Vítima de violência de gênero, Camila Rosa quer isonomia em homenagens nos espaços públicos

Vereadora reitera que inúmeras mulheres também foram importantes para o desenvolvimento de Aparecida de Goiânia e não são reconhecidas

A vereadora Camila Rosa (PSD), de Aparecida de Goiânia, apresentou um projeto de lei que visa buscar a igualdade nas homenagens dos espaços públicos, estabelecendo a paridade de gêneros nos nomes dos logradouros, equipamentos, órgãos e bens públicos da administração direta e indireta do município. “A maioria dos espaços públicos levam nomes e homenageiam homens […] nada contra estas justas homenagens, […] mas não podemos omitir ou esquecer que muitas mulheres também foram responsáveis pelo desenvolvimento do município”, justificou.

Camila explica que, caso seja aprovado a lei, as homenagens deverão seguir um revezamento. “Um homem homenageado e em seguida uma mulher homenageada, ou vice e versa”, disse. Vítima no começo do ano de violência política e assédio moral pelo presidente da Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia, André Fortaleza (MDB), Camila ressaltou no projeto que, perante a lei, todos os cidadãos residentes no país devem receber tratamento idêntico. “Isso é dizer que a paridade de gênero não ignora a existência de diferenças entre homens e mulheres, mas sim afirma que o gênero não deve ser um critério de discriminação negativa”, alegou.

A parlamentar ressaltou que as mulheres de Aparecida têm grande importância para o desenvolvimento e consolidação do município. Desde as cidadãs mais simples até as que chegaram a ocupar altos cargos na sociedade. “Quantas e quantas mulheres não ajudaram a construir a Aparecida que temos hoje, desde as donas de casa cuidando de seus filhos, as parteiras e benzedeiras, feirantes e empreendedoras, até profissionais das diversas áreas que contribuíram não somente com nossa sociedade, mas com nosso país”, finalizou.

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