de Goiás e em unidades federativas vizinhas, inclusive em Brasília (DF), provocando susto na população. No mesmo dia, outro tremor de magnitude 4,2 foi registrado no município, precedido por um abalo de 3,6, em 4 de outubro daquele ano, caracterizando uma sequência sísmica na região.
Desde então, a atividade sísmica continua sendo monitorada. A maior parte dos tremores apresenta magnitude entre 2,0 e 3,5, intensidade considerada baixa, embora alguns eventos tenham ultrapassado a marca de 4,0, como os registrados em Guarani de Goiás (4,2), em 2010; Santa Tereza de Goiás (4,2), em 2016; Britânia (4,0), em 2012; e Trombas/Formosa (4,1), em 2011.
Os registros demonstram que as ocorrências se concentram principalmente nas regiões Norte e Noroeste do Estado, em municípios como Mara Rosa, Minaçu, Montividiu do Norte, Porangatu, Estrela do Norte, Santa Tereza de Goiás, Nova Crixás, Campinaçu, Mozarlândia e Novo Planalto (Veja a lista completa dos registros no fim da matéria). Segundo especialistas, tratam-se de áreas onde existem antigas falhas geológicas que podem ser reativadas pelos esforços naturais da crosta terrestre.

Goiás registrou 21 terremotos em 2024, maior número dos últimos anos
O ano de 2024 marcou um aumento expressivo na atividade sísmica em Goiás. Até o fim de junho daquele ano, o Estado já havia registrado 21 tremores de terra, valor muito superior do que foi registrado em 2023 (cinco ocorrências) e em 2022 (seis ocorrências). O número também representa um dos maiores volumes de registros da última década, que acumula 110 eventos sísmicos em Goiás.
Dos 21 terremotos contabilizados em 2024, 10 ocorreram apenas no mês de março, tornando-o o período de maior atividade sísmica do ano.
Entre os tremores de maior magnitude registrados em 2024 estão:
- Trombas – 3,1 na Escala Richter (o maior do ano);
- Posse – 2,8;
- São Miguel do Araguaia – 2,6;
- Trindade – 2,4;
- Campo Alegre de Goiás – 2,0;
- Catalão – 1,8.
Norte de Goiás concentra a maioria dos registros
Os terremotos continuam concentrados principalmente na região Norte de Goiás, embora também ocorram em municípios de outras regiões do Estado, como Catalão, Rio Verde e Itumbiara.
Segundo especialistas do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), a maior incidência na região Norte está relacionada à presença da Bacia do Parnaíba, enquanto o Sul do Estado sofre influência da Bacia do Paraná, áreas mais suscetíveis a acomodações naturais das rochas. Mesmo assim, os tremores registrados em Goiás costumam ser de baixa magnitude e, na maioria das vezes, passam despercebidos pela população.

Tremores em Goiás não preocupam, diz especialista
Os frequentes registros de tremores de terra em Goiás são consequência de características geológicas da região e, apesar de chamarem a atenção da população, não representam riscos de terremotos de grandes magnitudes. A avaliação é do professor Marcelo Peres Rocha, do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), que explica que o Estado está localizado em uma área de fragilidade da litosfera, conhecida como Faixa Sísmica Goiás-Tocantins.
Segundo o especialista, Goiás está distante dos limites das placas tectônicas, onde normalmente ocorrem os terremotos mais intensos registrados no mundo. Os eventos registrados no Estado são classificados como intraplaca e estão relacionados a antigas estruturas geológicas existentes no interior do continente.
“Goiás e Tocantins formam uma região de fraqueza litosférica, onde existe um acúmulo de esforços tectônicos que favorece a ocorrência desses terremotos. É um comportamento diferente daquele observado nos limites das placas tectônicas”, explica Marcelo Peres Rocha.
Registros não aumentaram
Apesar da impressão de que os tremores estejam mais frequentes nos últimos anos, o pesquisador afirma que isso não corresponde à realidade.
“O que aumentou foi nossa capacidade de detectar os eventos. Hoje temos mais equipamentos em campo e sistemas de transmissão em tempo real. Além disso, com as redes sociais e os meios de comunicação mais rápidos, a população compartilha imediatamente quando sente um tremor, criando a percepção de que eles estão aumentando”, afirma.
Tremores costumam ser de baixa magnitude
De acordo com Marcelo Peres Rocha, a maioria dos terremotos registrados em Goiás apresenta magnitude entre 2 e 3 na escala utilizada pelos sismólogos. O especialista ressalta que até mesmo eventos de magnitude 5 são considerados raros no Brasil.
“Quanto maior a magnitude, maior a energia liberada. No Brasil, os eventos normalmente ficam entre magnitude 2 e 3. Tremores de magnitude 5 são muito raros e, mesmo quando acontecem, normalmente não provocam destruição significativa”, destaca.
Ele explica que a percepção da população depende da proximidade em relação ao epicentro. “Mesmo um tremor pequeno pode ser sentido por quem está muito próximo. Já um tremor maior pode passar praticamente despercebido por quem está distante.”

