Fundação Cacique Cobra Coral corta ‘assistência climática’ à Argentina após críticas de Milei
28 julho 2026 às 11h47

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A tradicional relação climática e espiritual entre a Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC) e a Argentina chegou a um fim. A instituição anunciou nesta segunda-feira, 27, a suspensão de sua assistência ao país vizinho como retaliação direta às recentes declarações e movimentações políticas do presidente argentino, Javier Milei, durante sua passagem pelo Brasil.
A ruptura foi oficializada por meio de nota divulgada nas redes sociais, após a participação de Milei na convenção do PL, evento em que o presidente argentino criticou duramente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
De acordo com o comunicado, a visita de Milei ao Brasil, marcada por trocas de farpas com a administração petista e críticas institucionais, configurou um “ataque político ao nosso país”. Diante disso, a entidade esotérica impôs uma condição inflexível para a retomada dos trabalhos no país. “Enquanto não houver um pedido formal de desculpas, na área climática, a Argentina estará por sua conta e risco em pleno início da atuação do fenômeno El Niño.”

Histórico e “Operações Místicas”
A assistência prestada pela fundação à Argentina não era recente. De acordo com os registros da instituição, o suporte climático e energético vinha desde a época da Guerra das Malvinas e do governo do ex-presidente Raúl Alfonsín.
A fundação faz questão de relembrar marcos de sua atuação no país vizinho, como uma operação realizada no início de janeiro de 1989 para mitigar uma grave crise energética e de abastecimento elétrico.
Conhecida no Brasil por suas parcerias institucionais, como convênios declarados com o Ministério de Minas e Energia e diversos governos estaduais, a FCCC utiliza as chamadas “operações antiapagão”, coordenadas pela médium Adelaide Scritori. A premissa da autointitulada instituição esotérica é realizar intervenções espirituais para influenciar o clima, atrair chuvas para bacias hidrográficas e garantir os níveis de água necessários para a operação de hidrelétricas em momentos de seca.
Com o corte do suporte, o governo de Javier Milei perde agora o que a fundação considerava um escudo climático e energético histórico, justamente às vésperas de um período de instabilidade impulsionado pelo fenômeno El Niño.
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