Villa Mix dobra expectativa de arrecadação e se adequa para realização do festival

Após reunião na Prefeitura, organização do evento optou por aumentar bilheteria inicial de R$ 600 mil para 1,5 milhão. Operação Arrocha segue normalmente

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Foto: reprodução/ Facebook

Após entrarem na mira da Secretaria de Finanças de Goiânia (Sefin), a organização do Villa Mix informou ao Jornal Opção Online que não há nenhum impedimento para a realização do festival de música sertaneja, que ocorre na capital no próximo domingo (6/9).

Segundo a assessoria da P9 Promoções e Produções Artísticas, que organiza o evento, todos os alvarás estão em mãos e não existe nenhum problema em relação a pagamento de imposto com a secretaria. Inclusive, chegaram a afirmar que “não existe nenhuma operação” para fiscalizar o festival.

No entanto, a informação foi rebatida pela própria Sefin. A Operação Arrocha — ação que visa fiscalizar se o pagamento dos impostos à Prefeitura de Goiânia está correto e se o evento atende às determinações legais –, deflagrada na manhã desta sexta-feira (6/9), segue normalmente.

A dois dias do evento, a Prefeitura de Goiânia anunciou que vai confrontar o número de ingressos vendidos pelo Festival Villa Mix e o valor pago em impostos. O objetivo é garantir que seja cobrado o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) de forma correta — 5% de cada bilhete vendido.

A secretaria chegou a estimar um subfaturamento de até 70 vezes em relação a arrecadação proveniente da comercialização de entradas para os shows, uma vez que a organização do Villa Mix informou expectativa de arrecadação seria de R$ 1 milhão com a venda dos ingressos — sendo R$ 600 mil até o momento e expectativa de mais R$ 400 mil até o dia do evento.

Após reunião no Paço Municipal, na tarde desta sexta-feira (4/9), a organização optou por aumentar em mais que o dobro do valor inicial: de R$ 600 mil para R$ 1,5 milhão. Ou seja, só a mudança na arrecadação inicial já ultrapassou em R$ 500 mil a expectativa total do evento.

Com o novo montante, a P9 vai pagar ainda nesta sexta (4) mais R$ 45 mil em ISSQN, além dos R$ 30 mil iniciais — já pagos sobre os R$ 600 mil. “Ficou acertado que após o evento, os organizadores virão à secretaria para acertar o restante de imposto que ficará faltando”, relatou a assessoria da Sefin.

Com relação ao alvará e à licença ambiental, a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) informou ao Jornal Opção Online que foi liberada a documentação na tarde desta sexta (4).

Sem dados 

De acordo com os responsáveis pela realização do evento, o espaço comporta 48 mil pessoas, mas não há expectativa de público — ainda que anteriormente o número divulgado pela própria organização foi de 43 mil pessoas.

Sendo assim, segundo a assessoria, não seria possível pagar arrecadação antecipada à prefeitura com base em uma expectativa de encher o espaço. “A prefeitura vai devolver o dinheiro depois, caso não encha?”, questionou.

Vale destacar que a assessoria do Villa Mix afirmou que não é possível saber a quantidade de ingressos que já foram vendidos, e garantiu ainda que não poderia mensurar a quantidade que será vendida até domingo. A justificativa é de que existem vários postos de vendas e que só irão chegar a um número exato depois que fizerem balanço.

A Secretaria de Finanças, entretanto, disse ao Jornal Opção Online que o festival confirmou nesta sexta-feira (4) que todos os dados quanto às quantidades a vendas, de cortesias, de compensação para patrocinador, são informatizados; e que o grupo se comprometeu a compartilhar esta base de dados com a superintendência de tributos.

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