Vereadora Priscila Tejota denuncia caos na Saúde e cobra medidas de Iris Rezende

Segundo a parlamentar, prefeito diz que investe, mas a realidade do setor em Goiânia não é compatível

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Por Arthur Souza

Durante a prestação de contas da Prefeitura na Câmara Municipal de Goiânia, o prefeito Iris Rezende (MDB) foi questionado sobre a falta de médicos nos Cais da Cidade, além da falta de instrumentos de trabalho em algumas unidades pela vereadora Pricilla Tejota (PSD).

“O prefeito afirmou que foram investidos cerca de 19% da receita do município na área da saúde e que ampliou o atendimento, mas a realidade que o goianiense vivencia é um pouco diferente”, disse a vereadora.

A parlamentar rebateu as informações anunciadas por Iris Rezende e elencou diversos problemas enfrentados pela população, em recente visita feita por ela na unidade de saúde do Jardim Guanabara.

“No Cais do Jardim Guanabara, presenciei uma gestante que ficou sem atendimento adequado para a sua necessidade e teve que ser encaminhada de volta para casa, por falta de medicamentos e de insumos no gabinete odontológico. Os Programas de Saúde da Família (PSFs) da região Leste estão funcionando, em grande parte, sem médicos, apenas com as equipes, o que tem causado um transtorno grave para os Cais que ficam lotadas”, relatou.

Priscilla questionou também a demora da reforma do Cais do Jardim América, fechado há mais de um ano para ser transformado em Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “Era para ter sido entregue no prazo de seis meses, segundo anunciado pelo prefeito em prestação de contas anterior. A obra continua praticamente parada, é um descaso com a população. Todos nós sabemos da importância daquele posto para a comunidade da região. As obras paralisadas em Goiânia estão fazendo aniversário”, criticou.

Iris jogou a responsabilidade para a gestão anterior. Disse que, ao assumir seu cargo, o problema mais grave encontrado foi na área da Saúde pública. Segundo ele, 90% das cidades do interior não têm estrutura para atender casos mais graves, o que gera uma demanda maior na Capital.

De acordo com o prefeito, a verba destinada pelo Governo Federal, para manutenção do SUS, não dá conta da demanda, porque Goiânia recebe pessoas de todo o Estado. Mas garante que a prefeitura investe 19% da renda em saúde e que pretendem investir mais. Ele também assume que a quantidade de médicos não é suficiente e garante que está à procura.

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