Mara Rosa registrou um dos maiores terremotos
O maior terremoto já registrado em Goiás ocorreu em 2010, no município de Mara Rosa, com magnitude próxima de 5. Segundo o pesquisador, o episódio causou grande preocupação entre os moradores, embora os danos estruturais tenham sido limitados.
“Mara Rosa está localizada dentro da Faixa Sísmica Goiás-Tocantins, que concentra boa parte da atividade sísmica da região. Foi um dos maiores eventos registrados no Estado e foi amplamente sentido pela população.”
Não é possível prever terremotos
Marcelo Peres Rocha ressalta que, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, não existe tecnologia capaz de prever terremotos, independentemente da magnitude.
“Não é possível prever terremotos, sejam eles pequenos ou grandes. O que sabemos é que, estatisticamente, eventos de pequena magnitude são muito mais prováveis do que grandes terremotos.”
Segundo ele, embora novos tremores possam ocorrer em Goiás, o histórico geológico indica que a probabilidade de eventos destrutivos é extremamente baixa.
“O Brasil está localizado no centro da Placa Sul-Americana. Mesmo existindo uma zona de fraqueza geológica, não é uma região favorável para terremotos de grande magnitude.”
Mineração pode apenas desencadear eventos
Questionado sobre a relação entre mineração, barragens e tremores de terra, o professor afirma que essas atividades não causam terremotos, mas podem antecipar a ocorrência de um evento que já estava prestes a acontecer.
“As atividades humanas não geram terremotos. Elas podem alterar as condições locais e desencadear um evento que ocorreria naturalmente algum tempo depois. É diferente de dizer que a mineração provoca terremotos.”

Necessidade de ampliar monitoramento
O pesquisador defende investimentos para ampliar a rede de monitoramento sísmico no Brasil. Atualmente, as estações existentes são suficientes para registrar os principais eventos, mas ainda há necessidade de aumentar sua densidade para melhorar a precisão dos estudos.
“Precisamos de mais estações sismográficas. Quanto mais próximas elas estiverem das áreas onde ocorrem os tremores, maior será nossa capacidade de detectar eventos menores e compreender melhor esse fenômeno.”
População pode ficar tranquila
Marcelo Peres Rocha afirma que moradores de cidades como Mara Rosa, Porangatu, Estrela do Norte, Catalão, São Miguel do Araguaia, Campinorte e outras localidades onde os tremores são mais frequentes não precisam entrar em pânico.
A população pode ficar tranquila. Se novos tremores ocorrerem, a tendência é que sejam da mesma faixa de magnitude observada historicamente. A probabilidade de um terremoto semelhante aos registrados em países como Chile ou Venezuela é extremamente baixa.

Moradores lembram maior terremoto registrado em Goiás
Moradores relatam o susto causado pelo fenômeno e afirmam que pequenos abalos sísmicos fazem parte da rotina de municípios do Norte goiano.
Morador de Mara Rosa, Enis da Silva Lemos relembra o momento em que sentiu o terremoto de 2010. Segundo ele, o tremor aconteceu durante a tarde e chamou a atenção pela intensidade com que objetos começaram a vibrar.
Eu me lembro que aconteceu numa tarde. Eu estava trabalhando com vidros e copos e percebi o quanto eles estremeceram. Eles vibraram bastante e a cidade inteira ficou em choque. Como nunca tinha acontecido algo assim, todo mundo ficou muito assustado.
Apesar do susto, Enis afirma que não houve registro de rachaduras em casas ou outros prejuízos estruturais que ele tenha conhecimento.
“Não fiquei sabendo de casas rachadas. O que aconteceu foi o tremor mesmo, as coisas balançando. No meu caso ficou ainda mais evidente porque eu estava trabalhando com vidros.”

