Vereador relata situação desumana vivida por famílias após desocupação do Parque Atheneu

Allyson Lima, presidente da Comissão de Direitos Humanos, diz que cobrará posição do Executivo. Ele conta que famílias sobrevivem sem água potável e condições de higiene

Vereador Allyson Lima durante visita ao acampamento montado no Parque Carmo Bernardes | Reprodução

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Goiânia, o vereador Allyson Lima (PRB) foi conferir pessoalmente nesta semana o estado desumano em que têm vivido as cerca de 60 famílias que estão desabrigadas após desocupação no Parque Atheneu, no último dia 10 de janeiro.

Em acampamento improvisado no Parque Carmo Bernardes, em frente à antiga ocupação, os ocupantes, informa Allyson, têm vivido em situação insalubre, sem sequer contar com condições de higiene. “Estão em situação de fragilidade, expostos a chuva e com falta de água potável e alimentos”, contou em entrevista ao Jornal Opção.

O parlamentar fez questão de frisar que não é favorável a qualquer tipo de invasão, mas reforça que é preciso priorizar o bem-estar das famílias. Mesmo sendo da base do prefeito Iris Rezende (PMDB), o vereador afirma que não irá fechar os olhos para o problema e irá cobrar uma posição do Executivo.

“No que diz respeito à parte jurídica, vou tomar pé da situação, fazer um levantamento juntamente com o Ministério Público e logo na primeira sessão da Câmara, no dia 1º de fevereiro, irei propor que esta questão seja debatida”, disse.

Exigência de abrigo

Na última terça-feira (17), a Prefeitura de Goiânia foi notificada quanto à liminar que obriga a administração a resolver a situação das famílias desabrigadas. A decisão determina um prazo de cinco dias, a partir da notificação, para o Executivo alojar as famílias e ainda impede que a Guarda Municipal ou o Conselho Tutelar causem qualquer tipo de constrangimento aos ocupantes.

Sobre a notificação, a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh) informou que fez um levantamento e verificou que 56 famílias continuam no local. Segundo nota, destas, 33 teriam aceitado a transferência para a Casa da Acolhida e a prefeitura teria dado início a um processo de adequação da unidade para acolher as famílias, mas não definiu um prazo para a realocação.

A nota afirma ainda que “a Seplanh continuará a exercer suas atribuições legais visando garantir o ordenamento urbano da capital”, mas que outras 28 mil famílias aguardam moradia e que a pasta pretende investir no Programa Municipal de Habitação para cobrir o déficit.

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