Presidente eleito da Colômbia anuncia fechamento de 14 embaixadas e promete enxugar estrutura diplomática
27 julho 2026 às 12h48

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O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou uma ampla reformulação da política externa do país que prevê o fechamento de 14 embaixadas e cerca de 15 consulados logo nos primeiros meses de governo. A posse está marcada para 7 de agosto.
Segundo o futuro chefe de Estado, a medida faz parte de um plano para reduzir gastos com a estrutura diplomática e direcionar os recursos economizados para áreas consideradas prioritárias, como segurança, saúde, educação e infraestrutura.
“Nós vamos eliminar estruturas que não geram resultados para concentrar os recursos onde a população mais precisa”, afirmou.
Entre as embaixadas que deverão ser encerradas estão as representações da Colômbia na Argélia, Azerbaijão, Barbados, Cuba, República Tcheca, Etiópia, Gana, Haiti, Hungria, Malásia, Nicarágua, Romênia, Senegal e África do Sul. O novo governo também cancelará o processo de abertura de uma embaixada na Palestina.
Apesar da redução da presença diplomática, De la Espriella afirmou que o fechamento das embaixadas não representa, necessariamente, o rompimento das relações com esses países. A principal exceção será Cuba e Nicarágua, cujos governos foram classificados pelo presidente eleito como “tiranias”. Segundo ele, a Colômbia deixará de manter relações diplomáticas com os dois países.
Os serviços consulares aos colombianos residentes nas nações afetadas continuarão sendo prestados por representações instaladas em países vizinhos.
Relações com Israel
Entre as primeiras mudanças da nova política externa está a retomada das relações diplomáticas com Israel. De la Espriella anunciou que reabrirá a embaixada colombiana no país e pretende instalar a sede em Jerusalém, cumprindo uma promessa feita durante a campanha presidencial.
O presidente eleito também informou que abrirá uma nova missão diplomática na Nigéria, que passará a concentrar parte da atuação colombiana no continente africano.
Reorganização e auditoria
Outra medida prevista é a unificação de algumas representações diplomáticas para reduzir custos administrativos. Em Paris, um único embaixador acumulará a representação da Colômbia na França e junto à Unesco. O mesmo modelo será adotado em Roma, onde a missão diplomática também responderá perante a FAO, agência das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.
Nos primeiros 100 dias de governo, De la Espriella pretende realizar uma auditoria em todas as embaixadas e consulados colombianos para avaliar custos, resultados e a necessidade de manutenção de cada unidade.
Segundo ele, a política externa será reorientada para fortalecer a atração de investimentos, ampliar mercados para produtos colombianos e defender interesses comerciais do país.
“Cada peso que economizarmos na burocracia será um peso que poderemos investir em segurança, saúde, educação, infraestrutura e, acima de tudo, em oportunidades para os mais pobres”, declarou o presidente eleito.
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