Ele conta que o medo tomou conta dos moradores naquele momento. “Todos nós assustamos. Foi uma sensação diferente, porque ninguém imaginava que isso pudesse acontecer aqui. Depois, a gente ficou preocupado, porque vê na televisão terremotos em outros países e pensa que poderia acontecer de novo.”
Segundo Enis, somente após o episódio descobriu que a região registra pequenos tremores com certa frequência. “Depois desse fato fiquei sabendo que essa região é uma das que mais registram esses tremores em Goiás. Muitos deles são tão pequenos que a gente nem percebe.”
O vereador de Montividiu do Norte, Luiz Lereia, que mora no município há mais de 30 anos, afirma que já presenciou diversos tremores, mas explica que a maioria é quase imperceptível.
“Já presenciei alguns, mas normalmente só quem está dentro de casa percebe, principalmente quando os copos ou os vidros começam a se mexer.”
Segundo ele, o último tremor sentido na cidade ocorreu em janeiro e foi o mais intenso dos últimos anos. “Dessa vez até as janelas de folha de ferro chegaram a tremer.”

Mesmo assim, Lereia afirma que a população convive com naturalidade com o fenômeno. “Apesar de todos saberem que nosso município registra essas ocorrências, ninguém se assusta e ninguém pensa em sair da cidade por causa disso. Para nós, isso já é normal.”
A reportagem também procurou o prefeito de Mara Rosa, Flávio Moura (União Brasil), para saber se a administração municipal desenvolve alguma ação de orientação à população sobre os tremores registrados na região. O prefeito informou que “o município não possui nenhuma iniciativa específica voltada para esse tipo de ocorrência.”
Quem administrava Mara Rosa durante o terremoto de 2010 era o então prefeito Nilson Preto. Ele lembra que estava em Goiânia quando recebeu a notícia do abalo.
“Eu estava em Goiânia, em uma reunião. Liguei para o secretário e ele contou que as lâmpadas da prefeitura balançaram e que sentiu até um mal-estar. Mas não houve danos na cidade. Foi mais um susto.”
Segundo o ex-prefeito, postes, fios e luminárias oscilaram durante o tremor, mas não houve registro de prejuízos materiais ou vítimas. “Quando cheguei à cidade no dia seguinte, estava tudo tranquilo. O pessoal não entrou em pânico porque o tremor foi relativamente fraco.”

Nilson explica que, na época, buscou informações junto aos especialistas que monitoravam a atividade sísmica.
Recebemos muitas ligações da imprensa do Brasil inteiro. Procuramos informações com o sismógrafo da Universidade de Brasília e fomos orientados de que não havia risco de um terremoto capaz de derrubar casas ou causar grandes danos. Isso ajudou a tranquilizar a população.
Moradora de Estrela do Norte há mais de 40 anos, Maria do Carmo conta que já sentiu tremores quando vivia na zona rural, mas afirma que, desde que se mudou para a cidade, nunca mais percebeu os abalos.
“Quando eu morava na roça, eu e minha família percebíamos as coisas tremerem várias vezes. Agora que moro na cidade nunca senti.”
Ela diz que já ouviu muitas histórias sobre terremotos na região, mas acredita que parte delas foi exagerada. “Já ouvi dizer que a terra abriu e engoliu vacas, que um terremoto abriu uma serra aqui perto, mas eu mesma nunca vi nada disso.”
Apesar da fama da região, Maria garante que os moradores convivem tranquilamente com o fenômeno. “Eu amo Estrela do Norte, e nem eu nem ninguém aqui tem medo disso. Para nós isso é normal.”

Goiás tem plano para responder a terremotos, afirma Defesa Civil
Embora Goiás tenha registrado, nos últimos anos, alguns tremores de terra de baixa magnitude, o Estado nunca enfrentou um desastre provocado por abalos sísmicos. A informação é da Defesa Civil Estadual, que afirma não possuir histórico de atuação operacional em ocorrências dessa natureza, mas ressalta que mantém protocolos de resposta e atua integrada ao sistema nacional de monitoramento.
Segundo o órgão, o monitoramento sísmico no Brasil é de responsabilidade técnica do Serviço Geológico do Brasil (SGB), enquanto, em Goiás, a captação e o acompanhamento dos dados são realizados pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (SIS/UnB). As informações são compartilhadas com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil para subsidiar ações preventivas e de resposta.
Planos de contingência podem ser adaptados
De acordo com a Defesa Civil, Goiás trabalha com planejamento baseado em matrizes de risco. Apesar de não haver um plano exclusivo para terremotos, existem planos gerais de contingência que podem ser rapidamente adaptados para situações envolvendo abalos sísmicos mais severos.
A atuação operacional em casos de resgate cabe ao Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), que possui protocolos técnicos para atendimento de vítimas em estruturas colapsadas e em outros cenários de desastres.
Sistema de alerta envia mensagens para celulares
A Defesa Civil informa que o Brasil conta atualmente com o sistema “Defesa Civil Alerta”, ferramenta do Governo Federal que permite o envio de mensagens georreferenciadas diretamente aos celulares das pessoas localizadas em áreas de risco.
Segundo o órgão, a Sala de Situação da Defesa Civil funciona em regime permanente e pode emitir alertas logo após a confirmação técnica de uma ocorrência pelas agências responsáveis pelo monitoramento.

