Trump prorroga por mais um ano estado de emergência dos EUA contra o Brasil e mantém críticas ao STF
28 julho 2026 às 16h48

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O governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump, vai prorrogar por mais um ano o estado de emergência nacional contra o Brasil, medida que havia sido decretada em julho de 2025. A decisão será publicada nesta quarta-feira, 29, no Federal Register, equivalente ao Diário Oficial norte-americano, e mantém em vigor a ordem executiva até 30 de julho de 2027, sem impor novas sanções ou tarifas ao país.
Segundo o documento, Trump reafirma as justificativas apresentadas no ano passado, ao criticar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e alegar que ações da Corte representam uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.
O presidente norte-americano também volta a citar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que ele seria alvo de perseguição política. Na ordem executiva, Trump sustenta que “certas atividades, tais como a censura e a prisão, por parte da Suprema Corte do Brasil, de indivíduos que exercem a liberdade de expressão e a censura de conteúdo on-line, continuam a representar uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos”.
O texto também menciona Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Segundo o presidente dos EUA, integrantes do governo brasileiro estariam promovendo perseguição política contra o ex-presidente, seus familiares e apoiadores.
“Integrantes do governo brasileiro também estão perseguindo politicamente um ex-presidente do Brasil, sua família e seus apoiadores, o que contribui para a erosão deliberada do Estado de Direito no país, para a intimidação por motivação política e para violações de direitos humanos”, afirma o documento.
Prorrogação não cria novas sanções contra o Brasil
Apesar da renovação do estado de emergência, a medida não estabelece novas sanções econômicas, restrições comerciais ou aumento de tarifas contra o Brasil. Na prática, ela apenas estende por mais um ano a vigência da Ordem Executiva 14323, assinada por Trump em 30 de julho de 2025.
Na ocasião, o governo norte-americano aplicou uma tarifa adicional de 40% sobre determinados produtos brasileiros, que se somava à alíquota de 10% já existente. As sobretaxas, no entanto, foram posteriormente revogadas após negociações entre Brasília e Washington e por decisão da Justiça dos Estados Unidos, que considerou ilegal o tarifaço imposto por Trump a diversos países.
O estado de emergência nacional foi decretado por Trump sob o argumento de que decisões do STF afetariam interesses estratégicos dos Estados Unidos. Desde então, o presidente norte-americano tem feito críticas ao ministro Alexandre de Moraes e manifestado apoio a Jair Bolsonaro.
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