TV Câmara perde filmagem de agressão em plenário

Segundo funcionário do órgão, pico de energia foi responsável pela perda de todas as gravações da sessão desta quarta-feira (30/11)

Agressão foi transmitida ao vivo pela TV Câmara, mas órgão alega que perdeu os arquivos da gravação | Foto: Reprodução Marcelo Vale / Câmara Municipal de Goiânia

Agressão foi transmitida ao vivo pela TV Câmara, mas órgão alega que perdeu os arquivos da gravação | Foto: Reprodução Marcelo Vale / Câmara Municipal de Goiânia

A TV Câmara, que filma e transmite ao vivo todas as sessões plenárias da Câmara Municipal de Goiânia, perdeu todas as imagens da sessão plenária desta quarta-feira (30/11), inclusive a gravação do momento em que o vereador Paulo Magalhães (PSD) deu um soco na cara do colega Felisberto Tavares (PR).

Segundo funcionário da TV Câmara, apesar de o momento ter sido transmitido ao vivo, um pico de energia alguns minutos depois teria feito com que todos os arquivos da sessão desta quarta, que ainda não estavam salvos, fossem perdidos.

A mesma explicação foi dada à assessoria do vereador Felisberto Tavares, que iria usar as imagens como provas no processo que abrirá contra Paulo Magalhães no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa. Após o episódio, o vereador do PR disse ainda que pretende levar o caso à polícia.

Paulo Magalhães agrediu Felisberto durante a discussão de projeto de lei de sua autoria, que visa diminuir o recesso parlamentar de 90 para 45 dias. Os ânimos se exaltaram no momento em que Felisberto se aproximou da mesa de Paulo e, segundo o pessedista, o provocou, dizendo que o projeto era “oportunista”.

Logo após o episódio vários vereadores condenaram a agressão. “Apanhar na cara, isso não é coisa de gente não. Socar a cara? Homem não apanha na cara, que negócio é esse. A que ponto chegamos? Apanhar na cara? Na frente das câmeras? É muita humilhação! O cemitério está cheio de gente que bate na cara dos outros”, disse Clécio Alves (PMDB).

Já a vereadora Dra. Cristina Lopes (PSDB), disse que a agressão expõe mais uma vez a Câmara de vereadores de maneira negativa. “Nada justifica este tipo de comportamento. Mais uma vez, a Câmara fica em descrédito com a população por mais esse episódio lamentável”, disse a vereadora.

Após a confusão, Felisberto também pediu tomada de providência imediata por parte dos vereadores. “Daqui a pouco ele esmurra qualquer pessoa, não tem preparo e equilíbrio. Quero que vocês entendam  que as medidas tem que ser tomas de maneira proporcional e imediata”, disse.

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