“Vejo 2026 parecida com 2018, com indignação contra o sistema político”, diz Romeu Zema durante agenda em Goiânia
23 abril 2026 às 19h59

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta quinta-feira, 23, durante agenda em Goiás, que o estado terá papel estratégico no processo eleitoral de 2026. Em passagem por Goiânia, após visitas a Brasília e Anápolis, o mineiro disse que Goiás é “importantíssimo” na construção de sua pré-candidatura nacional.
“Goiás é um estado importantíssimo. Já estive em Brasília, passei por Anápolis, hoje estou em Goiânia, ainda vou a Caldas Novas, Catalão e depois sigo para Uberaba. É uma semana bem produtiva”, declarou.
Segundo Zema, a estratégia de percorrer estados e cidades do interior repete o modelo adotado por ele em 2018, quando venceu a eleição ao governo de Minas Gerais. O objetivo, segundo afirmou, é apresentar propostas ligadas à eficiência administrativa, combate à corrupção e fortalecimento da segurança pública.
“Quero apresentar propostas diferentes: um governo mais eficiente, sem corrupção, com segurança pública melhor. E mostrar que isso já foi feito em Minas Gerais. Durante meu governo, todos os indicadores melhoraram, não houve escândalos e mantive total transparência”, disse.
Relação com Caiado e disputa da direita
Ao comentar a presença de outros nomes do campo conservador, entre eles o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil), Zema adotou tom conciliador e afirmou que a multiplicidade de candidaturas fortalece a direita.
“Tenho o maior respeito pelos demais pré-candidatos da direita. A direita não está rachada, não está dividida. Quanto mais nomes fortes houver, melhor. No segundo turno estaremos juntos”, afirmou.
A declaração ocorre em meio à movimentação de lideranças de centro-direita que buscam espaço na disputa presidencial, com diferentes estratégias regionais e nacionais.
Críticas ao STF e ao sistema político
Zema também elevou o tom ao falar do Supremo Tribunal Federal (STF) e do ambiente institucional em Brasília. Sem citar decisões específicas, afirmou ver problemas dentro da Corte e defendeu mudanças no rito de abertura de processos de impeachment contra ministros.
“Vejo no Supremo algumas frutas podres. Quem teve relação com criminosos não tem estatura moral para continuar na Corte. Cabe ao Senado ter coragem para agir”, declarou.
O governador mineiro disse ainda que o país vive um cenário de descrença política, semelhante ao de 2018, marcado por insatisfação popular com as instituições e com a burocracia estatal.
“O Brasil vive tempos sombrios. Há uma sensação de que existem intocáveis em Brasília, enquanto quem trabalha e empreende sofre com burocracia e exigências. Vejo uma inversão de valores: quem produz enfrenta obstáculos, enquanto criminosos se beneficiam da impunidade”, afirmou.
Discurso de gestor e empreendedor
Ao reforçar sua trajetória empresarial, Zema voltou a se apresentar como candidato vindo da iniciativa privada e distante da política tradicional. Segundo ele, essa experiência o diferencia dos demais postulantes ao Palácio do Planalto.
“Sou empreendedor, criei uma empresa que gera empregos para milhares de pessoas. Conheço as dores de empreender no Brasil. O brasileiro quer alguém que saiba resolver problemas de verdade”, concluiu.
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