Veja lista dos denunciados na primeira fase da Operação Multigrana

Ministério Público apresentou resultado da investigação que descobriu desvio de R$ 2 milhões na Prefeitura de Goiânia

Vereador Zander Fábio é apontado como um dos chefes do esquema| Foto: Alberto Maia/Câmara de Goiânia

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado de Goiás (Gaeco) anunciou à imprensa, na manhã desta sexta-feira (25/8), que dez pessoas foram denunciadas à Justiça por participação no esquema de desvios de dinheiro advindos de ingressos dos parques Mutirama e Zoológico.

Entre eles, está o ex-presidente da Agência Municipal de Turismo e Lazer (Agetul) Dário Paiva e o vereador Zander Fábio (PEN). Ambos são apontados pelo promotor Ramiro Carpenedo como chefes do esquema, que chegou a desviar, apenas em 2016, R$ 2 milhões dos cofres públicos.

Veja abaixo a lista completa:

Chefes do esquema
  • Dário Alves Paiva Neto, ex-secretário da Agetul
  • Zander Fábio Alves da Costa, vereador pelo PEN
  • Geraldo Magela Nascimento, ex-diretor
Funcionários da Agetul da alta confiança dos chefes do esquema
  • Clenilson Fraga da Silva, vulgo “Soldado”
  • Leandro Rodrigues Domingues
  • Tânia Camila de Jesus Nascimento de Sousa
Funcionários da Agetul indicados pelos chefes do esquema
  • Davi Pereira da Costa
  • Deoclécio Pereira da Costa, vulgo “Dió”
  • Fabiana Narikawa Assunção
  • Larissa Carneiro de Oliveira

Operação

A operação, que foi batizada de Multigrana, já teve duas fases e pode ter causado um prejuízo de aproximadamente R$ 3 milhões aos cofres públicos desde que o esquema foi instalado na Agetul.

As investigações indicam que a organização criminosa aproveitava-se da dificuldade de monitoramento dos valores referentes aos ingressos dos parques, pagos sempre em dinheiro nas bilheterias, e atuava de dois modos principais: caso os bilhetes já utilizados fossem descartados de forma intacta, eram reaproveitados e “vendidos” novamente.

Por outro lado, se os bilhetes fossem rasurados ou rasgados, fazia-se uma duplicação e reimpressão desse ingresso, devolvendo para o caixa, para contabilização do dinheiro a menos. Nos dois casos, os valores com a segunda venda dos ingressos ficavam com o grupo.

Segundo o Gaeco, as investigações prosseguem, mas até aqui já aponta que o esquema operou pelo menos de 2014 a 2017.

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