Vídeo: professor da UFG é vítima de insinuação xenofóbica em programa de rádio

Ao questionar a condução da política brasileira em debate na Bandeirantes AM, o peruano Carlos Santander foi “convidado” a voltar para seu país

O professor Carlos Ugo Santander participava de um programa de debate político na Rádio Bandeirantes AM quando foi vítima de uma insinuação xenofóbica do colega de mesa redonda Mário Vasconcelos, que o recomendou a “se unir a seu governo, que é de esquerda”.

Santander disse que tem um “excelente emprego” no Brasil – é professor concursado da Universidade Federal de Goiás (UFG), lotado na Faculdade de Ciências Sociais (FCS) e que a proposta seria “irracional” e “um pouco ignorante”.

O fato ocorreu depois de o professor da UFG ter sido silenciado pelo apresentador Rosenwal Ferreira enquanto explicava, ao fim do primeiro bloco do programa (confira a íntegra do vídeo clicando aqui), sua crítica à falta de ação do governo brasileiro diante da carestia e, especificamente, diante do aumento do preço dos combustíveis.

A parte mais polêmica foi a discussão entre Vasconcelos e Santander, transcrita abaixo:

— Eu quero perguntar ao nosso colega, é… Carlos? Carlos Santander? O senhor é de onde, ô sr. Carlos? O senhor é de qual país? Qual a nacionalidade do senhor?

— Ah ok, eu sou peruano.

— Então o senhor tem a grande oportunidade de se unir ao seu governo, que é de esquerda, e transformar o Peru no maior país do mundo, o que o senhor acha?

— Bom, eu tenho um excelente emprego aqui no Brasil, seria irracional, seria um pouco ignorante, não lhe parece?

— Não, lhe parece oportuna a oportunidade (sic) de mostrar ao seu país o tanto que o senhor conhece de evolução política e, sendo ele de esquerda, o senhor transformar o Peru no país de esquerda mais evoluído de todas as Américas e depois exportar essa mentalidade para os outros.

— Preste atenção, isso é um recurso retórico muito baixo, entende? Tentar associar a pessoa do emissor à mensagem…

Veja o vídeo desse momento:

A fala do debatedor, considerada xenofóbica, foi criticada durante a própria transmissão do programa, mas, ele também recebeu apoio de quem considerava o peruano um “doutrinador”.

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