Variante Ômicron causa risco de internação 40% menor que Delta

No entanto, não existem dados o suficiente para avaliar a gravidade da ômicron em casos mais graves, como de internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou morte

Estudo publicado por pesquisadores do Imperial College, de Londres, nesta quarta-feira, 22, mostram que pessoas com a variante Ômicron da Covid-19 apresentam 15% menos chance de necessitar de atendimento hospitalar e 40% menos de hospitalização, em comparação com a variante Delta. No entanto, pesquisadores alertam que os riscos de infecção causados pela variante sul-africana são maiores, tanto pela infecção natural do vírus quanto pela menor proteção conferida pelos imunizantes.

Com isso, o grande número de infecções pode levar a um maior número de hospitalizações. A análise realizada pelos pesquisadores levantou casos do coronavírus diagnosticados entre 1 e 14 de dezembro. Ao todo, foram analisados dados de 55 mil casos de Covid-19 por Ômicron e 290 mil de Delta. Os atendimentos hospitalares de um ou mais dias também foram analisados pelos cientistas em um segundo momento. Com base nas informações levantadas, os casos de Ômicron tem risco reduzido de 15% a 20% de se precisar de qualquer atendimento hospitalar e de 40 a 45% de internações.

“Nossa análise mostra evidências de uma redução moderada no risco de hospitalização associada à variante ômicron em comparação com a variante delta. No entanto, isso parece ser compensado pela eficácia reduzida das vacinas contra a infecção com a variante ômicron. Dada a alta transmissibilidade do vírus ômicron, permanece o potencial para os serviços de saúde enfrentarem a demanda crescente se os casos de ômicron continuarem a crescer na taxa que tem sido observada”, explica o professor Neil Ferguson, do Imperial College London.

No entanto, os pesquisadores ainda alerta que não existem dados o suficiente para avaliar a gravidade da ômicron em casos mais graves, como de internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou morte.

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