Recomendações à população
A Defesa Civil informa que as orientações seguem protocolos internacionais adotados por órgãos como a FEMA (Federal Emergency Management Agency) e o USGS (United States Geological Survey). As recomendações completas podem ser consultadas no portal oficial Ready.gov, na página dedicada a terremotos: https://www.ready.gov/earthquakes
Caso um tremor seja sentido, a principal orientação é manter a calma e adotar medidas de autoproteção. Em ambientes fechados, a recomendação é seguir o protocolo conhecido internacionalmente como “Agachar, Cobrir e Segurar”, protegendo a cabeça e o pescoço, além de permanecer afastado de janelas, armários, espelhos e outros objetos que possam cair.
Também é orientado que as pessoas não utilizem elevadores nem corram para as saídas durante o abalo. Após o tremor, a evacuação deve ocorrer de forma organizada, utilizando as escadas de emergência.
Quem estiver em áreas abertas deve procurar locais livres de edificações, postes, árvores e redes elétricas. Já os motoristas devem reduzir a velocidade, estacionar em local seguro e permanecer dentro do veículo até o fim do tremor.
Após o tremor
A Defesa Civil recomenda que a população permaneça atenta à possibilidade de réplicas, verifique a existência de vazamentos de gás, danos estruturais e fios elétricos expostos antes de retornar às edificações.
Em caso de risco iminente, a orientação é acionar os serviços de emergência pelos telefones 199 (Defesa Civil), 193 (Corpo de Bombeiros) ou 192 (Samu). O órgão também reforça a importância de não compartilhar informações falsas e acompanhar apenas os comunicados oficiais.
Integração com órgãos de monitoramento
Mesmo sem histórico de grandes terremotos, a Defesa Civil afirma manter comunicação permanente com o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e com o Serviço Geológico do Brasil.
Segundo o órgão, sempre que um evento sísmico é detectado e validado pelos observatórios responsáveis, as informações são automaticamente encaminhadas à Defesa Civil Estadual para avaliação e adoção das medidas necessárias.
Estado afirma estar preparado para resposta
A Defesa Civil sustenta que tanto o órgão quanto o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás estão preparados para atuar caso ocorram tremores capazes de provocar vítimas ou danos.
As instituições integram o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil e utilizam o Sistema de Comando de Incidentes (SCI), metodologia internacional voltada à coordenação de operações em situações de desastres e grandes emergências.

