Universidade adotava notas do Enem como único critério para seleção. Ação do MPF apontou que candidatos que não prestaram o exame sairiam prejudicados

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Em conformidade com a decisão do juiz federal Euler de Almeida Silva Júnior, da 9ª Vara da Justiça Federal de Goiânia, a Universidade Federal de Goiás (UFG) lançou, no fim do último mês, novo edital para o processo de preenchimento de vagas remanescentes para portadores de diploma de curso superior.

A novidade é a adoção de uma prova de conhecimentos. O antigo edital adotava como único critério a nota recebida pelo candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em julho de 2017, porém, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou representações que apontavam violação do princípio da isonomia em relação aos candidatos que não prestaram o Exame, por terem ingressado antes da adoção do Enem, adotado integralmente apenas em 2015.

Após a sentença da 9ª Vara da Justiça Federal de Goiânia, acatou em partes os pedidos do MPF. Na decisão o juiz determinou que fosse adotado método de avaliação alternativo quando o concurso tivesse a inscrição de portadores de diploma que não se submeteram ao Enem.

Ao todo são oferecidas 420 vagas para portadores de diploma, disponíveis nas unidades de Catalão, Goiânia, Goiás e Jataí, com ingresso no primeiro e segundo semestre de 2020.