Zacharias Calil é o quarto nome a cogitar candidatura avulsa ao Senado

Apesar da possibilidade de haver mais postulantes ao cargo, o político enxerga a movimentação como “bem-vinda”

O deputado federal Zacharias Calil (UB) é o quarto nome a cogitar candidatura avulsa ao Senado. Apesar da possibilidade de haver mais postulantes ao cargo, o político enxerga a movimentação como “bem-vinda”. O parlamentar espera a decisão do governador Ronaldo Caiado (UB) em relação ao lançamento de seu nome. “Decisão que será tomada nos primeiros dias de agosto”, avisa. Além dele, os deputados federais Waldir Soares (UB) e João Campos (Republicanos); o ex-deputado federal Alexandre Baldy (PP); o senador Luiz do Carmo (PSC); o deputado estadual Lissauer Vieira (PSD); a presidente municipal do PSOL em Goiânia Manu Jacob; o empresário do ramo imobiliário Leonardo Rizzo (Novo) e o ex-senador Wilder Morais (PL) ambicionam ocupar o único cargo disponível nos próximos oito anos.

Ao definir de democráticas, Zacharias apontou ao Jornal Opção os benefícios das pré-candidaturas avulsas ao cargo. “Vejo como uma situação muito democrática. Candidato pode ser definido de acordo com que a população achar melhor, exceto em situação de chapa majoritária. Vejo como uma possibilidade de participar da política de uma maneira mais efetiva. Se tem um determinado candidato que é colocado através da chapa majoritária, mas não é aprovado pela população, então, candidatura avulsa é interessante porque será o mais bem votado”. A decisão de candidaturas isoladas para o Senado ainda necessita de permissão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Calil, apontado como o principal puxador de votos para deputado federal do União Brasil, afirma que manteve uma longa conversa com o governador Ronaldo Caiado, do União Brasil, durante um café da manhã. “Eu conversei com o governador há dois anos. Eu retomei o diálogo há poucos dias. Ele disse que minha intenção era legítima. À época, conversei com o antigo presidente do DEM [antes da fusão com o PSL], deputado federal ACM Neto, e ele também concordou. Depende muito das pesquisas. Caiado me disse que até o dia 5 de agosto e 23h59min não tem nada definido. Estamos negociando. Espero na convenção que o meu nome seja escolhido pelo governo. Se tiver a possibilidade de sair avulso, tudo bem, ou não. Aí pensaria numa possível reeleição a deputado federal, ou não”, diz ele sobre a indefinição política até o momento.

Entretanto, para especialista ouvida pelo Jornal Opção, uma mesma chapa lançar muitos nomes para um cargo majoritário não é recomendado. A cientista política Ludmila Rosa entende que uma mesma chapa lançar muitos nomes de candidatos a senador na prática é bastante complicado, podendo confundir o eleitor, além de pulverizar a votação das candidaturas, isso porque o cargo também é majoritário e neste ano será de apenas uma vaga para a renovar um terço do Senado. Ela cita como exemplo, o projeto de reeleição do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), que está sendo disputado por pelo menos cinco nomes: deputado Delegado Waldir, Alexandre Baldy, Zacharias Calil (UB), Luiz do Carmo e João Campos (Republicanos). Além desses, Lissauer Vieira também pode entrar na disputa.

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