Registros de tremores de terra em Goiás
- 2026 – Montividiu do Norte – Magnitude 3,0
- 2026 – Montividiu do Norte – Magnitude 2,1
- 2026 – Minaçu – Magnitude 3,0
- 2025 – Campinorte – Magnitude 2,9
- 2025 – Novo Planalto – Magnitude 2,7
- 2025 – Catalão – Magnitude 2,2
- 2025 – Faina – Magnitude 2,6
- 2025 – Portelândia – Magnitude 2,2
- 2024 – Cabeceiras – Magnitude 2,2
- 2024 – Nova Iguaçu de Goiás – Magnitude 2,0
- 2024 – Portelândia – Magnitude 2,0
- 2024 – Mozarlândia – Magnitude 2,9
- 2024 – Montividiu do Norte – Magnitude 3,1
- 2024 – Matrinchã – Magnitude 2,8
- 2024 – Paraúna – Magnitude 2,3
- 2024 – Posse – Magnitude 2,2
- 2024 – Bonópolis – Magnitude 2,9
- 2023 – Guarani de Goiás – Magnitude 2,0
- 2023 – Trombas – Magnitude 3,0
- 2023 – Campinaçu – Magnitude 2,8
- 2023 – Nova Crixás – Magnitude 2,9
- 2023 – Porangatu – Magnitude 2,9
- 2023 – Mambaí – Magnitude 2,3
- 2023 – Nova Crixás – Magnitude 3,0
- 2023 – Adelândia – Magnitude 2,3
- 2023 – Catalão – Magnitude 2,4
- 2022 – Montes Claros de Goiás – Magnitude 2,8
- 2022 – Aurilândia – Magnitude 2,3
- 2022 – Rio Verde – Magnitude 2,4
- 2022 – Perolândia – Magnitude 2,1
- 2022 – Novo Planalto – Magnitude 2,9
- 2022 – Castelândia – Magnitude 2,4
- 2022 – Estrela do Norte – Magnitude 3,7
- 2022 – São Luiz do Norte – Magnitude 2,4
- 2022 – Nova Crixás – Magnitude 2,8
- 2021 – Ivolândia – Magnitude 2,3
- 2021 – Nova Iguaçu de Goiás – Magnitude 2,6
- 2021 – Mineiros – Magnitude 2,3
- 2021 – Montividiu do Norte – Magnitude 3,2
- 2020 – Campinaçu – Magnitude 2,1
- 2020 – Guarinos – Magnitude 2,4
- 2020 – Mozarlândia – Magnitude 2,5
- 2020 – Mozarlândia – Magnitude 3,2
- 2020 – Morro Agudo de Goiás – Magnitude 3,4
- 2020 – Estrela do Norte – Magnitude 2,6
- 2019 – Aruanã – Magnitude 2,3
- 2019 – Uruaçu – Magnitude 2,4
- 2019 – Mozarlândia – Magnitude 2,5
- 2019 – Aruanã – Magnitude 2,7
- 2019 – Mara Rosa – Magnitude 2,0
- 2019 – Araguapaz – Magnitude 3,2
- 2019 – Araguapaz – Magnitude 3,0
- 2019 – Amaralina – Magnitude 2,1
- 2019 – Novo Planalto – Magnitude 2,6
- 2018 – Mundo Novo – Magnitude 2,6
- 2018 – Nova Iguaçu de Goiás – Magnitude 2,7
- 2018 – São Domingos – Magnitude 2,8
- 2018 – Campos Verdes – Magnitude 2,9
- 2018 – Amaralina – Magnitude 2,6
- 2018 – Nova Crixás – Magnitude 1,7
- 2018 – Aruanã – Magnitude 3,1
- 2018 – São Luiz do Norte – Magnitude 2,6
- 2018 – Nova Iguaçu de Goiás – Magnitude 2,7
- 2018 – Inhumas – Magnitude 1,7
- 2018 – Bonópolis – Magnitude 2,9
- 2017 – Campos Verdes – Magnitude 2,5
- 2017 – Estrela do Norte – Magnitude 3,3
- 2017 – Ipameri – Magnitude 2,0
- 2017 – Pires do Rio – Magnitude 2,6
- 2017 – Montividiu – Magnitude 2,7
- 2017 – Aragarças – Magnitude 2,8
- 2017 – Estrela do Norte – Magnitude 3,5
- 2017 – Estrela do Norte – Magnitude 2,8
- 2016 – Santa Tereza de Goiás – Magnitude 4,2
- 2016 – Porangatu – Magnitude 2,8
- 2016 – Santa Tereza de Goiás – Magnitude 2,0
- 2016 – Rio Verde – Magnitude 2,8
- 2016 – Estrela do Norte – Magnitude 2,7
- 2015 – Nova Iguaçu de Goiás – Magnitude 2,9
- 2015 – Trombas – Magnitude 2,7
- 2015 – Mozarlândia – Magnitude 3,4
- 2015 – Alto Paraíso de Goiás – Magnitude 2,5
- 2015 – Montividiu do Norte – Magnitude 2,5
- 2015 – Abadiânia – Magnitude 2,9
- 2015 – Minaçu – Magnitude 2,5
- 2015 – Nova Crixás – Magnitude 2,6
- 2014 – Britânia – Magnitude 3,3
- 2014 – Bonópolis – Magnitude 2,4
- 2014 – Mundo Novo – Magnitude 2,8
- 2014 – Jaupaci – Magnitude 3,0
- 2014 – Santo Antônio da Barra – Magnitude 2,2
- 2014 – Mutunópolis – Magnitude 2,8
- 2014 – Mutunópolis – Magnitude 3,4
- 2013 – Santa Tereza de Goiás – Magnitude 2,5
- 2013 – Campinaçu – Magnitude 3,3
- 2013 – Estrela do Norte – Magnitude 3,6
- 2012 – Mara Rosa/Porangatu – Magnitude 3,8
- 2012 – Britânia – Magnitude 3,3
- 2012 – Britânia – Magnitude 4,0
- 2012 – Santa Tereza de Goiás – Magnitude 3,6
- 2012 – Mara Rosa – Magnitude 2,7
- 2012 – Estrela do Norte – Magnitude 3,2
- 2012 – Bonópolis – Magnitude 3,8
- 2012 – Minaçu – Magnitude 2,8
- 2012 – Santa Tereza de Goiás – Magnitude 3,0
- 2011 – Nova Crixás – Magnitude 3,4
- 2011 – Pilar de Goiás – Magnitude 3,5
- 2011 – Santa Fé de Goiás – Magnitude 3,6
- 2011 – Estrela do Norte – Magnitude 3,1
- 2011 – Estrela do Norte – Magnitude 2,8
- 2011 – Estrela do Norte/Mara Rosa – Magnitude 3,6
- 2011 – Estrela do Norte/Mara Rosa – Magnitude 3,4
- 2011 – Trombas–Formosa – Magnitude 4,1
- 2010 – Guarani de Goiás – Magnitude 4,2
- 2010 – Mara Rosa – Magnitude 4,2
- 2010 – Mara Rosa – Magnitude 5,0
- 2010 – Mara Rosa – Magnitude 3,6
- 2010 – Colinas do Sul – Magnitude 3,2
- 2006 – Alto Paraíso – Magnitude 2,6
- 2003 – Jacilândia – Magnitude 2,5
- 2002 – Nova Xavantina – Magnitude 2,7
- 2002 – Santa Rosa – Magnitude 3,3
- 2001 – Aruanã – Magnitude 2,7
- 2001 – Jussara – Magnitude 2,6
- 2000 – Águas Lindas de Goiás – Magnitude 2,7
- 1999 – Iporá – Magnitude 2,5
- 1999 – Porangatu – Magnitude 3,5
- 1998 – Aruanã – Magnitude 3,0
- 1997 – Mozarlândia – Magnitude 3,0
- 1997 – Jataí – Magnitude 2,8
- 1997 – Porangatu – Magnitude 3,5
- 1996 – Minaçu – Magnitude 2,5
- 1996 – São Miguel do Araguaia – Magnitude 2,7
- 1995 – Formoso – Magnitude 2,7
- 1995 – Santa Tereza de Goiás – Magnitude 2,5
- 1995 – Vazante – Magnitude 3,1
- 1995 – Pires do Rio – Magnitude 2,5
- 1993 – Aruanã – Magnitude 4,1
- 1991 – Crixás – Magnitude 2,6
- 1991 – São Domingos – Magnitude 3,2
- 1990 – Paranã – Magnitude 3,0
- 1989 – Porangatu – Magnitude 3,6
- 1986 – Formoso – Magnitude 3,2
- 1986 – São Miguel – Magnitude 2,7
- 1986 – Palmeirópolis – Magnitude 3,1
- 1986 – Araguapaz – Magnitude 3,7
- 1985 – Palmeirópolis – Magnitude 3,5
- 1985 – Palmeirópolis – Magnitude 3,6
- 1984 – Norte de Porangatu – Magnitude 3,3
- 1984 – Santa Terezinha – Magnitude 3,1
- 1983 – Aruanã – Magnitude 2,8
- 1983 – Centralina – Magnitude 2,7
- 1983 – Manhã (como consta na planilha) – Magnitude 3,0
- 1982 – Sudoeste– Magnitude 2,9
- 1982 – Paranã – Magnitude 3,0
- 1981 – Natividade – Magnitude 2,8
- 1980 – Porangatu? – Magnitude 3,1
- 1979 – Rubiataba – Magnitude 3,5
- 1978 – Iporá – Magnitude 2,8
- 1976 – Itapirapuã – Magnitude 3,7
- 1973 – Porangatu – Magnitude 3,3
- 1972 – Sudoeste – Magnitude 3,0
- 1971 – Porangatu – Magnitude 3,5
- 1970 – Porangatu – Magnitude 3,6
- 1970 – Porangatu – Magnitude 3,0
- 1961 – Inhumas/Caturaí/Itauçu – Magnitude 3,1
- 1948 – Embiara – Magnitude 3,0
- 1910 – Crixás – Magnitude 3,0
- 1894 – Jaraguá – Magnitude 3,7
- 1834 – Natividade – Magnitude 2,6
- 1826 – Natividade – Magnitude 2,6
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